Com 500 mil habitantes no noroeste paulista, São José do Rio Preto foi o primeiro município da história a cravar nota máxima em todas as dimensões do Ranking do Saneamento. E o efeito disso entra na rotina de quem mora por ali.
O feito inédito que colocou Rio Preto no topo do país
Em 2023, a cidade subiu oito posições e assumiu o primeiro lugar entre os 100 maiores municípios brasileiros avaliados pelo Instituto Trata Brasil. Foi a primeira vez em 15 edições que um município obteve pontuação máxima em todos os indicadores analisados.
Água potável chega a 100% da população, a coleta de esgoto atende 93,9% e o tratamento cobre 91,6% do esgoto gerado. Em 2024, Rio Preto manteve nota dez e ficou em segundo, empatada com Maringá e Campinas, segundo a Semae Rio Preto.

Quanto custa a água de quem mora na cidade?
A tarifa residencial de 15 metros cúbicos custa R$ 78,50 em Rio Preto, enquanto Maringá cobra R$ 177,80 e Campinas chega a R$ 207,06. É a menor conta entre as três cidades que atingiram a universalização do saneamento no país.
O morador paga menos da metade do que pagaria nas concorrentes diretas no ranking, e recebe o mesmo padrão de serviço. A autarquia municipal mantém a gestão pública e investe cerca de R$ 125 por habitante ao ano em infraestrutura hídrica.
São José do Rio Preto, no noroeste de São Paulo, é destacada como a terceira melhor cidade do Brasil para se viver, segundo o Índice de Gestão Municipal (IDGM). O vídeo do canal “Cidades do Interior” apresenta um panorama detalhado sobre a infraestrutura e a qualidade de vida local:
O que explica a 8ª posição da cidade no ranking nacional
O Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal (IFDM) de 2025 colocou Rio Preto como a 8ª cidade mais desenvolvida do Brasil e a 4ª de São Paulo. Entre as que ficaram à frente no recorte nacional, só Curitiba tem mais habitantes.
O indicador de Emprego e Renda atingiu 0,9750 em nível alto. Saúde subiu para 0,8503 e Educação chegou a 0,7996, de acordo com a Prefeitura de São José do Rio Preto. A economia diversificada entre agronegócio, indústria e serviços mantém a taxa de emprego aquecida.
Como é o cotidiano na Cidade dos Ipês?
O apelido vem da arborização planejada que pinta as ruas de amarelo, roxo e rosa entre agosto e setembro. A florada transforma bairros inteiros em corredores coloridos e virou parte da identidade local.
A malha viária bem distribuída permite cruzar a cidade em cerca de 20 minutos, raridade em municípios desse porte. Os moradores circulam entre áreas verdes, escolas e serviços sem enfrentar os congestionamentos típicos das grandes capitais.

Saúde como âncora do dia a dia
O Hospital de Base (HB), ligado à Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (FAMERP), é o segundo maior hospital-escola do país em produção pelo Sistema Único de Saúde. São 838 leitos, 30 salas cirúrgicas e mais de 55 especialidades médicas atendendo pacientes de mais de 100 municípios da região.
A estrutura realiza transplantes de fígado, coração, pulmão e medula óssea. Para quem escolhe a cidade como moradia, ter esse nível de assistência a poucos minutos de casa muda o cálculo de segurança pessoal no longo prazo.
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Quando é melhor visitar ou se mudar para a cidade?
O clima de Rio Preto é tropical e seco no inverno, com verões quentes e chuvosos. As temperaturas médias ajudam a planejar mudanças e passeios ao longo do ano.
Temperaturas aproximadas com base no Climatempo. Condições podem variar.

Como chegar ao noroeste paulista
Rio Preto fica a 442 km da capital paulista pela Rodovia Washington Luís (SP-310), cerca de 5h30 de carro. O Aeroporto Prof. Eribelto Manoel Reino opera voos diários para Guarulhos, Campinas e Brasília. Ônibus interestaduais partem de várias cidades do Sudeste e Centro-Oeste.
Por que conhecer a cidade que virou referência no interior
Rio Preto prova que é possível combinar uma cidade média com indicadores de desenvolvimento de primeiro mundo, saúde de ponta e rua arborizada. O saneamento perfeito é só o começo da conversa.
Você precisa conhecer São José do Rio Preto e sentir o ritmo de uma cidade que cresce sem perder a leveza do interior paulista.









