O magnésio desempenha um papel vital na prevenção e no combate à esteatose hepática, também conhecida como doença hepática gordurosa não alcoólica. Diversos estudos indicam que níveis adequados desse mineral podem reduzir em cerca de 30% o risco de desenvolvimento de gordura no fígado, enquanto sua deficiência aumenta as chances de progressão da doença e de complicações metabólicas.
Como o magnésio atua na proteção do fígado?
Esse mineral essencial participa de mais de trezentas reações enzimáticas, incluindo aquelas ligadas ao metabolismo de lipídios e glicose no fígado. Além de melhorar a sensibilidade à insulina e reduzir a resistência insulínica, o magnésio ajuda a controlar a inflamação hepática, contribuindo diretamente para a prevenção e a progressão da esteatose hepática.
O magnésio também regula o metabolismo energético das células hepáticas, reduz o estresse oxidativo e participa da síntese de proteínas fundamentais para a função hepática normal. Em pessoas com doença hepática gordurosa, a perda de magnésio tende a ser maior, o que pode agravar ainda mais a condição se não houver reposição adequada.
Para compreender melhor como reduzir a gordura no fígado em casos de esteatose hepática, assista ao vídeo a seguir, no qual o Dr. Christian Aguiar explica o assunto de forma clara e didática no canal Dr. Christian Aguiar – Contra a Corrente.
O que dizem os estudos sobre magnésio e esteatose hepática?
Estudos observacionais têm demonstrado associação consistente entre maior ingestão de magnésio e menor risco de doença hepática gordurosa. Em um estudo publicado no periódico Public Health Nutrition, utilizando dados de adultos americanos, foi observada redução de até 30% no risco de esteatose hepática entre aqueles com consumo adequado de magnésio.
Essa pesquisa também destacou uma relação importante entre magnésio e pré-diabetes, sugerindo que a melhora do metabolismo da glicose pode contribuir para a proteção hepática. Os resultados foram ainda mais relevantes quando havia equilíbrio adequado entre os níveis de cálcio e magnésio no organismo.

Quais as principais fontes alimentares de magnésio?
Para manter níveis adequados de magnésio, é fundamental priorizar alimentos naturalmente ricos nesse mineral na alimentação diária. Vegetais de folhas verde-escuras, oleaginosas, grãos integrais e leguminosas se destacam como ótimas opções, assim como algumas frutas e o chocolate amargo com alto teor de cacau.
A lista a seguir reúne alguns dos alimentos mais ricos em magnésio, que podem ser incluídos em diferentes refeições ao longo do dia, ajudando a compor uma dieta equilibrada e protetora para o fígado:
- Vegetais de folhas verde-escuras: espinafre, couve e brócolis.
- Oleaginosas: amêndoas e sementes.
- Grãos integrais: aveia e quinoa.
- Leguminosas: feijões e lentilhas.
- Outros alimentos ricos em magnésio: abacate, banana e chocolate amargo com pelo menos 70% de cacau.
Quais os fatores que contribuem para a deficiência de magnésio?
O consumo excessivo de alimentos ultraprocessados e o refinamento de grãos reduzem drasticamente o teor de magnésio da dieta moderna. Além disso, solos pobres em minerais diminuem o conteúdo de magnésio dos alimentos vegetais, favorecendo a deficiência nutricional mesmo em dietas aparentemente variadas.
Algumas condições de saúde também aumentam a perda ou reduzem a absorção de magnésio, como diabetes tipo dois, uso prolongado de diuréticos e determinadas doenças gastrointestinais. Nesses casos, a avaliação profissional é importante para identificar a necessidade de ajustes alimentares ou suplementação.
Como garantir a ingestão adequada de magnésio?
A necessidade diária de magnésio varia conforme idade e sexo, sendo em geral recomendados cerca de 420 mg para homens adultos e 320 mg para mulheres adultas. Em pessoas com maior risco de esteatose hepática, manter essa ingestão é especialmente importante, e em alguns casos a suplementação pode ser indicada, sempre com acompanhamento profissional para evitar efeitos adversos, como diarreia.
A combinação de uma alimentação rica em fontes naturais de magnésio, perda de peso quando necessária, prática regular de exercícios físicos e redução do consumo de açúcar e álcool potencializa a proteção hepática. Para orientações personalizadas e seguras, é essencial consultar profissionais de saúde, como hepatologistas ou nutricionistas.
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Dra. Anna Luísa Barbosa Fernandes
CRM-GO 33.271









