Fundada em 1535 por Duarte Coelho Pereira, Olinda foi a primeira cidade do Brasil reconhecida como Patrimônio Mundial pela UNESCO. Casarões coloridos, 20 igrejas barrocas e ladeiras de pedra cabem em apenas 1,2 km² de centro histórico.
A cidade que começou no alto da colina
Os portugueses escolheram o ponto mais elevado da costa pernambucana para erguer a capital da capitania em 1535. Do Alto da Sé, o donatário conseguia avistar navios inimigos que se aproximavam do litoral.
A economia da cana-de-açúcar transformou o povoado no maior centro colonial do Nordeste entre os séculos XVI e XVII. Saqueada pelos holandeses em 1631 e reconstruída a partir do século seguinte, a cidade foi elevada a vila em 12 de março de 1537.

Por que Olinda entrou no mapa da UNESCO?
O centro histórico reúne cerca de 1.500 imóveis em uma área de 1,2 km², segundo o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). Casarões coloniais do século XVI convivem com fachadas de azulejos dos séculos XVIII e XIX e obras neoclássicas do início do XX.
A cidade foi tombada pelo IPHAN em 1968 e declarada Monumento Nacional pela Lei 6.863 em 1980. Em 1982, recebeu o reconhecimento da UNESCO como Patrimônio Mundial Cultural, sendo o segundo centro histórico brasileiro com o título, logo depois de Ouro Preto.
Olinda, Patrimônio Histórico e Cultural pela UNESCO, encanta com suas ladeiras coloridas e igrejas seculares. O vídeo é do canal Tesouros do Brasil, que conta com 143 mil inscritos, e oferece um guia sobre o que fazer e onde comer na cidade:
O que visitar nas ladeiras do centro histórico?
Quase tudo se faz a pé. As distâncias entre os pontos principais são curtas, mas o relevo acidentado exige calçado confortável.
- Alto da Sé: mirante natural com vista do litoral pernambucano e de Recife ao fundo, ponto de partida para os passeios.
- Catedral da Sé: a primeira igreja foi erguida em taipa em 1540, a construção atual é fruto de várias reformas ao longo dos séculos.
- Igreja de Nossa Senhora do Carmo: construída em 1580 em estilo barroco, restaurada pelo IPHAN e reaberta ao público em 2012.
- Mosteiro de São Bento: abriga um retábulo de ouro do século XVII e apresenta cantos gregorianos aos domingos.
- Casa dos Bonecos Gigantes: exposição permanente das figuras que desfilam no carnaval, incluindo réplicas em miniatura.
- Mercado da Ribeira: antigo mercado de escravizados que hoje funciona como centro de artesanato local.
Os bonecos gigantes que abrem o carnaval
O Homem da Meia-Noite é o mais antigo boneco gigante de Olinda e tem cerca de quatro metros de altura. A Secretaria de Cultura de Pernambuco registra que o calunga desfilou pela primeira vez em 2 de fevereiro de 1932, data dedicada a Iemanjá.
De fraque, cartola e dente de ouro, ele abre oficialmente o carnaval na meia-noite do sábado. A tradição ganhou companhia com a Mulher do Dia e o Menino da Tarde, e hoje mais de 50 bonecos participam do Encontro dos Bonecos Gigantes na terça-feira gorda.

O que comer entre uma ladeira e outra?
A cozinha olindense mistura raízes portuguesas, africanas e indígenas. Os bares e restaurantes do centro histórico servem pratos que combinam bem com a caminhada entre ladeiras.
- Tapioca do Alto da Sé: vendida nas barracas do mirante, recheada com queijo coalho, carne de sol ou coco ralado.
- Bolo de rolo: doce pernambucano com massa finíssima enrolada com goiabada derretida.
- Carne de sol com macaxeira: carne salgada e seca ao sol, acompanhada de mandioca cozida e manteiga de garrafa.
- Caldinho de feijão: porção pequena servida no meio da tarde nos bares da cidade.
- Siri catado: preparado com leite de coco, servido em casquinhas ou em pastéis.
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Qual a melhor época para visitar a cidade patrimônio?
O clima é quente e úmido o ano inteiro, com maior volume de chuva entre março e julho. O carnaval acontece em fevereiro ou março, e exige reserva de hospedagem com meses de antecedência.
Temperaturas aproximadas com base no Climatempo. Condições podem variar.

Como chegar à cidade alta?
Olinda fica a apenas 9 km do Aeroporto Internacional do Recife, cerca de 30 minutos de carro. A cidade está colada a Recife, e muitos visitantes se hospedam ali e fazem o bate-volta de táxi ou ônibus.
Suba as ladeiras onde o Brasil começou
Poucas cidades do país oferecem a densidade cultural que cabe em 1,2 km² olindenses. Entre igrejas barrocas, casarões de azulejo e bonecos de quatro metros, o visitante percorre quase cinco séculos em uma manhã.
Você precisa conhecer Olinda e sentir o frevo descer as ladeiras na mesma pedra onde os jesuítas caminhavam no século XVI.






