Imagine caminhar por uma feira e encontrar uma fruta roxa, de casca grossa, com polpa branca bem delicada e um cheiro doce no ar: esse é o mangostão, muitas vezes chamado de “rainha das frutas”. Além do sabor marcante, ele vem ganhando espaço por causa do interesse em seus compostos antioxidantes e pelo potencial de cultivo em pequenas propriedades, especialmente em sistemas agroflorestais que valorizam diversidade e sustentabilidade.
Quais são as propriedades antioxidantes do mangostão e por que elas chamam atenção
Quando se fala em mangostão, quase sempre alguém comenta sobre suas possíveis propriedades antioxidantes. A fruta contém compostos fenólicos, como xantonas, antocianinas e pigmentos naturais que, em laboratório, mostram capacidade de interagir com radicais livres formados no dia a dia do nosso organismo.
Pesquisas in vitro realizadas até 2026 apontam que extratos da casca e da polpa apresentam atividade antioxidante em condições controladas. Porém, isso não significa automaticamente efeito garantido em humanos: ainda é preciso entender melhor doses, formas de consumo e segurança clínica, especialmente no uso de suplementos concentrados.

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Quais são os principais nutrientes e compostos presentes no mangostão
Do ponto de vista nutricional, o mangostão não é uma “superbomba” vitamínica, mas traz uma combinação interessante de água, açúcares naturais, fibras e pequenas quantidades de vitaminas e minerais. A polpa é a parte mais consumida, enquanto a casca concentra boa parte das xantonas estudadas, apesar de não ser tradicionalmente ingerida in natura.
Além de vitamina C em quantidade moderada, o consumo da fruta, seja fresca ou em sucos, costuma vir acompanhado de outras frutas variadas e hortaliças, o que naturalmente aumenta a oferta de compostos de ação antioxidante. Já cápsulas e extratos concentrados de mangostão exigem acompanhamento profissional, especialmente para quem usa medicamentos ou tem doenças crônicas.
Como plantar mangostão de forma prática e sustentável
Para quem sonha em colher mangostão no próprio sítio ou quintal, é importante saber que ele é de crescimento lento e gosta de clima quente, úmido e estável. Geadas, ventos fortes e mudanças bruscas de temperatura podem prejudicar bastante o desenvolvimento da planta, especialmente nos primeiros anos de vida.
O processo de plantio costuma ser organizado em etapas simples e planejadas, da escolha das mudas até o manejo de sombreamento e irrigação, sempre pensando no longo prazo. Abaixo estão alguns passos básicos que ajudam muito quem está começando o cultivo:
- Escolha do local: dar preferência a áreas de clima tropical ou subtropical úmido, com boa disponibilidade de água e proteção contra ventos fortes.
- Preparação do solo: o solo ideal é profundo, bem drenado e rico em matéria orgânica. Recomenda-se análise de solo para ajuste de pH e nutrientes.
- Seleção de mudas: optar por mudas sadias, de viveiros confiáveis, com sistema radicular bem formado. O mangostão costuma ser propagado por sementes, o que torna o crescimento mais lento.
- Época de plantio: períodos chuvosos tendem a favorecer o pegamento das mudas, reduzindo a necessidade de irrigação intensa nos primeiros meses.
- Espaçamento: geralmente utiliza-se espaçamento amplo, em torno de 8 m x 8 m ou mais, permitindo o desenvolvimento da copa ao longo dos anos.
- Irrigação e sombreamento: manter o solo úmido, sem encharcar. Em regiões muito quentes, o sombreamento parcial ajuda a proteger as mudas jovens.
- Adubação e manejo: adubações orgânicas frequentes, controle de plantas competidoras e monitoramento de pragas e doenças fazem parte da rotina.
Se você gosta de cultivo, separamos esse vídeo do canal Adoro Plantar ensinando a como plantar em casa:
Para quem está começando, algumas boas práticas simples podem fazer a diferença no sucesso do pomar e na saúde do solo, especialmente em sistemas agroflorestais ou em propriedades pequenas.
- Priorizar o uso de compostos orgânicos e adubos verdes para melhorar a estrutura do solo.
- Manter cobertura morta ao redor da planta, reduzindo perda de umidade e erosão.
- Observar sinais de deficiência nutricional nas folhas, como amarelamento ou queda prematura.
- Evitar podas drásticas, já que a espécie é sensível a estresses intensos.
- Integrar o cultivo a outras culturas, quando possível, para otimizar o uso da área e aumentar a biodiversidade.
O mangostão compensa como fruta para consumo e como cultivo agrícola
Nutricionalmente, o mangostão se destaca mais pelos compostos bioativos e antioxidantes do que pela quantidade de macronutrientes. No campo, é uma cultura de longo prazo, que exige paciência, planejamento e um olhar atento para mercado, logística e manejo adequado, mas pode oferecer boa valorização em feiras e empórios especializados.
Em regiões com clima favorável, ele se torna um diferencial para produtores que desejam diversificar o pomar e agregar valor com frutas tropicais menos comuns. Com a continuidade das pesquisas até 2026, novas informações sobre xantonas e outros compostos devem surgir, enquanto consumidores e agricultores seguem descobrindo o mangostão pelo sabor, pela curiosidade e pelo potencial econômico.







