Correio Braziliense - Radar
  • Notícias
  • Economia
  • Entretenimento
  • Tecnologia
  • Bem-Estar
    • Beleza
  • Automobilismo
  • Turismo
    • Cidades
  • Curiosidades
  • Casa e Decoração
    • Jardinagem
Sem resultado
Veja todos os resultados
Correio Braziliense - Radar
  • Notícias
  • Economia
  • Entretenimento
  • Tecnologia
  • Bem-Estar
    • Beleza
  • Automobilismo
  • Turismo
    • Cidades
  • Curiosidades
  • Casa e Decoração
    • Jardinagem
Sem resultado
Veja todos os resultados
Correio Braziliense - Radar
Sem resultado
Veja todos os resultados
  • Notícias
  • Economia
  • Entretenimento
  • Tecnologia
  • Bem-Estar
  • Automobilismo
  • Turismo
  • Curiosidades
  • Casa e Decoração
Início Curiosidades

Em 1518, dezenas de pessoas dançaram sem parar por dias nas ruas de Estrasburgo e algumas morreram de exaustão

Por Gabriel Leme
13/06/2026
Em Curiosidades
O episódio conhecido como peste da dança começou em 1518, quando Frau Troffea passou dias dançando sem conseguir parar.

O episódio conhecido como peste da dança começou em 1518, quando Frau Troffea passou dias dançando sem conseguir parar.

EnviarCompartilharCompartilharEnviar

No verão de 1518, as ruas de Estrasburgo viraram palco de um dos episódios mais estranhos já registrados em crônicas medievais. Sem música e sem motivo aparente, dezenas de pessoas começaram a dançar e não conseguiam parar, algumas até morrer de exaustão. O fenômeno entrou para os registros como a peste da dança, e até hoje divide pesquisadores sobre o que de fato aconteceu naquele verão.

Como tudo começou nas ruas de Estrasburgo?

Em julho de 1518, uma mulher conhecida como Frau Troffea saiu de casa e começou a dançar no meio da rua, sem que tocasse qualquer música. A princípio, os vizinhos acharam graça e trataram aquilo como uma celebração qualquer. O problema é que ela não parou. Dançou por cerca de seis dias seguidos, sem dormir e quase sem comer.

Estrasburgo fazia parte do Sacro Império Romano-Germânico, no território da atual França. O que parecia um caso isolado logo se mostrou contagioso. Em poucos dias, outras pessoas se juntaram a Frau Troffea naquela dança frenética, e a cidade percebeu que estava diante de algo muito além de uma excentricidade individual.

Quantas pessoas foram tomadas pela mania de dançar?

O número de dançarinos cresceu rápido, e as consequências se tornaram graves na mesma velocidade. Os relatos da época, embora divergentes, ajudam a dimensionar a escala do surto:

  • Nos primeiros dias, cerca de 34 pessoas já dançavam ao lado de Frau Troffea.
  • Em cerca de um mês, o total chegou a aproximadamente 400 indivíduos, entre homens, mulheres e crianças.
  • No auge da crise, há crônicas que mencionam até 15 mortes por dia, por exaustão, ataques cardíacos e derrames.
  • O episódio durou cerca de dois meses, estendendo-se de julho a setembro daquele ano.
As autoridades acreditaram que a dança era a cura e chegaram a contratar músicos, medida que acabou ampliando o surto.
As autoridades acreditaram que a dança era a cura e chegaram a contratar músicos, medida que acabou ampliando o surto.

Por que as autoridades pioraram a situação?

O conselho da cidade interpretou o surto como uma doença física, e concluiu que o melhor remédio seria deixar as pessoas dançarem até se livrarem do mal. Com base nisso, liberou salões, montou um palco e chegou a contratar músicos e dançarinos profissionais para manter todos em movimento. A lógica era que o corpo expulsaria sozinho aquilo que o atormentava.

O efeito foi o oposto do esperado. Mais música e mais espaço atraíram ainda mais gente, e os colapsos se multiplicaram. Só mais tarde as autoridades mudaram de estratégia e apostaram em medidas religiosas, com procissões e uma peregrinação ao santuário de São Vito, o santo padroeiro dos dançarinos. Foi por volta dessa virada que o fenômeno enfim começou a perder força.

