A água morna e esverdeada do Rio Tapajós desenha bancos de areia branca em plena floresta tropical. Alter do Chão, distrito de Santarém, no oeste do Pará, carrega quatro séculos de ocupação e o título de Caribe Amazônico.
A praia que encantou um jornal britânico
Em 2009, o jornal inglês The Guardian incluiu Alter do Chão entre as dez praias mais bonitas do Brasil e a elegeu como a mais bela praia de água doce do planeta. O reconhecimento colocou a pequena vila amazônica no radar de viajantes de todos os continentes.
A fama rendeu o apelido de Caribe Amazônico. O crescimento do fluxo de visitantes foi tanto que o destino conquistou, em 2025, o Selo Prata em Boas Práticas de Turismo Sustentável, concedido pelo Sebrae Nacional em parceria com a Green Destinations, segundo a Prefeitura de Santarém.

Uma vila de quatro séculos no coração da Amazônia
A vila foi elevada à categoria em 1758, quando o governador colonial Francisco Xavier de Mendonça Furtado rebatizou a antiga aldeia dos indígenas Borari com o nome de uma vila portuguesa homônima. A Secretaria de Estado de Turismo do Pará (Setur) confirma essa origem em seu portal oficial.
A herança indígena segue viva. O Sairé, festival centenário que mistura rituais religiosos e danças populares, é realizado anualmente na vila e figura entre as manifestações culturais mais importantes do oeste paraense. A trilha da Serra Piroca, atrás da Ilha do Amor, oferece vista de 360 graus da paisagem do Tapajós a 110 m de altura.
Alter do Chão, no Pará, é carinhosamente apelidado de “Caribe Amazônico” devido às suas praias de areia branca e águas fluviais cristalinas. O vídeo do canal “Trip Partiu” oferece um guia completo para quem deseja explorar este destino surpreendente:
O que fazer em Alter do Chão além das praias?
A vila é mais que a Ilha do Amor. A oferta de passeios muda conforme o nível do rio, que sobe e desce ao longo do ano e transforma as paisagens.
- Ilha do Amor: cartão-postal em frente à vila, acessada por canoas dos catraieiros em menos de cinco minutos.
- Floresta Encantada: braço do Lago Verde percorrido em pequenos barcos a remo na época das cheias, com igarapés alagados e água cristalina.
- Serra Piroca: trilha curta que leva ao mirante natural de 110 m com vista para a Ilha do Amor, o Lago Verde e o Tapajós.
- Praia do Pindobal: faixa de areia branca do lado paraense do Tapajós, com resquícios da era da borracha amazônica.
- Rio Arapiuns: navegação por águas esverdeadas e comunidades ribeirinhas que oferecem artesanato, refeições e pouso.
A cozinha que traduz a floresta em prato
A gastronomia local reúne peixes de água doce, mandioca e ingredientes nativos que só existem na Amazônia. Os restaurantes da vila trabalham com produtos frescos trazidos pelos pescadores da manhã.
- Tambaqui assado na brasa: peixe grande de escamas douradas, servido com farinha d’água e vinagrete de pimenta.
- Pirarucu na folha da bananeira: filé do maior peixe de escamas da Amazônia, cozido lentamente com temperos regionais.
- Tacacá: caldo quente de tucupi com goma de mandioca, camarão seco e jambu, folha que adormece a boca.
- Pato no tucupi: prato emblemático do Pará, feito com o caldo amarelo da mandioca brava e jambu.

Quando ir para aproveitar as praias?
Alter do Chão tem dois cenários opostos conforme a estação. Na seca, as praias aparecem. Nas cheias, igarapés alagados tomam o lugar da areia.
Temperaturas aproximadas com base no Climatempo. Condições podem variar.

Como chegar à vila no meio da floresta?
O acesso é feito pelo Aeroporto Maestro Wilson Fonseca, em Santarém, que recebe voos diretos de Belém, Manaus e Brasília. De lá, são cerca de 37 km pela rodovia PA-457 em 40 minutos de carro ou transfer. Também é possível chegar a Santarém de barco pelo Rio Amazonas partindo de Manaus ou Belém.
O paraíso que fica no meio da selva
Alter do Chão reúne praias de cartão-postal, floresta preservada e cultura ribeirinha em um único ponto da Amazônia. O pôr do sol no Tapajós, visto da areia da Ilha do Amor, está entre os espetáculos naturais mais impressionantes do país.
Você precisa atravessar o Tapajós e conhecer Alter do Chão para entender por que um jornal britânico elegeu uma praia de rio como a mais bonita do mundo.






