As Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) representam um assunto de extrema importância na saúde pública devido ao impacto significativo na vida dos indivíduos e no bem-estar da sociedade como um todo. Entre estas, a sífilis se destaca por ser uma doença silenciosa, mas potencialmente séria, que exige atenção e conscientização em relação aos seus modos de transmissão e prevenção.
Quais as formas de transmissão da sífilis?
O contágio da sífilis acontece principalmente durante a relação sexual desprotegida com uma pessoa infectada. A bactéria Treponema pallidum, responsável pela infecção, penetra no organismo através de microfissuras na pele ou mucosas e pode permanecer ativa mesmo sem sintomas visíveis.
Além disso, a transmissão da sífilis pode ocorrer de mãe para filho durante a gravidez, em um fenômeno conhecido como sífilis congênita, que pode causar complicações sérias se não tratada adequadamente. Sem diagnóstico e tratamento, a infecção pode progredir por anos e atingir órgãos vitais.
Para compreender melhor como se proteger contra a sífilis, assista ao vídeo a seguir, no qual o Canal da Saúde explica o assunto de forma clara e didática.
Como ocorre a transmissão da sífilis?
Diferentemente de muitas crenças equivocadas, a sífilis não é transmitida através de contatos casuais, como compartilhar utensílios, roupas, assentos ou frequentar piscinas públicas. O contágio requer condições específicas, principalmente por contato direto com lesões ativas ou por vias sexuais.
O uso de preservativos é fundamental, atuando como uma barreira eficaz contra a transmissão durante relações sexuais vaginais, orais ou anais. Além disso, a triagem e testes regulares são essenciais, especialmente em situações de risco elevado, como múltiplos parceiros sexuais ou histórico prévio de IST. Veja na tabela a seguir:
Transmissão e Prevenção da Sífilis
Esclarecimentos sobre formas de contágio e principais medidas preventivas.
| Aspecto | Descrição |
|---|---|
| Formas de transmissão | A sífilis não é transmitida por contatos casuais, como compartilhar utensílios, roupas, assentos ou frequentar piscinas públicas. O contágio ocorre principalmente por contato direto com lesões ativas ou por vias sexuais. |
| Prevenção | O uso de preservativos é fundamental, atuando como barreira eficaz durante relações sexuais vaginais, orais ou anais. A triagem e testes regulares também são essenciais, especialmente em casos de múltiplos parceiros sexuais ou histórico prévio de IST. |
Por que a sífilis é um problema de saúde pública?
Um dos maiores desafios no controle da sífilis é o mito de que apenas pessoas com sintomas visíveis podem transmitir a doença. A infecção pode passar por fases latentes, onde não há sinais evidentes, mas a capacidade de transmissão pode permanecer presente em algumas fases, contribuindo para a disseminação inadvertida.
Esse cenário reforça a importância dos testes regulares, mesmo na ausência de sintomas, e do acompanhamento de parceiros sexuais. A falta de informação, o estigma e o atraso na procura por atendimento de saúde dificultam o diagnóstico precoce e favorecem surtos na comunidade.

Quais as melhores formas de prevenção da sífilis?
Atingir uma prevenção efetiva contra a sífilis exige a adoção de práticas seguras e responsáveis no dia a dia. O uso constante e correto de preservativos em todas as relações sexuais é a medida preventiva mais recomendada e deve ser associado à educação em saúde e ao diálogo aberto sobre sexualidade.
Além disso, o pré-natal adequado e o tratamento conjunto de parceiros são passos fundamentais para evitar a transmissão da sífilis congênita. Para facilitar a adoção dessas medidas, é importante conhecer algumas ações práticas que podem ser incorporadas na rotina:
- Realizar testes de triagem regularmente, conforme orientação profissional.
- Utilizar preservativos em todas as práticas sexuais, desde o início até o fim da relação.
- Cumprir o acompanhamento médico no pré-natal, com testagem em diferentes fases da gestação.
- Incentivar a testagem e o tratamento de parceiros, evitando reinfecções.
Cuidar da saúde sexual é crucial para prevenir ameaças como a sífilis, permitindo uma vida íntima segura e saudável. Consultar profissionais de saúde para a realização de testes e dispor de tratamento adequado são maneiras eficazes de intervir precocemente e evitar complicações futuras.
A prevenção e o tratamento oportuno podem transformar a maneira como a sociedade lida com as ISTs, reduzindo a transmissão, prevenindo casos de sífilis congênita e promovendo um ambiente mais consciente e seguro para todos.
Entre em contato:
Dra. Anna Luísa Barbosa Fernandes
CRM-GO 33.271









