Muitas palavras da língua portuguesa possuem uma sonoridade idêntica, mas grafias que seguem regras etimológicas distintas. Um dos erros mais persistentes ocorre com termos que utilizam o dígrafo “CH”, mas que, por influência visual ou confusão com outras regras, acabam sendo escritos com a letra “X”. Dominar essas diferenças é essencial para manter a autoridade técnica em qualquer produção textual.
Chuchu ou Xuxu: O erro que nasceu na fala popular
A palavra que lidera o ranking de confusões ortográficas nesse cenário é chuchu. Embora seja muito comum encontrar a grafia “xuxu” em cardápios, feiras e até em mensagens informais (muitas vezes por influência do apelido de personalidades famosas), a norma culta é rigorosa: a palavra deve ser escrita exclusivamente com “CH”.
A origem do termo vem do francês chouchou, o que justifica a manutenção do dígrafo na nossa língua. Escrever com “X” é considerado um erro gramatical que pode comprometer a credibilidade de um texto profissional ou acadêmico. Manter a atenção a esse detalhe demonstra um cuidado especial com a precisão do vocabulário oficial brasileiro hoje.

Por que pichar é com “CH” e não com “X”?
Outro exemplo clássico de erro recorrente é o verbo pichar. Devido à popularização do termo “pixação” no universo do grafite e das intervenções urbanas, muitas pessoas acreditam que a forma correta envolve a letra “X”. No entanto, a palavra deriva de “piche” (substância negra e viscosa), que obrigatoriamente utiliza o dígrafo “CH”.
A confusão ocorre porque existe uma tendência visual em associar letras como o “X” a termos considerados modernos ou transgressores. Contudo, para o Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (VOLP), a única forma aceita é o uso do “CH”. Respeitar a etimologia da palavra é o caminho mais seguro para quem deseja produzir conteúdos com rigor linguístico e clareza técnica.
Outras palavras que enganam o olhar do escritor
Existem termos que, pela proximidade com outras palavras que usam “X”, acabam induzindo o escritor ao erro por analogia. Palavras como salsicha e bochecha são frequentemente vítimas dessa troca, mesmo possuindo estruturas fonéticas que não justificam o uso da letra “X” segundo as regras gramaticais vigentes no território nacional.
Para facilitar sua memorização e garantir que sua produção textual esteja alinhada com as normas cultas, protegendo sua autoridade como redator, observe atentamente os exemplos seguintes:
- Salsicha (nunca “salsixa”).
- Bochecha (nunca “boxexa”).
- Chumaço (nunca “xumaço”).
- Ficha (nunca “fixa” — exceto quando se refere ao adjetivo de algo que está fixo).
- Fachada (nunca “faxada”).
Existe uma regra para saber quando usar “CH”?
Diferente do uso do “X” após ditongos (como em caixa ou peixe), o uso do “CH” não possui uma regra única e universal, dependendo majoritariamente da origem da palavra (latim, francês ou outras línguas). Por isso, a consulta frequente a dicionários e ao vocabulário oficial é a estratégia mais eficiente para evitar equívocos.
A Academia Brasileira de Letras reforça que o hábito da leitura é a melhor ferramenta para fixar essas grafias complexas. Quando você visualiza a palavra escrita corretamente de forma repetida, o cérebro automatiza o processo, reduzindo as chances de cometer erros por distração. Manter o rigor na escrita é um diferencial competitivo fundamental no mercado de trabalho atual e competitivo.
No vídeo abaixo do TikTok Profpaulinhokuririn, que conta com mais de 202 mil seguidores, ele explica em 1 minuto como usar o CH e o X:
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Como validar a grafia oficial rapidamente?
Sempre que houver dúvida entre o uso de “CH” ou “X”, a fonte definitiva de consulta deve ser o Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa. Este recurso é gerido pelas autoridades linguísticas do país e reflete todas as atualizações do Acordo Ortográfico vigente. Consultar bases oficiais garante que sua decisão seja baseada em fatos gramaticais e não em suposições populares.
Para verificar a grafia de qualquer termo técnico ou comum e assegurar a precisão do seu texto, você deve acessar o portal oficial da Academia Brasileira de Letras. O uso do VOLP é o padrão de excelência para quem busca produzir conteúdos com máxima qualidade e credibilidade gramatical em qualquer plataforma de comunicação hoje.










