O vento que sopra do Atlântico traz cheiro de sal e maresia até as dunas de Natal, capital do Rio Grande do Norte e ponto mais próximo das Américas em relação à África. Essa posição geográfica transformou a cidade em base militar decisiva na Segunda Guerra Mundial e, décadas depois, em um dos destinos de sol e praia mais procurados do Brasil.
O forte em forma de estrela que veio antes da cidade
A história da capital potiguar começa antes mesmo de suas primeiras casas. Em 6 de janeiro de 1598, dia de Reis, tropas portuguesas iniciaram a construção do Forte dos Reis Magos na foz do rio Potengi, sob ordens de Felipe II da Espanha. A fortaleza em formato de estrela de cinco pontas servia para expulsar corsários franceses que contrabandeavam pau-brasil na região.
A cidade só foi fundada quase dois anos depois, em 25 de dezembro de 1599, o que explica o nome natalino. Tombado pelo IPHAN desde 1949, o Forte abriga canhões originais, uma capela com compartimento secreto para armas e o Marco de Touros, primeiro marco de posse português no Brasil, datado de 1501.

Por que Natal foi chamada de Trampolim da Vitória?
A proximidade com o continente africano fez de Natal peça-chave para os Aliados durante a Segunda Guerra. Em 1942, a base aérea de Parnamirim Field se tornou uma das maiores instalações militares dos Estados Unidos fora de seu território. Mais de 20 mil aeronaves decolaram dali rumo à África e à Europa, e cerca de 15 mil soldados americanos passaram pela cidade.
A presença estrangeira mudou hábitos locais: bares passaram a tocar jazz, o inglês invadiu o vocabulário cotidiano e o presidente Franklin Roosevelt se reuniu com Getúlio Vargas em Natal, em janeiro de 1943, na chamada Conferência do Potengi. Esse passado pode ser revisitado no Centro Cultural Trampolim da Vitória, em Parnamirim, com acervo de mapas, uniformes e peças de aeronaves da época.

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O que conhecer na capital potiguar além das praias?
Natal oferece atrações que vão muito além da faixa de areia. A combinação de natureza preservada, história colonial e lazer ao ar livre surpreende quem espera apenas litoral.
Quais pratos experimentar na terra do camarão?
A capital potiguar leva a sério o título de terra do camarão. O fruto do mar aparece em praticamente todas as mesas, mas a cozinha local vai além do óbvio.

Quando o clima favorece cada tipo de passeio?
Natal recebe sol durante praticamente o ano inteiro, com temperaturas que raramente caem abaixo dos 24°C. A estação chuvosa se concentra entre abril e julho, mas mesmo nesses meses as manhãs costumam ser ensolaradas.
Temperaturas aproximadas com base no Climatempo. Condições podem variar. Consulte a previsão antes de viajar.
Como chegar à Cidade do Sol?
O Aeroporto Internacional Governador Aluízio Alves, em São Gonçalo do Amarante, fica a 26 km do centro de Natal e recebe voos diretos das principais capitais brasileiras. De carro, a BR-101 conecta a cidade a Recife (300 km ao sul) e a Fortaleza (530 km ao norte). Dentro da capital, o deslocamento entre praias e atrações é feito por táxi, aplicativo ou buggy, o veículo mais popular entre os turistas.
Sinta o vento do Atlântico na capital potiguar
Natal reúne o que poucas capitais brasileiras conseguem oferecer ao mesmo tempo: um forte do século XVI na foz de um rio, dunas que se movem com o vento, recifes de coral acessíveis de barco e uma árvore que sozinha ocupa o espaço de 70 cajueiros. Tudo isso temperado por camarão fresco e sol durante quase 300 dias por ano.
Você precisa sentir o vento no rosto em Ponta Negra e entender por que Natal faz jus ao título de Cidade do Sol.










