A escolha entre as flexões verbais “fiz” e “fez” é um dos temas que mais geram dúvidas em comunicações profissionais e acadêmicas de alto nível. Compreender a lógica da concordância com pronomes relativos não é apenas uma questão de seguir regras, mas de garantir que sua mensagem projete segurança e domínio pleno da norma culta brasileira.
Por que a escolha entre “fiz” e “fez” causa tanta confusão?
A dúvida entre as flexões verbais surge da complexidade da língua portuguesa e das nuances de regência. Quando utilizamos o verbo fazer, a mente busca automaticamente o sujeito da ação para ajustar a terminação. Em comunicações profissionais, essa hesitação pode gerar insegurança no autor do texto, afetando a clareza e a autoridade da mensagem enviada em qualquer canal oficial.
Entender se o correto é “fez” ou “fiz” depende inteiramente do termo que antecede a ação. Muitas vezes, a linguagem falada aceita variações que a norma culta condena rigorosamente em documentos oficiais. Dominar essa distinção é fundamental para garantir que sua escrita reflita um alto nível de competência técnica e respeito às normas gramaticais vigentes na nossa sociedade atual.

Como funciona a concordância verbal com o pronome relativo “quem”?
Quando a frase utiliza o pronome “quem”, a gramática normativa permite duas construções distintas de concordância. O verbo pode concordar com o antecedente do pronome ou permanecer na terceira pessoa do singular. Essa flexibilidade é uma ferramenta poderosa para o escritor que deseja variar a sonoridade do texto sem ferir as regras estabelecidas pela norma padrão da língua.
Para aplicar corretamente essa regra em seus e-mails e relatórios corporativos, observe as seguintes possibilidades de construção permitidas pela nossa gramática:
Qual é a regra gramatical para o uso do pronome “que”?
É vital não confundir a regra do “quem” com a regra aplicada ao pronome relativo “que”. Quando utilizamos o “que”, a norma culta é muito mais restritiva e exige que o verbo concorda obrigatoriamente com o sujeito que o antecede. Não há margem para manter o verbo na terceira pessoa do singular se o sujeito for diferente desse padrão.
Por exemplo, o correto é sempre escrever “fui eu que fiz”, nunca utilizando a forma “fez” nesse contexto específico. Essa diferença sutil entre os pronomes é o que garante a precisão gramatical em textos acadêmicos e institucionais. Consultar o VOLP ajuda a validar essas estruturas e reforçar a segurança do autor durante a revisão cuidadosa.
Quais são os exemplos práticos para aplicar essas regras no dia a dia?
A aplicação prática dessas regras no cotidiano profissional exige atenção redobrada aos detalhes de cada sentença formulada. Erros de concordância são ruídos que podem desviar a atenção do leitor do conteúdo principal para a forma do texto. Praticar a substituição mental dos pronomes é uma técnica eficaz para internalizar esses conceitos e evitar lapsos linguísticos comuns e recorrentes.
Veja como estruturar suas frases de acordo com o pronome escolhido para garantir uma escrita fluida em seus documentos:
Existe diferença de sentido entre as duas construções corretas?
Do ponto de vista semântico, não existe alteração no significado da mensagem ao optar por uma ou outra forma correta com “quem”. A escolha entre “fiz” ou “fez” torna-se uma questão de estilo e ritmo textual para o autor. Ambas as formas comunicam exatamente a mesma responsabilidade sobre a ação realizada no passado da oração citada no texto.
No entanto, a forma “quem fez” é muitas vezes considerada mais elegante em contextos de extrema formalidade por manter o distanciamento gramatical. Já a forma “quem fiz” aproxima o verbo do sujeito, criando uma conexão mais direta e enfática com quem realizou a tarefa. O importante é manter a consistência de estilo durante todo o seu documento oficial.
No vídeo abaixo da professora Flaviaplucas, que conta com mais de 553 mil seguidores, ela explica a forma correta de utilizar o “fiz” e o “fez”:
@flaviaplucas ♬ som original – Flávia Lucas
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Como evitar deslizes de concordância em e-mails e documentos oficiais?
Para blindar sua escrita contra erros, o hábito da revisão em voz alta é extremamente recomendado antes do envio final. O ouvido humano costuma detectar dissonâncias na concordância que os olhos podem ignorar durante a leitura silenciosa e rápida do dia a dia. Investir alguns minutos na releitura crítica de e-mails importantes poupa retrabalho e preserva sua imagem profissional perante todos.
Seguir as normas estabelecidas pela Academia Brasileira de Letras é o caminho mais seguro para quem deseja transmitir autoridade intelectual. A precisão no uso dos verbos e pronomes é a base de uma comunicação eficiente e respeitada no mercado nacional. Lembre-se que a forma como você escreve é a representação visual da sua competência e atenção total.









