Perceber o mundo em cores diferentes pode ser uma experiência curiosa e, por vezes, desafiadora. Para aqueles que têm dificuldades em diferenciar certos tons, pode estar presente uma condição visual conhecida como Daltonismo, que apesar de comum, possui sutilezas que muitas vezes passam despercebidas por quem não é afetado.
O que é daltonismo?
O daltonismo, tecnicamente denominado discromatopsia, é um tipo de deficiência visual que altera a forma como certas cores são percebidas. Ele ocorre quando as células fotorreceptoras denominadas cones, localizadas na retina, não funcionam corretamente na identificação de comprimentos de onda específicos.
Na maioria dos casos, o daltonismo é hereditário e se manifesta mais em homens, devido à sua associação com o cromossomo X. Pessoas com essa condição podem ter dificuldades com a percepção das cores vermelho, verde ou azul, variando conforme o tipo de daltonismo e a intensidade da alteração visual.
Para compreender melhor tudo sobre daltonismo, assista ao vídeo a seguir, no qual a oftalmologista Dra. Claudia Del Claro explica o assunto de forma clara e didática no canal Dra. Claudia Del Claro – Oftalmologista.
Quais são os principais tipos de daltonismo?
Diversas formas de daltonismo foram classificadas de acordo com as diferenças na percepção das cores. Cada tipo afeta de maneira particular a forma como o cérebro interpreta os estímulos luminosos recebidos pela retina.
- Protanopia: Caracterizada por menor sensibilidade ao vermelho, fazendo com que essa cor se confunda com verde ou marrom.
- Deuteranopia: A forma mais comum de daltonismo, em que o verde é confundido com o vermelho e com outras cores próximas.
- Tritanopia: Mais rara, afeta a percepção do azul e do amarelo, alterando a visão das chamadas cores frias.
- Acromatopsia: Uma forma extrema, em que o indivíduo percebe a visão apenas em preto, branco e tons de cinza.
Como identificar os sintomas do daltonismo?
Os sinais do daltonismo podem surgir já na infância, durante as atividades escolares que envolvem o uso de cores. Situações simples, como pintar desenhos, usar materiais coloridos ou identificar figuras em livros, podem revelar dificuldades na distinção de tons.
A condição também pode ser percebida quando a criança demora a aprender os nomes das cores ou apresenta preferência por cores mais escuras, confundindo facilmente certos tons. Em adultos, o daltonismo às vezes só é notado ao dirigir, escolher roupas ou lidar com códigos de cores no trabalho.
🎨👁️ Sinais de Daltonismo na Infância e na Vida Adulta
| Fase da Vida | Sinais e Situações Comuns |
|---|---|
| Infância | Dificuldade em distinguir tons durante atividades escolares como pintar desenhos, usar materiais coloridos ou identificar figuras em livros. |
| Aprendizado das cores | Demora para aprender os nomes das cores, preferência por tons mais escuros e confusão frequente entre determinadas cores. |
| Vida adulta | Percepção do problema ao dirigir, escolher roupas ou lidar com códigos de cores no ambiente de trabalho. |
💡 Dica: Ao notar esses sinais, a avaliação com um oftalmologista pode confirmar o diagnóstico e orientar adaptações necessárias.
Como lidar com o daltonismo no dia a dia?
Ainda que o daltonismo genético não tenha uma cura definida, soluções práticas estão disponíveis para facilitar o cotidiano das pessoas afetadas. Óculos e lentes especiais podem melhorar a distinção de cores por meio de filtros que aumentam o contraste entre determinados tons.
Além disso, existem aplicativos e ferramentas digitais projetados para ajudar a identificar e diferenciar cores, contribuindo para mais segurança em tarefas como leitura de gráficos, identificação de sinais luminosos e escolha de roupas. Adaptações em ambientes de estudo e trabalho também podem favorecer maior autonomia.

Quais são os próximos passos para uma avaliação correta?
Para quem desconfia ser daltônico, realizar testes visuais formais é o melhor caminho para confirmar e classificar a condição. Ferramentas online, como as famosas placas de Ishihara, podem servir como primeiro passo ao apontar a possível existência do daltonismo.
Com um diagnóstico claro, a adoção de adaptações simples pode transformar essa singularidade visual em algo melhor gerido no dia a dia. Orientação com oftalmologista ou especialista em visão pode auxiliar na escolha de recursos e estratégias, possibilitando mais autonomia e segurança em diversas atividades.
Entre em contato:
Dra. Anna Luísa Barbosa Fernandes
CRM-GO 33.271








