Uma abordagem nutricional adequada pode ser considerada um dos pilares mais sólidos para garantir a eficácia do tratamento e a qualidade de vida em pacientes utilizando Terapia Antirretroviral (TARV), pois a alimentação equilibrada contribui para melhorar a função imunológica, mitigar efeitos colaterais dos medicamentos, manter a massa muscular e prevenir condições como a caquexia.
Quais alimentos que potencializam a imunidade?
Alimentos com elevado teor de antioxidantes, entre eles vegetais folhosos escuros, auxiliam no combate ao estresse oxidativo gerado pelo HIV e pela TARV. Esses vegetais, ricos em vitaminas e minerais, contribuem para neutralizar radicais livres que danificam as membranas celulares.
Uma dieta com alta densidade nutricional garante que o corpo receba cofatores essenciais para as reações metabólicas e o bom funcionamento das células de defesa. Frutas cítricas, oleaginosas e leguminosas também podem fortalecer as barreiras imunológicas e reduzir o risco de infecções oportunistas.
Para compreender melhor quais alimentos realmente ajudam a aumentar a imunidade, assista ao vídeo a seguir, no qual a Patrícia Leite explica o assunto de forma clara e didática no canal Nutricionista Patrícia Leite.
Como estruturar uma dieta diária saudável?
Um planejamento alimentar diário deve priorizar proteínas magras, como ovos, aves e laticínios com pouca gordura, para apoiar o desenvolvimento muscular e a síntese de imunoglobulinas. Peixes ricos em ômega-3, como sardinha e atum, auxiliam no controle de inflamações sistêmicas e na saúde cardiovascular.
As fibras solúveis presentes na aveia, nas frutas e nas leguminosas ajudam a equilibrar o perfil lipídico e favorecem a saúde intestinal, importante para a absorção de nutrientes. Sempre que possível, é recomendada a orientação individualizada de um nutricionista para adequar quantidades e horários das refeições.

Quais as práticas alimentares que devem ser evitadas?
Na contramão de uma dieta saudável, alimentos ultraprocessados, ricos em gorduras trans e sódio, podem exacerbar a resistência à insulina, complicação frequentemente associada a alguns medicamentos antirretrovirais. O consumo excessivo de açúcares refinados eleva triglicerídeos e favorece ganho de gordura abdominal.
A combinação de álcool e tabaco também é desaconselhada, pois sobrecarrega o fígado e interfere na metabolização dos antirretrovirais. Além disso, bebidas alcoólicas em excesso podem prejudicar a adesão ao tratamento e aumentar o risco de interações medicamentosas. Veja na tabela a seguir:
⚠️ Fatores Alimentares e Hábitos que Podem Comprometer o Tratamento
Aspectos nutricionais e comportamentais que exigem atenção durante o uso de antirretrovirais.
| Fator | Descrição |
|---|---|
| Ultraprocessados e gorduras trans | Alimentos ricos em gorduras trans e sódio podem agravar a resistência à insulina, complicação frequentemente associada a alguns medicamentos antirretrovirais. |
| Açúcares refinados | O consumo excessivo eleva triglicerídeos e favorece o acúmulo de gordura abdominal, impactando negativamente o metabolismo. |
| Álcool e tabaco | A combinação sobrecarrega o fígado e pode interferir na metabolização dos antirretrovirais, além de aumentar riscos sistêmicos. |
| Excesso de bebidas alcoólicas | Pode prejudicar a adesão ao tratamento e elevar o risco de interações medicamentosas, comprometendo a eficácia terapêutica. |
Como garantir a segurança alimentar e proteger a saúde imunológica?
O cuidado com a segurança microbiológica dos alimentos é essencial para prevenir infecções oportunistas em pessoas com HIV em uso de TARV. Agências reguladoras como a ANVISA e o FDA definem normas de boas práticas que devem ser seguidas em casa e em serviços de alimentação.
Algumas medidas práticas podem reduzir significativamente o risco de contaminação e contribuir para um consumo mais seguro no dia a dia:
- Cozer completamente carnes, peixes e ovos, evitando alimentos crus ou malpassados.
- Utilizar sempre água potável para beber, cozinhar e higienizar alimentos.
- Lavar e higienizar frutas e verduras com atenção, seguindo orientações de desinfecção.
- Evitar contaminação cruzada, separando utensílios e superfícies para alimentos crus e prontos.
- Observar prazos de validade, aparência e odor dos produtos, descartando itens suspeitos.
Uma abordagem holística e bem informada ao planejamento alimentar pode potencializar os efeitos benéficos da TARV, reduzir desconfortos, antecipar complicações e favorecer uma adesão mais segura ao tratamento, tornando a alimentação equilibrada um alicerce indispensável à longevidade e ao bem-estar das pessoas afetadas pelo HIV.
Entre em contato:
Dra. Anna Luísa Barbosa Fernandes
CRM-GO 33.271









