Na língua portuguesa, algumas dúvidas parecem simples, mas acabam gerando debates em conversas do dia a dia. É o caso da expressão “a couve” ou “o couve”, que costuma aparecer em receitas, feiras livres e até em textos escolares. A forma como o falante aprende desde cedo influencia bastante, porém a gramática normativa estabelece um uso específico para esse tipo de substantivo, sobretudo quando se trata de nomes de plantas e alimentos presentes no cotidiano.
Qual é a forma correta a couve ou o couve
A palavra couve é registrada pelos principais dicionários de língua portuguesa como substantivo feminino. Isso significa que, de acordo com a norma-padrão, o uso considerado adequado é a couve, como em “a couve refogada” e “a couve manteiga”, amplamente encontrados em livros de culinária e materiais didáticos.
Esse enquadramento no gênero feminino não é recente e se mantém estável em obras de referência até 2025, como Aurélio e Michaelis. Expressões como “o couve” aparecem na fala espontânea de algumas regiões, mas não são recomendadas em contextos formais, como provas, concursos e redações.
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Por que se diz a couve segundo a regra de gênero
A dúvida sobre a couve surge porque a língua portuguesa admite variações de gênero em certos substantivos, muitas vezes por influência regional. No entanto, entre os nomes de plantas, há forte tendência ao uso do feminino, especialmente quando o vocábulo termina em “-e” ou “-a”, o que ajuda a consolidar o emprego do artigo feminino com “couve”.
Além disso, várias hortaliças e verduras seguem a mesma lógica de gênero feminino, o que torna o uso de a couve ainda mais natural em grande parte do Brasil. Esse padrão aparece em textos acadêmicos, receitas profissionais, rótulos e materiais institucionais, reforçando a forma recomendada pela escola e pela mídia.
Quais hortaliças seguem o mesmo padrão de gênero de a couve
Para perceber melhor o padrão de gênero, basta observar que muitas hortaliças comuns no dia a dia também são usadas no feminino. Essa semelhança contribui para fixar o uso de a couve e facilita a memorização da regra por associação entre alimentos do mesmo grupo.
- a alface
- a rúcula
- a salsa
- a cenoura
Como a couve aparece na fala cotidiana e na variação regional
Embora a norma culta indique o uso de a couve, em algumas regiões surgem registros orais de “o couve”, sobretudo na fala espontânea, em conversas familiares ou no ambiente de feira. Essa flutuação não altera a classificação gramatical do termo, mas mostra como a língua é dinâmica e se adapta aos hábitos linguísticos de cada comunidade.
Em situações formais, como redações, concursos, documentos oficiais e conteúdos jornalísticos, a recomendação é manter o feminino. Em contextos informais, é possível encontrar tanto “a couve” quanto “o couve”, porém a forma feminina permanece alinhada com o padrão de referência e com o que está registrado nos dicionários.
Como usar a couve corretamente em frases do dia a dia
Para evitar dúvidas, é útil seguir modelos práticos de uso, lembrando sempre da estrutura artigo feminino + couve. Assim, em diferentes temas — culinária, agricultura ou nutrição —, o substantivo mantém o feminino sem variação, garantindo clareza e correção em diversos tipos de texto.
- Comida e culinária: “a couve foi picada bem fininha”; “a couve manteiga combina com feijão”; “a couve refogada entrou no cardápio de hoje”.
- Horta e agricultura: “a couve cresce melhor em clima ameno”; “a couve precisa de rega frequente”; “a couve está pronta para a colheita”.
- Saúde e nutrição: “a couve é fonte de fibras”; “a couve auxilia em dietas equilibradas”; “a couve é usada em sucos verdes”.

Qual é o resumo prático da regra sobre a couve
Ao analisar a expressão “a couve ou o couve”, a gramática normativa e os dicionários convergem: o substantivo é feminino e deve ser acompanhado pelo artigo “a”. As variações regionais apenas demonstram a diversidade do português falado, sem modificar o enquadramento padrão adotado em materiais de referência.
Em contextos em que se busca alinhamento com a língua padrão, como textos escolares, conteúdos informativos, receitas publicadas e materiais oficiais, a forma a couve é a recomendada. Assim, o falante ou escritor segue o que determinam as principais obras de consulta e mantém uniformidade e correção em diferentes tipos de comunicação.