Leia Também

Nenhum conteúdo disponível

O que dizem as crônicas e os registros da época?

Por mais inacreditável que pareça, a peste da dança é um evento bem documentado para os padrões do início do século XVI. Ela aparece em crônicas da cidade, em sermões da catedral e em atas do conselho municipal, o que dá ao caso uma base histórica sólida. O detalhe é que cada fonte conta a história à sua maneira, com diferenças nas datas, no número de vítimas e nas providências tomadas, o que transforma o relato final em um mosaico de fragmentos que ainda alimenta o mistério.

Foi ergotismo, histeria coletiva ou outra coisa?

Não existe consenso sobre a causa, e parte da resposta talvez esteja no contexto. Estrasburgo vinha sofrendo com fomes, colheitas ruins, surtos de peste, sífilis e instabilidade política. Sobre esse pano de fundo de miséria, algumas explicações ganharam mais peso entre os estudiosos:

  • Ergotismo, intoxicação pelo fungo Claviceps purpurea presente no centeio, capaz de provocar convulsões e alucinações.
  • Histeria coletiva, ou doença psicogênica em massa, desencadeada pelo estresse extremo daquela população.
  • Crença religiosa no castigo de São Vito, que teria induzido as vítimas a um estado de transe.
  • Uma combinação desses fatores, hipótese defendida por historiadores como John Waller.

Um mistério que ainda atravessa os séculos

O surto de 1518 não foi um caso totalmente único. A Europa medieval já havia registrado manias de dança parecidas, como a que teria ocorrido às margens do Rio Reno em 1374. Ainda assim, o episódio de Estrasburgo é o mais bem documentado de todos, e deu origem ao termo moderno coreomania, usado para descrever esse impulso involuntário e compulsivo de dançar.

O que mantém a peste da dança viva no imaginário é a combinação rara entre registros confiáveis e uma causa nunca esclarecida. É um acontecimento real que se lê como ficção, e que continua intrigando médicos, psicólogos e estudiosos do passado. Cinco séculos depois, aquela multidão que dançou até o limite do corpo segue lembrando o quanto crises coletivas podem mover, ao mesmo tempo, a mente e os pés de uma cidade inteira.

Tags: EstrasburgoFrau Troffeapeste da dança
EnviarCompartilhar30Tweet19Compartilhar

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

pessoas perfeccionistas

Os 3 sinais da escrita de pessoas perfeccionistas

17/06/2026
A Capital Nacional da Literatura Infantil foi eleita por lei federal e hoje conquista com sua cultura um famoso escritor

A cidade reconhecida por lei federal como Capital da Literatura Infantil encanta fãs da literatura até hoje

17/06/2026
Como lavar meias brancas encardidas sem danificar o tecido

Como lavar meias brancas encardidas sem danificar o tecido

17/06/2026
Adeus as bolsas sem graça, os modelos que estão dominando o inverno e deixam qualquer look mais elegante

Adeus as bolsas sem graça, os modelos que estão dominando o inverno e deixam qualquer look mais elegante

17/06/2026
A psicologia diz que quem ainda consegue dizer “posso estar errado” depois de certa idade costuma ter estes 8 hábitos mentais que protegem contra a rigidez

A psicologia diz que quem ainda consegue dizer “posso estar errado” depois de certa idade costuma ter estes 8 hábitos mentais que protegem contra a rigidez

17/06/2026
O que uma dieta sem carboidratos faz na glicose e no metabolismo pode surpreender

O que uma dieta sem carboidratos faz na glicose e no metabolismo pode surpreender

17/06/2026
  • Sample Page
  • Notícias
  • Economia
  • Entretenimento
  • Tecnologia
  • Bem-Estar
    • Beleza
  • Automobilismo
  • Turismo
    • Cidades
  • Curiosidades
  • Casa e Decoração
    • Jardinagem
Sem resultado
Veja todos os resultados