A seriguela, também conhecida em algumas regiões como ciriguela ou siriguela, é uma fruta típica do Brasil que chama atenção pelo sabor adocicado e pela polpa suculenta. Apesar de bastante comum em feiras e mercados regionais, ainda é pouco explorada em outras partes do país, embora venha ganhando espaço graças aos possíveis benefícios digestivos, ao valor nutricional e à facilidade de cultivo em climas quentes.
Seriguela traz benefícios para a digestão e o bem-estar intestinal
A seriguela é frequentemente associada à saúde intestinal devido ao teor de fibras e compostos bioativos presentes na polpa. As fibras ajudam a dar volume ao bolo fecal, favorecendo o trânsito intestinal e contribuindo para a regularidade das evacuações quando o consumo é acompanhado de boa ingestão de água.
Além das fibras, a seriguela oferece vitaminas, como a vitamina C, e minerais que participam de processos metabólicos importantes para o organismo. Esses nutrientes colaboram para a integridade das mucosas, para a resposta antioxidante e, indiretamente, para o bom funcionamento do sistema digestivo, seja consumida in natura, em sucos ou em preparações culinárias.

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Quais nutrientes da seriguela ajudam o intestino e fornecem energia
A composição nutricional da seriguela favorece seu uso como aliada do bem-estar digestivo e da oferta de energia rápida. Fibras solúveis e insolúveis, somadas à água da polpa, ajudam a formar fezes mais macias, reduzindo o esforço ao evacuar e contribuindo para a sensação de conforto abdominal.
Os carboidratos simples fornecem energia imediata, o que torna a fruta uma opção prática de lanche em dietas à base de vegetais. A polpa pode ser usada em sucos, geleias e sobremesas, mantendo parte das fibras quando não é totalmente coada e permitindo adaptações a diferentes hábitos alimentares, inclusive em preparações com menor adição de açúcar.
Quais são as informações nutricionais aproximadas da seriguela em 100 g
| Componente | Quantidade aproximada | Observação |
|---|---|---|
| Energia | 70–90 kcal | Varia conforme o grau de maturação |
| Carboidratos totais | 15–20 g | Principal fonte energética da fruta |
| Fibras alimentares | 2–3 g | Relacionadas ao benefício digestivo |
| Proteínas | 0,8–1,2 g | Teor moderado para uma fruta |
| Gorduras totais | < 0,5 g | Baixo teor de lipídios |
| Vitamina C | 10–20 mg | Contribui para a proteção celular |
| Cálcio | 10–20 mg | Mineral importante para ossos e dentes |
| Potássio | 150–250 mg | Auxilia no equilíbrio de fluidos |
Esses valores podem variar conforme solo, clima e estágio de maturação, mas indicam uma fruta de baixa densidade calórica e rica em micronutrientes. O teor de antioxidantes naturais, como compostos fenólicos e carotenoides, também é relevante, embora nem sempre apareça em tabelas nutricionais tradicionais.
Como plantar seriguela em casa ou na propriedade com mais facilidade
O cultivo da seriguela costuma ser simples, principalmente em regiões de clima quente e com períodos de seca moderada. A planta se adapta bem ao Nordeste e Centro-Oeste, sendo possível iniciar o plantio por sementes ou mudas formadas, estas mais indicadas para quem busca produção mais rápida.
Antes de plantar, é importante avaliar o espaço, pois a árvore pode atingir porte médio conforme solo e manejo. Em quintais urbanos, podas periódicas ajudam a controlar o tamanho e facilitam a colheita, enquanto em áreas rurais o plantio em linhas permite usar a copa para sombreamento de outras espécies e proteção do solo.
Quais cuidados são importantes para garantir boa colheita de seriguela
Alguns cuidados básicos aumentam as chances de desenvolvimento saudável da serigueleira e de boa produção de frutos. O acompanhamento desde o plantio até a fase produtiva facilita a identificação de problemas de solo, pragas ou excesso de umidade, permitindo correções rápidas e manejo mais sustentável. Se você gosta de cultivo, separamos esse vídeo do canal Frutas em vasos da Júlia ensinando a plantar seriguela em casa:
Entre as principais ações de manejo, destacam-se práticas simples que podem ser adotadas tanto em quintais quanto em pequenas propriedades, ajudando na adaptação da planta e na produtividade ao longo dos anos:
- Escolha do local
- Priorizar áreas com boa incidência de sol direto durante a maior parte do dia.
- Evitar locais sujeitos a encharcamento prolongado.
- Manter distância adequada de muros e construções para permitir o crescimento da copa.
- Preparação do solo
- Utilizar solo bem drenado, com textura média (nem muito arenoso, nem muito argiloso).
- Misturar matéria orgânica bem curtida ao solo da cova para melhorar a retenção de nutrientes.
- Fazer covas com dimensões aproximadas de 40 x 40 x 40 cm para mudas jovens.
- Plantio da muda
- Posicionar a muda de maneira que o colo da planta fique na altura do solo.
- Firmar levemente a terra em volta da raiz, sem compactar em excesso.
- Realizar uma rega inicial abundante para acomodar o solo.
- Irrigação e manejo hídrico
- Manter o solo úmido nos primeiros meses, sem deixar encharcar.
- Reduzir a frequência de regas após o enraizamento, principalmente em regiões com chuvas regulares.
- Em áreas muito secas, adotar regas de apoio em períodos de estiagem prolongada.
- Poda e manutenção
- Remover galhos secos, doentes ou cruzados para favorecer a ventilação da copa.
- Realizar podas de formação para controlar a altura, facilitando a colheita.
- Monitorar a presença de pragas e doenças, buscando orientação técnica quando necessário.
Seriguela é uma fruta regional com potencial digestivo e produtivo
A seriguela reúne características que interessam a quem busca alimentos que contribuam para o funcionamento intestinal e a quem pretende diversificar o cultivo em pequenas áreas. A combinação de fibras, água e nutrientes faz da fruta uma aliada da rotina digestiva, desde que inserida em um padrão alimentar equilibrado e variado.
Com manejo básico de solo, irrigação e poda, a planta tende a se adaptar bem e produzir frutos em quantidade significativa após os primeiros anos. Assim, a serigueleira se destaca como alternativa viável para quintais, chácaras e propriedades familiares, em um cenário de crescente interesse por alimentos frescos, de origem conhecida e plantados próximos ao local de consumo.








