No litoral sul paulista, Praia Grande estica 12 praias numa faixa de areia sem interrupção. Só a capital recebe mais turistas no verão dentro do estado, segundo o Ministério do Turismo.
Por que a cidade nasceu de uma fortaleza militar?
A história de Praia Grande começa em 1902, quando o Exército iniciou a construção da Fortaleza de Itaipu para defender a entrada do Porto de Santos. A obra exigiu porto, estradas e saneamento, e acabou dando origem ao município.
A fortificação ocupa 2,4 milhões de metros quadrados de Mata Atlântica preservada no bairro Canto do Forte. Ainda em atividade militar, abriga o 2º Grupo de Artilharia Antiaérea e abre ao público nos fins de semana, com vista privilegiada para toda a baía de Santos.

As 12 praias que formam a maior orla contínua do litoral paulista
A costa da cidade se divide em 12 faixas que mudam de nome a cada bairro, mas nunca se interrompem. Cada trecho tem personalidade própria, do agito central à calma das pontas.
- Praia do Boqueirão: a mais movimentada, com quiosques padronizados, ciclovia e fácil acesso a hotéis.
- Praia da Guilhermina: 1,5 km de areia procurados por quem pratica vôlei, surfe e futebol de praia.
- Praia do Canto do Forte: orla de 1,2 km ao pé da Fortaleza, atmosfera residencial e segura.
- Praia Ocian: boutique de peixes em réplica de pesqueiro, mirante e espelhos d’água.
- Praia de Solemar: extremo oeste da cidade, mais tranquila e procurada por famílias.
Praia Grande, no litoral sul de São Paulo, é um dos destinos mais vibrantes da Baixada Santista. O vídeo do canal “Coisas do Mundo” apresenta a cidade como um polo de desenvolvimento que equilibra turismo de massa, infraestrutura urbana e qualidade de vida:
O que fazer além de ir à praia na cidade?
A prefeitura investiu pesado em equipamentos culturais e de lazer nas últimas duas décadas. Boa parte fica a poucos minutos da orla.
- Palácio das Artes: complexo cultural de 6 mil metros quadrados com teatro de 523 lugares, Museu da Cidade e galeria de arte.
- Praça da Paz: sete esculturas de 10 metros em aço carbono homenageiam figuras como Gandhi, Madre Teresa e Nelson Mandela.
- Portinho: área de lazer Ézio Dall’Acqua às margens do Mar Pequeno, com 94 mil metros quadrados, quiosques e deck de pesca.
- Kartódromo Municipal: pista dentro do Polo Esportivo Leopoldo Estásio Vanderlinde, com orquidário e academia ao ar livre.
- Butiques de peixes: mercados de pescado na orla, com destaque para a da Rua Rui Barbosa, na Praia do Forte.

Onde comer peixe fresco e pratos da orla
A tradição gastronômica de Praia Grande mistura a cozinha caiçara da Baixada Santista com a informalidade dos quiosques à beira-mar. Os peixes vêm direto das butiques da orla.
- Caldeirada caiçara: peixes do dia cozidos com legumes, prato clássico servido em restaurantes da Praia do Forte.
- Bolinho de bacalhau: petisco obrigatório nos quiosques do Boqueirão e da Guilhermina.
- Peixe frito inteiro: servido nas butiques de peixes da orla, pescado no dia e preparado na hora.
- Pastel de camarão: tradição das feiras de artesanato de Ocian, Caiçara, Guilhermina e Solemar.
Quando o clima favorece cada tipo de passeio?
O verão é a alta temporada, com praias cheias e chuvas frequentes à tarde. O inverno atrai quem busca passeios culturais e a Fortaleza de Itaipu sem fila.
Temperaturas aproximadas com base no Climatempo. Condições podem variar.

Como chegar à Baixada Santista saindo da capital?
Praia Grande fica a 75 km de São Paulo, acessada pelas rodovias Anchieta ou Imigrantes com travessia pela Via Expressa Sul. Quem vem de ônibus parte do Terminal Rodoviário do Jabaquara com saídas frequentes durante o dia.
A orla mais procurada do litoral paulista
Praia Grande é aquele destino que cabe num fim de semana e rende uma temporada inteira. Entre a fortaleza centenária, as 12 praias contínuas e a reurbanização recente, a cidade provou que dá para crescer sem perder a vocação de cidade de veraneio.
Você precisa pisar em Praia Grande e entender por que tantos paulistas trocam a capital por essa faixa de areia no verão.






