Desde 15 de março de 2000, Joinville passou a abrigar a única extensão internacional da Escola do Teatro Bolshoi, tradicional instituição russa fundada em 1776, se consolidando hoje como a “Capital Nacional da Dança”. Na maior cidade de Santa Catarina, crianças de todo o Brasil disputam vagas para receber formação gratuita em balé clássico pelo método original da escola.
Como a Escola Bolshoi chegou a Joinville?
A implantação da unidade brasileira foi viabilizada pelo então prefeito Luiz Henrique da Silveira e pelo bailarino russo Vladimir Vasiliev, patronos fundadores do projeto. De acordo com o site oficial da Escola Bolshoi no Brasil, foi a primeira vez, em 224 anos de história, que o Bolshoi de Moscou autorizou a aplicação de seu método de ensino em outro país.
Instalada ao lado do Centreventos Cau Hansen, no centro de Joinville, a escola oferece uma formação com duração de oito anos, totalmente gratuita. Além das aulas, os estudantes recebem uniformes, alimentação e assistência médica, e a instituição já formou mais de 500 bailarinos que hoje atuam em companhias de 29 países.

Por que Joinville é conhecida como a Capital Nacional da Dança?
O reconhecimento como Capital Nacional da Dança foi oficializado por lei federal em 2016, embora a relação de Joinville com essa arte seja muito mais antiga. Desde 2005, o Festival de Dança de Joinville é reconhecido pelo Guinness World Records como o maior festival de dança do mundo.
Todos os anos, durante cerca de 12 dias no mês de julho, mais de 7 mil bailarinos ocupam teatros, palcos e praças da cidade, diante de um público estimado em 200 mil pessoas. Para quem vive em Joinville, esse período faz parte da rotina, quando a programação cultural passa a movimentar praticamente toda a cidade.

Como Joinville ganhou o apelido de Cidade dos Príncipes?
A origem desse título remonta a 1843, quando a princesa brasileira Francisca Carolina, filha de Dom Pedro I, se casou com o príncipe francês François Ferdinand de Orléans, conhecido como Príncipe de Joinville. Como parte do dote da união, as terras localizadas no norte de Santa Catarina passaram a integrar o patrimônio do casal.
Anos depois, em 1851, imigrantes alemães, suíços e noruegueses chegaram às margens do Rio Cachoeira e fundaram a Colônia Dona Francisca, que deu origem ao município. Até hoje, essa influência europeia permanece presente nos sobrenomes das famílias, nas construções em estilo enxaimel e nos festivais gastronômicos inspirados na tradição germânica.
Quais são os melhores bairros para morar em Joinville?
Além de ser um dos principais polos industriais do país, com empresas como WEG, Tigre e Embraco, Joinville oferece bairros com perfis bastante distintos. A escolha da região para morar costuma variar conforme o estilo de vida, equilibrando áreas residenciais, comércio e mobilidade.
Entre os destaques, o América é conhecido pelos condomínios de alto padrão e pelo comércio sofisticado. O Atiradores se sobressai pela arborização, proximidade com o centro e concentração de bares e restaurantes. Já Saguaçu e Bom Retiro costumam ser lembrados por quem busca bairros completos e familiares, enquanto o Glória reúne tranquilidade e boa conexão com outras áreas da cidade.
Joinville, a maior cidade de Santa Catarina, destaca-se como uma potência industrial e cultural no sul do Brasil, sendo responsável por mais de 10% do PIB catarinense. O vídeo do canal Coisas do Mundo, que recentemente ultrapassou a marca de 800 mil inscritos:
O que fazer no tempo livre além da dança?
A cidade reúne natureza, patrimônio histórico e rota rural a poucos quilômetros do centro. As atrações a seguir são as mais frequentes na rotina de quem vive por ali.
- Mirante de Joinville: a 250 m de altitude, entrega vista de 360 graus da cidade, da Baía da Babitonga e da Serra Dona Francisca, com entrada gratuita.
- Museu Nacional de Imigração e Colonização: instalado no Palácio dos Príncipes, tombado pelo IPHAN, conta a saga dos colonos europeus que chegaram em 1851.
- Estrada Bonita: rota rural com propriedades coloniais, cervejarias artesanais e paisagens de serra, parada certa para o fim de semana.
- Rua do Príncipe: principal rua comercial da cidade, com patrimônio histórico preservado e cafés que lembram a herança europeia.
O clima da Chuville assusta quem vem de fora?
Joinville ganhou o apelido carinhoso de Chuville pelas chuvas frequentes, herança do clima subtropical úmido. Os verões são quentes e abafados e os invernos, amenos.
Temperaturas aproximadas com base no Climatempo. Condições podem variar.

Como chegar à maior cidade de Santa Catarina?
Joinville está localizada a cerca de 180 km de Florianópolis e 130 km de Curitiba, com acesso facilitado pela BR-101. O município conta com o Aeroporto de Joinville (JOI), que opera voos regionais, enquanto o Aeroporto de Navegantes, a aproximadamente 80 km, é a principal alternativa para quem utiliza voos nacionais.
Quem prefere viajar de ônibus desembarca no Terminal Rodoviário Harold Nielson, que recebe linhas diretas de cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre e Curitiba. Já dentro de Joinville, a ampla malha viária favorece os deslocamentos tanto de carro quanto pelo transporte público urbano.
O que torna Joinville um dos destinos mais completos do Sul?
Reconhecida por sua força industrial, Joinville também se destaca pela influência da cultura europeia, pela presença da Escola Bolshoi e pelo título de Capital Nacional da Dança. Essa combinação faz da cidade um lugar onde tradição, desenvolvimento econômico e atividades culturais convivem no mesmo espaço.
Conhecer a Escola Bolshoi e percorrer a Rua do Príncipe ajuda a entender por que o município atrai moradores e visitantes de diferentes regiões do país. É uma cidade que reúne qualidade de vida, patrimônio histórico e uma identidade cultural bastante singular..









