Erros comuns na fala cotidiana podem prejudicar sua imagem profissional e social de forma silenciosa e constante. Muitas expressões populares, embora amplamente utilizadas, divergem das regras gramaticais oficiais estabelecidas pela norma culta. Identificar esses desvios linguísticos é o primeiro passo para garantir uma comunicação clara, precisa e extremamente eficiente hoje.
Por que o uso de “menas” prejudica sua credibilidade?
A palavra “menas” simplesmente não existe no vocabulário oficial da língua portuguesa, independentemente do contexto ou da classe gramatical. Muitas pessoas cometem esse erro ao tentar realizar uma concordância de gênero inexistente com substantivos femininos variados. Utilizar o termo menos é a única forma correta, pois se trata de um advérbio ou pronome invariável na frase.
Errar essa concordância básica pode transmitir uma imagem de falta de instrução formal em ambientes corporativos e acadêmicos exigentes. O cérebro do ouvinte percebe o desvio imediatamente, o que acaba desviando o foco da mensagem principal que você deseja transmitir. Corrigir esse vício de linguagem é fundamental para fortalecer sua autoridade e garantir uma fala impecável todos os dias.

Qual o perigo de utilizar o termo “pra mim fazer”?
O uso do pronome oblíquo mim antes de verbos no infinitivo é um dos erros mais frequentes na fala brasileira. Pronomes oblíquos não exercem a função de sujeito, portanto, a forma gramatical correta exige sempre o uso do pronome pessoal eu nessas situações. Dizer para eu fazer demonstra que você compreende as funções sintáticas essenciais dentro da oração.
Essa confusão ocorre porque o falante tenta simplificar a estrutura da frase, ignorando as regras de regência e concordância verbal vigentes. Em apresentações ou reuniões importantes, esse deslize fonético pode sugerir um descuido com a norma padrão do idioma nacional. Ajustar essa pequena expressão transforma positivamente a percepção que as pessoas possuem sobre o seu nível de instrução.
Como identificar pleonasmos viciosos em seu discurso diário?
Expressões como subir para cima ou entrar para dentro são redundâncias desnecessárias que empobrecem o seu vocabulário e a sua comunicação. Esses pleonasmos viciosos ocorrem quando repetimos uma ideia que já está contida logicamente no verbo principal utilizado na oração. Eliminar essas repetições torna seu discurso muito mais objetivo, direto e elegante para qualquer tipo de público atento.
Confira a lista abaixo:
Quais desvios de concordância verbal você deve evitar agora?
A concordância verbal é o ajuste do verbo ao sujeito em número e pessoa, sendo vital para a coesão textual. Erros como “a gente fomos” ou eles faz tempo indicam um total desconhecimento das regras básicas de flexão do idioma. Manter o verbo em harmonia com os outros elementos da frase garante que sua fala seja compreendida sem esforço adicional.
Confira a lista abaixo:
Por que a expressão “há dois anos atrás” está errada?
O verbo haver, quando indica tempo decorrido, já carrega em si a ideia de passado, tornando a palavra atrás totalmente redundante. Utilizar as duas formas simultaneamente cria um pleonasmo que deve ser evitado por quem busca o domínio pleno da língua portuguesa. Optar por apenas há dois anos ou dois anos atrás garante uma escrita muito mais correta.
Esse vício é tão comum que muitas pessoas nem percebem que estão cometendo um erro gramatical básico durante a fala. Na escrita formal, como em relatórios ou e-mails corporativos, essa falha pode ser vista como um sinal de falta de atenção aos detalhes linguísticos. Polir sua linguagem cotidiana é um investimento valioso na sua marca pessoal e na sua carreira atual.
No vídeo abaixo a professora Flaviaplucas, que conta com mais de 553 mil seguidores, cita 5 falas inadequadas no português:
@flaviaplucas #fy #fyp #linguaportuguesa ♬ som original – Flávia Lucas
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Como as gírias excessivas podem comprometer sua fala profissional?
O uso desmedido de gírias em ambientes formais pode transmitir uma imagem de imaturidade ou falta de seriedade no trabalho. Embora a linguagem informal seja aceitável entre amigos, é necessário saber adaptar o seu vocabulário conforme o contexto e o público presente. Manter um equilíbrio entre naturalidade e norma culta é o segredo para ser respeitado e bem compreendido.
Vocabulários restritos limitam sua capacidade de expressar ideias complexas e de negociar com diferentes perfis de pessoas no mercado. Segundo orientações da Academia Brasileira de Letras, a clareza é o pilar fundamental de qualquer interação humana bem-sucedida e duradoura. Para verificar as normas atualizadas da nossa língua, consulte o portal oficial do Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa. Estudar é o caminho.










