A vitamina E costuma receber menos atenção do que outros nutrientes, mas desempenha um papel central na proteção do organismo. Trata-se de um antioxidante lipossolúvel que ajuda a neutralizar radicais livres, moléculas instáveis associadas ao envelhecimento celular e a diversas doenças crônicas. A presença adequada dessa vitamina está ligada ao bom funcionamento do sistema imunitário, à saúde da pele, dos olhos e ao equilíbrio neurológico, além de poder, contribuir para a prevenção de doenças cardiovasculares.
Vitamina E para que serve e por que é importante para o organismo
A função mais conhecida da vitamina E é a sua forte ação antioxidante. Ao proteger as membranas das células contra a ação dos radicais livres, ajuda a reduzir o stress oxidativo, associado a doenças cardiovasculares, degenerativas e a alguns tipos de cancro, além de apoiar a função imunológica na resposta a infecções.
Outro ponto relevante é a ligação da vitamina E à saúde da pele e da visão. Esse nutriente auxilia na integridade dos tecidos, sendo estudado em envelhecimento cutâneo, cicatrização e proteção ocular, e também na circulação sanguínea, podendo atuar na prevenção da formação de coágulos e favorecer um fluxo adequado nos vasos.
Para aprofundamos no tema, trouxemos o vídeo do nutricionista Bruno Wilson:
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Quais são os sintomas de falta de vitamina E no organismo
A deficiência de vitamina E afeta principalmente o sistema nervoso e pode demorar a ser percebida. Entre os sinais descritos estão fraqueza muscular, dificuldades de coordenação motora e alterações de equilíbrio. Em situações mais prolongadas, podem surgir reflexos lentos, cansaço físico intenso e problemas de marcha, interferindo em atividades diárias.
No campo da visão, a carência desse nutriente pode estar associada a problemas oculares progressivos, danos na retina e alterações nos vasos sanguíneos dos olhos. O sistema imunitário também sofre impacto, com maior vulnerabilidade a infecções, sobretudo em pessoas com distúrbios de absorção de gordura, doenças crónicas intestinais ou condições genéticas específicas.
- Sintomas neurológicos: fraqueza muscular, perda de coordenação, reflexos lentos.
- Alterações visuais: visão turva, danos progressivos na retina, risco de cegueira em casos extremos.
- Imunidade comprometida: maior suscetibilidade a infecções e recuperação mais lenta.
Quais alimentos ricos em vitamina E fortalecem o sistema imunitário
A principal palavra-chave para manter bons níveis de vitamina E é a alimentação equilibrada. Como se trata de uma vitamina lipossolúvel, está presente sobretudo em alimentos gordurosos de origem vegetal, como óleos, sementes e frutos secos. A absorção melhora quando a refeição contém alguma gordura saudável, mesmo em pequenas quantidades.
Entre os alimentos com maior concentração de vitamina E, destacam-se opções fáceis de incluir na rotina diária. A combinação com outros antioxidantes, como vitamina C e selénio, potencializa a proteção do organismo e o fortalecimento do sistema imunitário.
- Óleos vegetais: óleo de girassol, óleo de milho, óleo de soja e óleo de avelã apresentam teores significativos do nutriente.
- Sementes: sementes de girassol e de abóbora são fontes concentradas, podendo ser adicionadas a saladas, iogurtes e sopas.
- Frutos secos: amêndoas, avelãs e amendoins fornecem vitamina E, além de gorduras insaturadas e fibra.
- Manteigas de frutos secos: manteiga de amendoim e de amêndoa podem ser utilizadas em sanduíches, papas e batidos.
- Vegetais e frutas: abacate, espinafre, brócolis e algumas folhas verdes escuras contribuem para o aporte diário.

Como incluir mais vitamina E na alimentação do dia a dia
Pequenas mudanças na rotina alimentar já podem aumentar o consumo de vitamina E sem necessidade imediata de suplementos. A ideia é distribuir fontes do nutriente ao longo do dia, em quantidades moderadas, respeitando as necessidades individuais e eventuais orientações de profissionais de saúde ou nutricionistas.
Em pessoas saudáveis, uma dieta variada e rica em alimentos integrais costuma ser suficiente para garantir o aporte adequado de vitamina E. Em casos de doenças que afetam a absorção de gorduras, cirurgias bariátricas prévias ou uso prolongado de determinados medicamentos, é essencial uma avaliação profissional para monitorizar níveis sanguíneos e definir se a suplementação de vitamina E é necessária e segura.
- Adicionar uma colher de sopa de sementes de girassol ou de abóbora em saladas, sopas ou iogurtes naturais.
- Utilizar azeite ou outro óleo vegetal rico em vitamina E para temperar saladas, evitando aquecê-lo em excesso.
- Incluir uma porção pequena de frutos secos, como amêndoas ou avelãs, nos lanches intermédios.
- Usar manteiga de amendoim como complemento em sanduíches de pão integral ou em batidos com fruta.
- Priorizar vegetais de folha verde escura e abacate em pelo menos uma refeição principal do dia.








