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Início Cidades

A “Machu Picchu Brasileira” virou vila quase fantasma na Bahia após queda do garimpo e perdeu 95% da população

Por Maura Pereira
29/03/2026
Em Cidades, Turismo
A “Machu Picchu Brasileira” virou vila quase fantasma na Bahia após queda do garimpo e perdeu 95% da população

A vila marcada por ruínas de pedra que preservam a lembrança do antigo ciclo do diamante na Bahia. / Imagem ilustrativa

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Em meio às alturas da Serra do Sincorá, a cerca de 18 km de Andaraí, surge Igatu, uma vila marcada por ruínas de pedra que preservam a lembrança do antigo ciclo do diamante na Bahia. O destino ficou popularmente conhecido como a “Machu Picchu brasileira”, mas a semelhança é apenas visual, suas construções foram erguidas por garimpeiros que empilhavam rochas, e não por civilizações andinas.

O que é a “Cidade de Pedras” da Chapada Diamantina?

A história de Igatu começa por volta de 1844, quando garimpeiros vindos de Mucugê e de Minas Gerais chegaram à região em busca de diamantes. No período mais rico das Lavras Diamantinas, o povoado chegou a ter mais de 9 mil habitantes e se tornou um dos centros mais ativos da mineração na Chapada Diamantina. As construções locais eram feitas com blocos de arenito encaixados, sem argamassa, criando o estilo único de cidade de pedra.

Com o fim do ciclo do diamante e a redução da atividade garimpeira, a população foi diminuindo até restarem apenas algumas centenas de moradores. Hoje, Igatu tem cerca de 400 habitantes, e parte de suas ruínas foi tombada pelo IPHAN no ano 2000, garantindo a preservação de aproximadamente 200 imóveis históricos.

A “Machu Picchu Brasileira” é uma vila quase fantasma que foi de 9 mil para 400 moradores com a queda do garimpo na Bahia
Explore Igatu, a “Machu Picchu baiana” na Chapada Diamantina: ruínas mágicas e histórias de diamantes que inspiram aventuras eternas na BA! // Créditos: Wikipédia

O que visitar na vila e nos arredores?

A própria vila já é um passeio completo por si só. Andar pelas ruas de pedra, ver as ruínas sendo tomadas pela vegetação e trocar uma conversa com os moradores locais já ocupa boa parte da manhã. Ainda assim, existem outros pontos interessantes para conhecer nos arredores..

  • Cachoeira dos Pombos: duas quedas a cerca de 1 km do centro, com trilha leve. Boa para famílias e para refrescar depois de andar pelas ruínas.
  • Cachoeira da Califórnia: queda de 10 metros dentro de um cânion de arenito rosa. A trilha é de 1,5 km, com trechos que exigem escalaminhada. Nível difícil.
  • Gruna do Brejo: antiga mina de diamante adaptada para visitação. O passeio é feito no escuro, com lanterna, e revela galerias escavadas à mão no século XIX
  • Rampa do Caim: mirante natural com vista para o Vale do Pati e o rio Paraguaçu. Um dos visuais mais bonitos da Chapada Diamantina.
  • Galeria Arte e Memória: museu a céu aberto criado pelo artista plástico Marcos Zacariades entre as paredes das ruínas. Exibe esculturas, utensílios de garimpeiros e peças que contam a história da vila. Tem também um café-creperia.

O vídeo é do canal Rolê Família, com mais de 270 mil inscritos, e exibe as ruínas históricas, o garimpo e o charme dessa vila única na Chapada:

Quem é Amarildo e por que ele acompanha a população de Igatu manualmente?

Amarildo dos Santos é um morador de Igatu, na Chapada Diamantina, conhecido por manter um registro bem incomum da população da vila. Em vez de depender de dados oficiais, ele anota tudo manualmente em cadernos: nascimentos, mortes, casamentos, chegadas e saídas de moradores. Assim, acabou se tornando a pessoa que mais sabe quantos habitantes vivem ali de fato.

Esse trabalho virou parte da própria identidade de Igatu. A casa de Amarildo também funciona como ponto de visita, onde ele vende doces caseiros e os livros artesanais com esses registros, que viraram lembranças procuradas por turistas. Outro destaque é a casa de Lindaura, onde visitantes são recebidos com bolinhos de chuva e café, além de fotos e objetos antigos que ajudam a contar a história da época do garimpo na vila.

De vila rica em diamantes a quase fantasma: a “Machu Picchu Brasileira” hoje tem só 400 moradores. // Créditos: Wikipédia

Quando ir e o que esperar do clima na serra?

Igatu fica a cerca de 800 metros de altitude, o que deixa as noites mais frescas do que nas cidades baixas da Chapada. A chuva se concentra entre novembro e março. O período mais seco, de junho a setembro, é o mais procurado.

Guia de sazonalidade: Cachoeiras, ruínas e natureza
Planejamento climático para aproveitar trilhas, garimpos e o melhor de cada época
Estação
Meses
Temperatura
Chuva
O que fazer
☀️ Verão
Dez-Fev
19-30 °C
Alta
Época de cachoeiras cheias e trilhas matinais.
🍂 Outono
Mar-Mai
18-28 °C
Média
Visite ruínas e garimpos com clima agradável.
🧣 Inverno
Jun-Ago
15-26 °C
Baixa
Alta temporada, noites frescas e céu limpo.
🌸 Primavera
Set-Nov
18-30 °C
Média
Admire a flora em flor com menos turistas.
💡 Dica do especialista: O inverno marca a alta temporada da região, oferecendo céu limpo e noites frescas ideais para o turismo. O verão, por sua vez, é a época perfeita para ver as cachoeiras com o volume máximo de água! A primavera e o outono entregam um clima agradável, excelente para explorar ruínas, garimpos e a flora com muito mais tranquilidade.

Temperaturas aproximadas com base no Climatempo para Andaraí. Em Igatu, pela altitude, as mínimas podem ser alguns graus mais baixas.

Como chegar à vila de pedra

Igatu é distrito de Andaraí, que fica a 430 km de Salvador pela BR-242. De Andaraí, são 14 km de subida por uma estrada de pedra construída pelos próprios garimpeiros no século XIX. Carros altos passam sem problema; carros baixos exigem cuidado. O aeroporto mais próximo é o de Lençóis (LEC), a cerca de 90 km. De lá, é possível alugar carro ou contratar transfer.

Leia também: A “Pérola do Atlântico” surpreende ao unir 27 praias e um dos fortes mais antigos do Brasil.

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Uma vila que transformou o passado em fundamento do presente

Igatu poderia facilmente ter se tornado mais uma cidade abandonada do interior da Bahia, esquecida após o fim do ciclo do diamante. Mas aconteceu o oposto: as pedras deixadas pelo garimpo viraram identidade, memória e até arte, fazendo da vila um destino que atrai visitantes do mundo todo para suas ruas silenciosas no meio da serra.

Vale a pena ir sem pressa, dormir pelo menos uma noite e caminhar com calma entre as ruínas. Conversar com moradores como Amarildo ajuda a entender a história viva do lugar, enquanto o silêncio da “Cidade de Pedras” completa aquilo que nenhum livro de história consegue contar.

Tags: Bahiaigatu
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