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Início Curiosidades

5 peixes seguros e 3 que devem ser evitados na alimentação diária

Por Larissa Carvalho
20/07/2025
Em Curiosidades
5 peixes seguros e 3 que devem ser evitados na alimentação diária

peixe. Créditos: depositphotos.com / VadimVasenin

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O hábito de incluir peixes na alimentação diária é visto como uma escolha que traz benefícios para a saúde, especialmente em um cenário onde o consumo de carne vermelha tem diminuído consideravelmente na França e em diversos outros países. Entretanto, a qualidade do peixe escolhido faz toda a diferença, já que nem todas as espécies oferecem os mesmos riscos ou vantagens ao organismo.

No momento da compra, recorrer a um fornecedor de confiança é um passo importante para garantir a segurança alimentar. Diversos especialistas vêm alertando sobre a necessidade de atenção ao tipo de peixe consumido, pois algumas espécies acumulam altos índices de mercúrio e podem, portanto, oferecer riscos à saúde, principalmente de grupos vulneráveis como gestantes e crianças pequenas.

Quais espécies de peixe apresentam risco de contaminação por mercúrio?

O mercúrio é um dos principais riscos associados ao consumo de determinadas espécies de peixe. O mercúrio é um metal pesado que, ao se concentrar no organismo humano, pode provocar distúrbios neurológicos e cardiovasculares. Ele costuma se acumular nos peixes que se encontram no topo da cadeia alimentar marinha. Ao longo dos anos, determinados peixes se alimentam de outros menores e, por isso, armazenam maiores quantidades dessa substância tóxica em seus tecidos.

Entre as espécies com maior risco estão o espadarte (ou espadão) e o atum azul. O espadarte pode atingir uma grande longevidade, fato que permite acumular significativas quantidades de mercúrio. Do mesmo modo, o atum azul é conhecido por crescer e viver por muitos anos, elevando os níveis desse metal em sua carne. Para pessoas adultas, especialistas recomendam que a ingestão de espadarte não ultrapasse duas porções ao ano, enquanto mulheres grávidas e crianças devem evitar totalmente o consumo desse peixe.

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Outros peixes que exigem maior atenção

Além do espadarte e do atum azul, outros peixes também apresentam preocupação quanto ao mercúrio. A preocupação com o mercúrio não se restringe apenas ao espadarte e ao atum azul. O carapau rei (conhecido internacionalmente como king mackerel) representa mais um exemplo de peixe que pode superar níveis recomendados desse metal pesado, devido à sua longevidade e hábitos alimentares. É importante não confundi-lo com o carapau comum, que apresenta risco muito menor.

Além disso, a lotte (também chamada de tamboril ou monkfish) é outro peixe que, em determinadas regiões e condições, pode apresentar traços consideráveis de mercúrio em sua composição. Para quem deseja manter o consumo desses alimentos, é fundamental optar por moderação e variedade, alternando com espécies menos propensas à contaminação.

5 peixes seguros e 3 que devem ser evitados na alimentação diária
peixe. Créditos: depositphotos.com / VadimVasenin

Quais os peixes recomendados para uma alimentação saudável?

Existem diversas espécies de peixe consideradas seguras e benéficas para o consumo frequente. Diante dos riscos potenciais, surge a pergunta: como escolher peixes seguros para consumo frequente? Espécies como salmão, seja ele selvagem ou de cultivo, são consideradas excelentes opções, pois além de apresentarem baixos níveis de mercúrio, são ricas em ácidos graxos essenciais, conhecidos como ômega-3. A truta (de rio ou de criação) também se destaca por seu perfil nutricional semelhante e por seu sabor suave, agradando a diferentes paladares.

  • Sardinha
  • Anchova

Esses dois peixes são reconhecidos por concentrarem pouca quantidade de mercúrio, ao mesmo tempo em que oferecem alta quantidade de cálcio e ômega-3. A sardinha e a anchova podem ser encontradas com facilidade, seja em versões frescas, conservadas em lata ou defumadas, integrando receitas variadas e práticas.

Como garantir mais segurança ao incluir peixes no cardápio?

A adoção de boas práticas pode minimizar riscos e potencializar os benefícios do consumo de peixe. Para quem deseja aproveitar os benefícios do peixe sem abrir mão da segurança, algumas recomendações são essenciais:

  1. Opte pelo consumo variado, intercalando diferentes espécies ao longo dos meses.
  2. Dê preferência a fornecedores que garantam procedência e frescor dos produtos.
  3. Verifique com regularidade informações e atualizações de órgãos de saúde pública sobre riscos de mercúrio e outras contaminações em peixes. Em alguns países, como na própria França, órgãos como a Agence nationale de sécurité sanitaire de l’alimentation, de l’environnement et du travail (ANSES) publicam alertas frequentes sobre espécies e lotes contaminados.
  4. Acompanhe as instruções de preparo e conservação adequadas, evitando o desperdício e garantindo as propriedades nutricionais.

A escolha consciente do tipo de peixe é capaz de influenciar positivamente o bem-estar do consumidor, ao mesmo tempo em que minimiza a exposição a potenciais substâncias nocivas. Adaptar a dieta, apostando em espécies seguras e reconhecidas pelo baixo teor de mercúrio, pode proporcionar refeições saudáveis e diversificadas durante todo o ano.

Tags: AlimentosCuriosidadespeixes
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