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Início Cidades

A Princesa do Sul também é a Capital Nacional do Doce e tem 200 receitas que viraram patrimônio do Brasil

Por Maura Pereira
26/04/2026
Em Cidades, Turismo
A Princesa do Sul também é a Capital Nacional do Doce e tem 200 receitas que viraram patrimônio do Brasil

Pelotas guarda casarões ecléticos, chafarizes vindos da França e a maior tradição doceira do país. / Imagem ilustrativa

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No extremo sul do Rio Grande do Sul, Pelotas guarda casarões ecléticos, chafarizes vindos da França e a maior tradição doceira do país. A cidade recebeu em 2024 o título oficial de Capital Nacional do Doce e tem suas receitas reconhecidas como patrimônio imaterial.

Como uma cidade do charque virou a capital do quindim?

A história começa nas charqueadas do século 19, quando Pelotas exportava carne salgada para o Nordeste. Os navios voltavam carregados de açúcar, e essa abundância de matéria-prima encontrou as mãos das doceiras portuguesas e das mucamas das casas-grandes.

O resultado foi uma confeitaria fina servida em saraus e teatros, com receitas como camafeu, pastel de Santa Clara e fios de ovos. A tradição doceira pelotense foi registrada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) como bem cultural imaterial do Brasil.

A "Princesa do Sul" encanta com seus casarões coloniais e doces famosos que todos buscam experimentar
A cidade é um importante polo regional em educação, economia e eventos culturais. // Créditos: Wikimedia Commons

Onde começa o passeio pelo centro histórico?

A resposta está na Praça Coronel Pedro Osório, coração da cidade desde 1832. No centro, o Chafariz das Nereidas, importado da França em 1873, distribui água ornamental cercado por casarões ecléticos.

Em volta da praça estão a Prefeitura, o Theatro Sete de Abril (de 1834, um dos teatros mais antigos do Brasil em funcionamento), a Biblioteca Pública Pelotense (de 1875) e o Grande Hotel. O conjunto histórico foi tombado pelo IPHAN em 2018 como Patrimônio Cultural Brasileiro.

Este vídeo do canal Cidades & Cia apresenta Pelotas, conhecida como a “Princesa do Sul”, destacando sua rica história ligada ao charque, sua tradição doceira e sua importância econômica e cultural no Rio Grande do Sul.

Por que o Mercado Público parece uma estação de trem?

Construído em 1847, o Mercado Público de Pelotas tem torre de relógio importada da Alemanha e estrutura interna que remete às estações ferroviárias inglesas. O prédio em estilo neoclássico é parada obrigatória para um café da tarde com docinhos.

Aos sábados, o entorno do mercado abriga o Mercado das Pulgas, feira de antiguidades semelhante às de Montevidéu. Vinis, móveis dos anos 1950 e relíquias garimpadas circulam entre rodas de samba e chorinho ao vivo.

Vale visitar uma charqueada de verdade?

A Rota das Charqueadas é o segundo motivo mais forte para visitar a cidade. Das mais de 50 que existiram no século 19, quatro foram preservadas e podem ser conhecidas hoje.

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  • Charqueada São João: construída entre 1810 e 1813, é a única aberta para visita guiada. Hospedou o naturalista francês Auguste de Saint-Hilaire em 1820.
  • Charqueada Boa Vista: tombada como patrimônio histórico, mantém a arquitetura original do período do charque.
  • Charqueada Santa Rita: hoje funciona como pousada de charme, permitindo dormir num casarão do século 19.
  • Charqueada Costa do Abolengo: completa o circuito, próxima ao arroio que deu nome à cidade.
Uma cidade do sul esconde o charme histórico e os doces mais famosos que surpreendem quem a visita
Aproveite o charme e a hospitalidade que fazem de Pelotas um destino acolhedor e vibrante.l // Créditos: Wikimedia Commons

Quais doces precisam entrar na lista?

Pelotas tem mais de 200 variedades catalogadas, sendo 15 com certificação de autenticidade. As doçarias do centro histórico funcionam como museus comestíveis da cidade.

  • Quindim: o doce de gema e coco que virou símbolo da cidade, servido em forminhas baixas.
  • Pastel de Santa Clara: massa folhada com recheio de doce de ovos, herança das receitas conventuais portuguesas.
  • Camafeu de noz: bolinha de doce de ovos coberta com glacê e adornada com meia noz, clássico dos saraus oitocentistas.
  • Olho de sogra: ameixa preta recheada com doce de coco e açúcar caramelado, presença obrigatória nas bandejas.
  • Fatia de Braga: bolo embebido em calda, receita portuguesa que chegou direto no porto de Pelotas.

O que fazer fora do centro histórico?

A 12 km do centro, a Praia do Laranjal é a alma de verão dos pelotenses. A orla em frente à Lagoa dos Patos tem calçadão arborizado por figueiras centenárias e infraestrutura de bares e restaurantes.

O Pontal da Barra, na ponta sul do Laranjal, oferece o pôr do sol mais procurado da região. Vale combinar a visita com o Parque da Baronesa, antigo solar do século 19 transformado em museu com jardins arborizados.

Leia também: Como a primeira capital planejada do Brasil nasceu de um tabuleiro de xadrez e encantou com sua organização a 366 km do mar.

Pelotas tem clima temperado, com quatro estações bem definidas. // Créditos: Wikipédia

Quando viajar para a cidade dos doces?

Pelotas tem clima temperado, com quatro estações bem definidas. O verão é a alta temporada do Laranjal e o final de junho concentra a Fenadoce, maior feira gastronômica do Sul.

☀️ Verão
Dez – Fev
18-30°C
Média
Com dias longos, o período convida a relaxar na Praia do Laranjal ou realizar passeios urbanos aproveitando a brisa da Lagoa.
🏖️ Lagoa
🍂 Outono
Mar – Mai
13-25°C
Média
As temperaturas amenas são perfeitas para roteiros históricos nas charqueadas, visitas a museus e paradas em tradicionais doçarias.
🍯 Tradição
🧣 Inverno
Jun – Ago
8-19°C
Média
Mesmo com chuvas, a cidade ferve com a Fenadoce; época ideal para curtir a gastronomia local e espetáculos nos teatros.
🍰 Fenadoce
🌸 Primavera
Set – Nov
11-25°C
Média
O florescer da estação embeleza o centro histórico e os parques, criando o cenário ideal para caminhadas culturais ao ar livre.
🌳 Parques

Temperaturas aproximadas com base no Climatempo. Condições podem variar.

Como chegar até a Princesa do Sul?

Pelotas fica a 261 km de Porto Alegre pela BR-116, viagem de cerca de 3h30 de carro. O Aeroporto João Simões Lopes Neto recebe voos regionais de Porto Alegre e São Paulo. A cidade também tem terminal rodoviário com saídas frequentes da capital gaúcha.

Vá conhecer a cidade do açúcar e do sal

Pelotas é o tipo de destino que cabe em qualquer paladar e vale a pena para quem quer entender por que a riqueza do Rio Grande do Sul passou por aqui antes de chegar a qualquer outro lugar.

Você precisa visitar Pelotas pelo menos uma vez e provar um pastel de Santa Clara fresco enquanto o relógio do mercado público marca a hora.

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