A Relação Entre Alimentação e Saúde Mental desperta interesse crescente na ciência e na prática clínica. Descobertas recentes apontam que a dieta influencia diretamente a neuroquímica cerebral, regulando emoções e resposta ao estresse ao fornecer nutrientes que servem de precursores para neurotransmissores; assim, o aumento da ingestão de magnésio, vitaminas e outros micronutrientes pode reduzir escores de ansiedade e favorecer a estabilidade emocional.
Como a alimentação influencia a saúde mental e o cérebro?
Algumas classes de alimentos são notórias por modular o eixo intestino-cérebro e reduzir a inflamação neural. A ingestão de aminoácidos como o triptofano é fundamental, pois é precursora da serotonina, neurotransmissor ligado à sensação de relaxamento e ao controle emocional.
Estudos destacam que antioxidantes e ácidos graxos ômega-3 protegem funções cognitivas, combatendo o estresse oxidativo e a reatividade biológica frente a estímulos estressores. Uma dieta variada, rica em vegetais, frutas, grãos integrais e gorduras boas, auxilia na manutenção desse equilíbrio neuroquímico.
Para compreender melhor como a comida afeta o cérebro, assista ao vídeo a seguir, no qual o Olá, Ciência! explica o assunto de forma clara e didática.
Quais são os melhores alimentos para combater a ansiedade?
Incorporar ingredientes que favorecem a saúde mental no dia a dia é uma estratégia eficaz para suprir o organismo com cofatores necessários ao equilíbrio de neurotransmissores inibitórios. Peixes de águas frias, por exemplo, são fontes ricas de EPA e DHA, ácidos graxos que reduzem a neuroinflamação, enquanto ovos fornecem colina e triptofano, importantes para a síntese de neurotransmissores.
Alguns alimentos se destacam por sua densidade nutricional voltada ao suporte neurológico e à modulação do humor, podendo ser incluídos em refeições e lanches de forma prática e rotineira:
😊 Alimentos que Contribuem para o Equilíbrio do Humor
Nutrientes e compostos bioativos que influenciam positivamente o bem-estar mental.
| Alimento | Descrição |
|---|---|
| Iogurte e fermentados | Fontes de probióticos que auxiliam na modulação da microbiota intestinal, contribuindo para melhora da resposta do humor. |
| Chocolate amargo (70%) | Contém flavonoides que ajudam a reduzir o cortisol sistêmico e promovem sensação de bem-estar quando consumido com moderação. |
| Castanha-do-pará | Rica em selênio, atua contra o dano oxidativo nas células cerebrais, apoiando a saúde neurológica. |
Quais alimentos podem piorar a ansiedade?
Alguns ingredientes devem ser evitados por quem busca reduzir sintomas de ansiedade, pois podem intensificar a ativação fisiológica. Alimentos com alto índice glicêmico, por exemplo, provocam picos de insulina e adrenalina, simulando sintomas físicos de crise de pânico e favorecendo oscilações bruscas de energia.
O consumo excessivo de produtos ultraprocessados, ricos em gorduras trans, aditivos e açúcares, está associado ao agravamento de sintomas depressivos e ansiosos. Substâncias como cafeína em excesso estimulam o sistema simpático, levando a taquicardia, nervosismo e piora na qualidade do sono.

Como manter uma dieta que estabilize o humor no dia a dia?
Uma abordagem eficaz para estabilizar o humor é priorizar a estabilidade glicêmica ao longo do dia. Dietas ricas em fibras e proteínas mantêm níveis de energia constantes, evitando a liberação excessiva de hormônios do estresse e reduzindo oscilações de humor relacionadas à fome.
Manter alimentação variada ajuda a prevenir deficiências de micronutrientes importantes para a saúde neurológica, como vitaminas do complexo B, magnésio e zinco. Ainda assim, o tratamento da ansiedade é complexo e deve ser acompanhado por profissional de saúde, que poderá ajustar a dieta de forma personalizada e integrada a outras abordagens terapêuticas.
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Dra. Anna Luísa Barbosa Fernandes
CRM-GO 33.271







