Sentir umidade constante nas roupas ou lidar com situações constrangedoras devido ao suor excessivo pode impactar profundamente a autoconfiança e a qualidade de vida. Embora o suor seja uma função natural do corpo para regular a temperatura, quando ocorre em excesso em relação ao calor ou ao esforço físico pode indicar que algo no organismo necessita de atenção, tornando essencial compreender as causas e buscar soluções adequadas.
O que é suor excessivo e como a ciência define essa condição?
O suor em excesso, que vai além da necessidade de resfriar o corpo, é clinicamente conhecido como hiperidrose. Nessa condição, as glândulas sudoríparas ficam hiperativas devido a estímulos nervosos, podendo afetar áreas específicas como axilas, mãos e pés ou ser generalizada.
Embora muitas vezes vista como um problema apenas estético, a hiperidrose pode ter origem genética ou ser desencadeada por fatores emocionais. Diferenciar se o quadro é primário (sem causa aparente) ou secundário (associado a doenças) é fundamental para definir o tratamento mais adequado.
Para compreender melhor a hiperidrose (suor excessivo), seus sintomas, causas e opções de tratamento, assista ao vídeo a seguir, no qual o Dr. Julio Pereira explica o assunto de forma clara e didática no canal Julio Pereira – Neurocirurgião.
Quais as principais causas do suor excessivo?
O suor intenso pode ser um sintoma secundário de alterações hormonais ou distúrbios metabólicos que mantêm o corpo em estado de alerta. Condições como o hipertireoidismo aceleram o metabolismo e aumentam a produção interna de calor, elevando a necessidade constante de transpiração para equilibrar a temperatura corporal.
Além disso, fatores emocionais, medicamentos e algumas doenças crônicas também podem desencadear ou agravar a transpiração aumentada. Entre as causas mais comuns do suor excessivo, destacam-se:
💦✨ Principais Causas do Excesso de Suor
| Condição | Como influencia o suor |
|---|---|
| Hiperidrose primária | Condição genética com glândulas sudoríparas hiperativas, sem causa médica aparente. |
| Menopausa | Oscilações hormonais provocam ondas de calor (“fogachos”) e suores noturnos. |
| Ansiedade e estresse | O sistema nervoso ativa as glândulas sudoríparas em situações de pressão ou nervosismo. |
| Hipertireoidismo | A tireoide acelerada aumenta várias funções do corpo, inclusive o suor. |
| Infecções | Febres fazem o corpo suar para tentar controlar a temperatura interna. |
| Hipoglicemia | Queda brusca de açúcar no sangue pode resultar em suor frio e tremores. |
| Efeito colateral de remédios | Alguns medicamentos, como antidepressivos, podem aumentar a transpiração. |
| Problemas cardíacos | Suor súbito acompanhado de dor no peito e falta de ar pode indicar risco cardíaco. |
💡 Dica: Quando o suor é intenso, repentino ou vem acompanhado de outros sintomas, é importante buscar avaliação médica.
Como é feito o diagnóstico do suor excessivo?
O diagnóstico da hiperidrose começa com uma análise detalhada do histórico médico e dos sintomas do paciente. O profissional avalia a frequência, o local e os horários em que o suor ocorre, além de investigar se há casos semelhantes na família ou presença de outras doenças associadas.
Exames complementares, como testes de função da tireoide, glicemia e, quando necessário, o teste de iodo-amido para mapear as áreas de maior atividade das glândulas, ajudam a excluir causas sistêmicas. Diferenciar se o suor ocorre durante o sono ou apenas em vigília auxilia a separar causas psicológicas de causas fisiológicas.

Medidas eficazes para reduzir o suor excessivo
Para conter o desconforto, é possível combinar mudanças de hábitos com tratamentos específicos orientados por um profissional de saúde. A aplicação de antitranspirantes à base de cloreto de alumínio em altas concentrações costuma ser a primeira linha de defesa, pois cria um tampão temporário nos dutos das glândulas sudoríparas.
Outras estratégias incluem ajustes no vestuário, manejo do estresse, cuidados com a alimentação e procedimentos médicos para casos mais intensos. Entre as medidas que podem ajudar a reduzir o suor excessivo estão:
- Vestimenta: Preferir roupas leves, de algodão ou linho, que facilitem a ventilação da pele.
- Antitranspirantes: Aplicar à noite para melhor absorção e maior eficácia ao longo do dia.
- Dieta: Evitar alimentos muito picantes, cafeína em excesso e álcool, que podem estimular o suor.
- Estratégias mentais: Praticar técnicas de relaxamento, respiração e terapia para controlar estresse e ansiedade.
- Tratamentos: Considerar aplicações de toxina botulínica, iontoforese ou outras terapias indicadas pelo médico.
Próximos passos no controle do suor excessivo
Quando medidas caseiras e desodorantes comuns não são suficientes, é importante buscar avaliação especializada para investigar as causas biológicas do quadro. O acompanhamento médico ajuda a identificar se há doenças associadas e a escolher o tratamento mais adequado para cada caso.
Lidar com suor excessivo não precisa ser uma condição permanente, pois a medicina moderna oferece opções que permitem recuperar o conforto e a segurança na rotina social. Com diagnóstico preciso e abordagem personalizada, é possível reduzir o impacto da transpiração no dia a dia e cuidar melhor da saúde e do bem-estar geral.
Entre em contato:
Dra. Anna Luísa Barbosa Fernandes
CRM-GO 33.271






