Conhecida internacionalmente como o “Caribe Amazônico”, a vila de Alter do Chão é um distrito pertencente a Santarém, no oeste do Pará. O destino fica localizado às margens do rio Tapajós, a cerca de 1.350 km de Belém, oferecendo paisagens de areia branca e águas cristalinas que surgem durante o verão amazônico.
Qual o segredo de Alter do Chão?
A vila foi fundada em 1626 pelo explorador português Pedro Teixeira e preserva raízes profundas da cultura indígena Borari. O segredo da região reside no fenômeno das águas do rio Tapajós, que baixam no segundo semestre e revelam bancos de areia clara, transformando o cenário em um paraíso de água doce cercado pela floresta.
Além das belezas naturais, o destino valoriza saberes ancestrais reconhecidos pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), como o modo de fazer cuias do Baixo Amazonas. Essa herança cultural se manifesta no artesanato local e na forte ligação dos habitantes com os ciclos dos rios e da mata.

Quais as melhores experiências em Alter do Chão?
O turismo na região foca no contato direto com a natureza e na navegação pelos rios que cortam a Amazônia. As experiências variam entre o relaxamento nas praias temporárias e a imersão em trilhas dentro de unidades de conservação ambiental.
Abaixo, listamos atividades fundamentais para quem visita o distrito:
- Ilha do Amor: principal cartão-postal da vila, acessível por pequenas embarcações chamadas catraias.
- Floresta Nacional do Tapajós (FLONA): trilhas guiadas que levam até a milenar árvore sumaúma gigante.
- Canal do Jari: passeio de barco para observar a fauna local, incluindo vitórias-régias e aves raras.
- Ponta do Cururu: ponto estratégico para assistir ao pôr do sol, onde o rio se estende até o horizonte.
- Morro da Piraoca: caminhada curta que oferece uma visão panorâmica de 360 graus da região.
- Lago Verde: passeio de canoa pelos igapós, florestas que permanecem inundadas parte do ano.
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Quais sabores definem Alter do Chão?
A gastronomia paraense é protagonista na vila, com pratos que utilizam ingredientes frescos extraídos da própria floresta e dos rios. O peixe piraracu e o tucunaré são as estrelas dos cardápios locais, geralmente servidos assados na brasa ou acompanhados de farinha de mandioca artesanal.
Outro destaque cultural é a Festa do Sairé, que acontece anualmente em setembro e mistura ritos religiosos com manifestações folclóricas. Durante o evento, o público presencia a disputa entre os botos Tucuxi e Cor de Rosa, uma tradição que movimenta a economia e o turismo da região.
Qual a temporada ideal em Alter do Chão?
O clima no oeste paraense é tropical quente, com chuvas frequentes no primeiro semestre e estiagem no segundo. A temperatura mais alta registrada na região foi de 36°C em setembro de 2023, reforçando o calor intenso típico do verão amazônico.
Baseado em dados climáticos aproximados aos do Climatempo.

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Como chegar em Alter do Chão?
O acesso principal ao distrito é feito através da cidade de Santarém, que abriga o Aeroporto Internacional de Santarém (STM). Do aeroporto até a vila de Alter do Chão, o trajeto terrestre percorre cerca de 37 km pela rodovia PA-457, levando aproximadamente 40 minutos de carro ou transfer.
Também é possível chegar por via fluvial, utilizando barcos que partem de Manaus ou Belém. Essa jornada pelos rios Amazonas e Tapajós pode durar entre dois e três dias, oferecendo uma experiência imersiva na logística tradicional da região norte do Brasil.
Planeje sua viagem para Alter do Chão
Visitar este destino é mergulhar em uma Amazônia que surpreende pela transparência e calmaria de suas águas doces.
- Priorize os meses de setembro a novembro para encontrar o nível do rio mais baixo e praias extensas.
- Experimente o tacacá e os sorvetes de frutas típicas como cupuaçu e taperebá nas praças da vila.
- Reserve passeios com condutores locais para garantir segurança e acesso aos pontos mais exclusivos da FLONA.
Prepare sua mochila e descubra por que este canto do Pará é um dos tesouros naturais mais celebrados do território brasileiro.










