O nome vem do tupi Tubá-Nharô, que significa “pai feroz”, uma referência ao rio que corta o município ou a um cacique influente da região. Nenhuma relação com o animal. Às margens desse rio, Tubarão cresceu até se tornar a 3ª cidade mais segura do Brasil entre municípios com mais de 100 mil habitantes.
Do carvão imperial à heroína de dois mundos
A história começa em 1870, quando Tubarão se desmembrou de Laguna por lei provincial. O impulso veio da Estrada de Ferro Donna Thereza Christina, inaugurada em 1º de setembro de 1884 para transportar carvão da Serra Geral até o porto de Imbituba. Foi a primeira ferrovia de Santa Catarina, e seus trilhos moldaram o traçado das principais avenidas da cidade.
Antes mesmo da ferrovia, a região já havia dado ao mundo uma figura histórica. Ana Maria de Jesus Ribeiro, a Anita Garibaldi, nasceu em 1821 na localidade de Morrinhos, hoje parte do município. A heroína que lutou na Guerra dos Farrapos e pela unificação da Itália é homenageada em monumentos espalhados pela cidade.

Por que Tubarão é a 3ª cidade mais segura do país?
O índice de 2,84 mortes violentas por 100 mil habitantes colocou a Cidade Azul no pódio nacional do Anuário MySide 2025, atrás apenas de Brusque e Jaraguá do Sul. Com 110.088 habitantes segundo o IBGE (Censo 2022) e IDHM de 0,796, o município reúne atendimento médico em diversas especialidades, sede da Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul) e comércio que abastece 19 municípios da região metropolitana.
A proximidade com Araranguá, Criciúma e Florianópolis (133 km) amplia o acesso a serviços sem sacrificar o ritmo tranquilo do cotidiano. Novos bairros planejados absorvem moradores que chegam atraídos pela combinação de segurança e infraestrutura.
Localizada estrategicamente no sul catarinense, esta cidade destaca-se como um próspero polo econômico e termal. O vídeo é do canal Cidades do Interior, que conta com mais de 30 mil inscritos, e apresenta Tubarão, detalhando seu forte comércio, a universidade Unisul e as relaxantes estâncias de águas termais:
A enchente que Tubarão superou e nunca esqueceu
Em 24 de março de 1974, chuvas intensas na Serra Geral fizeram o rio transbordar. A água invadiu ruas, comércios e casas. Dados oficiais registram 199 mortos e cerca de 60 mil desalojados, de uma população que não chegava a 70 mil. A tragédia mobilizou o país inteiro e marcou gerações de tubaronenses.
A cidade se reergueu. O leito do rio foi retificado, e o Arquivo Público Amadio Vettoretti preserva fotos, certidões e reportagens da época. Placas em fachadas do centro ainda indicam o nível que a água alcançou naquele março, um lembrete permanente da resiliência local.

O que fazer na Cidade Azul e nos arredores?
O apelido nasceu dos versos do escritor Virgílio Várzea, inspirado pelo reflexo do céu no rio. Tubarão oferece atrações próprias e funciona como base para explorar o sul catarinense.
- Museu Ferroviário: acervo com 28 locomotivas a vapor, o maior da América Latina. Passeios periódicos de Maria Fumaça ligam a cidade a Imbituba, Laguna e Urussanga.
- Ponte Pênsil: cartão-postal sobre o rio, em frente à Unisul, com vista para as casas coloridas de estilo colonial.
- Termas da Guarda: água termal a 36°C canalizada em piscinas e banheiras, a poucos minutos do centro.
- Termas do Rio do Pouso: hotel-fazenda com piscinas de água mineral, trilhas e contato com a natureza rural.
- Centro Municipal de Cultura: abriga o Museu Willy Zumblick, com obras do pintor tubaronense que retratou a história regional.
Nos arredores, a Serra do Rio do Rastro fica a 78 km. As praias de Laguna e Jaguaruna estão a menos de 35 km. E as termas de Gravatal, a 23 km, completam o circuito termal da região.
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Quando o clima favorece a visita?
O clima subtropical garante estações bem definidas. O verão é quente e úmido, enquanto o inverno traz manhãs frias que combinam com as águas termais.
Temperaturas aproximadas com base no Climatempo. Condições podem variar.
Como chegar a Tubarão?
A cidade fica às margens da BR-101 duplicada, a 133 km de Florianópolis (cerca de 1h40 de carro) e 66 km de Criciúma. Ônibus partem do Terminal Rita Maria, na capital, com viagem de aproximadamente 2h30. O Aeroporto Regional de Jaguaruna fica a apenas 30 km e recebe voos de São Paulo.
A Cidade Azul merece mais do que uma passagem rápida
Tubarão carrega no nome a força de um rio, nos trilhos a memória de uma ferrovia imperial e nas ruas a calma de quem reconstruiu uma cidade inteira depois da maior enchente do sul do país. É um lugar que surpreende quem chega esperando encontrar apenas uma parada na BR-101.
Você precisa descer do carro, caminhar até a ponte sobre o rio e entender por que tanta gente escolheu ficar na Cidade Azul.










