O câncer de pele é o tipo de tumor mais incidente no Brasil, correspondendo a cerca de 30% de todos os diagnósticos oncológicos registrados anualmente, segundo os dados oficiais de saúde. A detecção precoce é o fator determinante para o sucesso do tratamento, alcançando índices de cura superiores a 90% quando a lesão é identificada em seus estágios iniciais. Por ser um órgão externo e totalmente visível, a pele emite sinais claros de que algo não vai bem, exigindo apenas que o indivíduo cultive o hábito de observar as mudanças em seu próprio corpo.
Quais são as características do carcinoma basocelular?
O carcinoma basocelular é o tipo mais comum de câncer de pele e, embora raramente se espalhe para outros órgãos, pode causar danos locais significativos se não for tratado adequadamente. Ele costuma aparecer em áreas que recebem exposição solar intensa ao longo da vida, como o rosto, as orelhas e o nariz, apresentando-se frequentemente como uma pequena protuberância brilhante. Muitas pessoas o confundem com uma espinha persistente, mas a diferença crucial é que essa lesão não desaparece espontaneamente com o tempo.
Com o passar dos meses, esse nódulo pode começar a apresentar pequenos vasos sanguíneos visíveis na superfície, conferindo-lhe uma aparência perolada ou levemente “encerada”. Em alguns casos, o centro da lesão pode sofrer uma leve depressão ou formar uma crosta que sangra com facilidade ao menor toque ou atrito com a toalha. A vigilância constante sobre essas pequenas protuberâncias é o que garante um tratamento minimamente invasivo e com excelentes resultados estéticos para o paciente.

Como identificar o melanoma através da regra do ABCDE?
O melanoma é a forma mais agressiva de câncer de pele e se origina nos melanócitos, as células responsáveis pela pigmentação da nossa derme. Para facilitar a identificação de sinais suspeitos, os especialistas desenvolveram um guia visual intuitivo que permite diferenciar uma pinta comum de uma lesão potencialmente maligna. É essencial realizar essa inspeção mensalmente, observando qualquer alteração em sinais que você já possui desde a infância ou o surgimento de novas marcas com aparência atípica.
Ao analisar uma mancha, você deve observar cinco critérios fundamentais que indicam a necessidade de uma avaliação profissional imediata em um consultório especializado. Se uma pinta apresentar crescimento acelerado ou mudança de textura, o sinal de alerta deve ser ligado para evitar complicações futuras. Confira a lista abaixo para entender cada critério técnico:
- Assimetria: Uma metade do sinal é completamente diferente da outra metade.
- Bordas: O contorno da mancha é irregular, serrilhado ou pouco definido visualmente.
- Cor: Presença de múltiplas tonalidades como preto, marrom, azul ou vermelho na mesma lesão.
- Diâmetro: Pintas que possuem mais de 6 milímetros de largura total na superfície da pele.
- Evolução: Mudanças rápidas de tamanho, forma ou cor em um curto período de poucas semanas.
Por que o autoexame é fundamental para o diagnóstico?
O autoexame da pele é um hábito preventivo que deve ser incorporado à sua rotina de autocuidado, preferencialmente uma vez por mês após o banho em um local bem iluminado. Como você conhece o seu corpo melhor do que ninguém, será a primeira pessoa a notar se uma pinta mudou de cor ou se uma nova mancha surgiu em uma área incomum. Esse monitoramento constante reduz drasticamente o tempo entre o surgimento da patologia e o início do tratamento médico especializado.
Para realizar um exame completo e eficiente, é necessário utilizar espelhos de mão para visualizar áreas de difícil alcance e prestar atenção a locais que muitas vezes são negligenciados. O câncer de pele não escolhe apenas as áreas expostas, podendo surgir até mesmo em regiões protegidas pela vestimenta ou sob as unhas. Siga os passos abaixo para garantir uma inspeção detalhada do seu corpo:
- Examine o rosto e o couro cabeludo com o auxílio de um espelho e um secador.
- Verifique as palmas das mãos, vãos dos dedos e a região interna dos braços.
- Inspecione as pernas, pés, solas e a área entre os dedos em busca de manchas.
- Analise as costas e a região glútea utilizando um espelho de corpo inteiro para auxílio.
De que forma o carcinoma espinocelular se manifesta?
O carcinoma espinocelular é o segundo tipo mais frequente e surge nas células escamosas que compõem a camada superior da nossa epiderme. Ele apresenta uma aparência muito mais áspera e descamativa do que o basocelular, assemelhando-se muitas vezes a uma verruga ou a uma ferida que forma uma casca rígida. Este tipo de tumor tem um potencial maior de crescimento e pode se desenvolver a partir de lesões pré-existentes causadas pelo sol, conhecidas tecnicamente como queratoses actínicas.
É comum que essa lesão apresente uma borda elevada e uma base avermelhada e endurecida, causando desconforto ou sensibilidade ao toque durante a rotina. Se você notar uma “ferida” que cicatriza e volta a abrir no mesmo lugar repetidamente, as chances de ser um carcinoma espinocelular são consideráveis e exigem biópsia. O diagnóstico precoce evita que a lesão se aprofunde nas camadas da pele, facilitando a remoção completa do tecido afetado sem maiores complicações sistêmicas.
Como a exposição solar prolongada afeta as células?
A radiação ultravioleta é o principal agente causador de mutações no DNA das células da pele, levando ao crescimento descontrolado que caracteriza os tumores cutâneos. O dano solar é cumulativo, o que significa que as queimaduras sofridas na infância e juventude podem se manifestar como um tumor apenas décadas depois, na vida adulta. Por isso, a proteção não deve ser vista apenas como um cuidado de verão, mas como uma prática diária indispensável para a preservação da saúde celular.
Além de causar o câncer, o sol acelera o envelhecimento precoce, destruindo as fibras de colágeno e elastina que mantêm a sustentação da derme humana. Uma pele que foi excessivamente exposta ao longo dos anos torna-se mais fina, manchada e propensa a desenvolver lesões pré-cancerosas silenciosas. Investir em barreiras físicas, como chapéus e roupas com proteção UV, é tão importante quanto o uso correto do protetor solar com fator de proteção adequado ao seu fenótipo específico.
No vídeo abaixo do TikTok Portaldrauziovarella, que conta com mais de 938 mil seguidores, ele alerta sobre os sinais do câncer de pele:
@portaldrauziovarella Aquele pinta ou lesão esquisita mudou de cor, formato ou tamanho? Na dúvida, procure o médico! O dr. Drauzio fala sobre os sinais de câncer de pele e seus diferentes tipos. #câncerdepele #protetorsolar #drauziovarella ♬ som original – Portal Drauzio
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Quando é o momento ideal para procurar um médico?
Você deve agendar uma consulta com um dermatologista sempre que notar qualquer mudança persistente na pele que dure mais de quatro semanas seguidas sem melhora. Mesmo que a lesão não cause dor ou coceira aparente, a avaliação profissional é a única forma de garantir que se trata de algo benigno e sem riscos. O especialista utiliza o dermatoscópio, um aparelho que permite enxergar estruturas profundas da pele, aumentando a precisão do diagnóstico clínico sem dor.
Além das consultas por queixas específicas, recomenda-se um check-up dermatológico anual para pessoas com pele muito clara ou com histórico familiar da doença. Para obter informações detalhadas sobre as campanhas de prevenção e os cuidados recomendados pela maior autoridade da área no país, consulte os dados da Sociedade Brasileira de Dermatologia para diretrizes técnicas atualizadas. Estar bem informado sobre os sintomas é o primeiro passo para uma vida longa, protegida e com a saúde da pele em dia.








