Entre as muitas dúvidas de ortografia em língua portuguesa, “viagem” e “viajem” ainda aparecem com frequência em redações, mensagens e até em textos profissionais. As duas formas existem na norma culta, mas cada uma pertence a uma classe gramatical diferente, e entender essa distinção ajuda a evitar deslizes em situações formais, especialmente em provas, concursos e ambientes de trabalho.
Quando a palavra “viagem” com G está correta
A palavra viagem, com “g”, é um substantivo. Ela designa o ato de se deslocar de um lugar para outro, seja por lazer, trabalho ou qualquer outro motivo, e também pode ter sentido figurado, indicando um percurso mental, uma experiência intensa ou até uma narrativa.
Por ser substantivo, “viagem” aceita o uso de artigos e determinantes, como pronomes e adjetivos. Se for possível colocar “a”, “uma”, “essa”, “minha” antes da palavra, o termo adequado será com “g”, como em “a viagem de negócios”, “uma viagem longa” ou “essa viagem internacional”, muito comuns em textos informativos e acadêmicos.
Como usar a forma verbal “viajem” corretamente na escrita
Já viajem, com “j”, não é substantivo: trata-se de uma forma verbal do verbo “viajar”. Especificamente, pode aparecer como presente do subjuntivo ou imperativo na terceira pessoa do plural, em frases como “que eles viajem”, “tomara que viajem amanhã” ou “viajem com cuidado”.
Ao contrário da forma com “g”, “viajem” não aceita artigo antes dela, portanto não faz sentido dizer “a viajem” ou “uma viajem”. A forma com “j” costuma aparecer acompanhada de pronomes pessoais ou sujeitos, como “eles”, “vocês” ou “os alunos”, e quase sempre indica desejo, recomendação, hipótese ou orientação em contextos formais e informais.
Para aprofundarmos no tema, trouxemos o vídeo do Professor Laércio Sousa, que explica a diferença dos dois termos:
@quimica2119 Viagem ou Viajem ? #humor #concursos #enem #concursopublico #portugues #comedia ♬ som original – Prof º Laércio Sousa
Como não errar entre viagem e viajem no dia a dia
Para diferenciar “viagem” e “viajem” no dia a dia, uma estratégia simples é aplicar o chamado teste do artigo. Sempre que houver dúvida, verifique se a palavra permite o uso de termos como “a”, “uma” ou “aquela”; se a frase continuar com sentido, a forma adequada será com “g”.
Essa distinção fica ainda mais clara com exemplos breves que mostram o uso correto em situações comuns de escrita:
- Substantivo (com G): “A viagem foi longa.” / “Planejaram uma viagem para 2025.”
- Verbo (com J): “Que eles viajem em segurança.” / “É importante que viajem cedo.”
Quais erros são mais comuns envolvendo viagem e viajem
Na prática, os equívocos aparecem sobretudo em textos rápidos, como mensagens eletrônicas e publicações em redes sociais. Muitos deslizes decorrem da pronúncia semelhante, o que leva quem escreve a trocar o substantivo “viagem” pela forma verbal “viajem”, ou o contrário, sem perceber a diferença gramatical.
Alguns erros típicos são: usar “viajem” como se fosse substantivo, como em “Boa viajem para todos”, e empregar “viagem” como verbo, como em “Espero que viagem amanhã”. Essas construções podem ser corrigidas facilmente ao aplicar as regras mencionadas, escrevendo “Boa viagem para todos” (substantivo) e “Espero que viajem amanhã” (verbo).

Como fixar a diferença entre viagem e viajem no cotidiano
Para consolidar o uso correto, uma rotina simples de observação e prática costuma ser suficiente. Ler com atenção textos jornalísticos, obras literárias e comunicados oficiais ajuda a perceber que “viagem” aparece sobretudo como substantivo, enquanto “viajem” é restrito a situações específicas, sempre ligado ao verbo “viajar”.
- Registrar exemplos: anotar frases com “viagem” e “viajem” em um caderno ou arquivo digital.
- Revisar mensagens: antes de enviar um texto formal, reler e aplicar o teste do artigo.
- Praticar substituições: trocar “viagem” por “passeio” e “viajem” por “viajar” para conferir se a frase mantém sentido.
Com o tempo, essa atenção se torna automática, e a escolha entre “viagem” e “viajem” passa a ocorrer de forma natural. Em um contexto em que a escrita digital ganha cada vez mais espaço em 2025, dominar diferenças como essa contribui para textos mais claros, corretos e alinhados às normas da língua portuguesa.










