Pleonasmo e hipérbole são figuras de linguagem muito presentes no português falado e escrito, especialmente no Brasil. Elas aparecem em conversas cotidianas, músicas, propagandas e textos literários, muitas vezes sem que as pessoas percebam. Embora sejam usadas de formas diferentes, ambas ajudam a intensificar a mensagem e a expressar emoções com mais impacto.
O que é pleonasmo e por que ele é tão comum?
Pleonasmo é a repetição de uma ideia com palavras diferentes para reforçar o sentido da mensagem. Em alguns casos, ele é considerado erro; em outros, é um recurso expressivo totalmente aceitável.
Quando usado intencionalmente, o pleonasmo dá ênfase e clareza, como em “vi com meus próprios olhos” ou “subir para cima”. Já quando não acrescenta valor ao sentido, é redundância desnecessária, especialmente em textos formais.
Aprenda a diferenciar o reforço estilístico do erro gramatical no uso da língua. O vídeo é do canal Português sem Enrolação – Professora Lis, que conta com mais de 300 mil inscritos, e detalha as diferenças entre o pleonasmo vicioso e o literário, apresentando exemplos práticos para evitar redundâncias desnecessárias:
Quando o pleonasmo é considerado correto?
O pleonasmo é considerado correto quando tem função expressiva ou estilística. Na literatura, na música e na linguagem oral, ele reforça sentimentos e torna a comunicação mais enfática.
Antes de diferenciar do erro, observe exemplos de pleonasmo expressivo:
- “Chorar lágrimas de dor”
- “Entrar para dentro”
- “Sorrir um sorriso sincero”
Nesses casos, a repetição intensifica a emoção ou o significado, não prejudicando a compreensão.
O que é hipérbole na linguagem?
Hipérbole é a figura de linguagem usada para exagerar uma ideia de forma intencional. Ela não deve ser interpretada literalmente, pois seu objetivo é causar impacto, humor ou dramaticidade.
Expressões como “esperei uma eternidade”, “estou morrendo de fome” ou “chorei rios de lágrimas” são exemplos claros de hipérbole. O exagero aproxima a fala das emoções reais de quem se expressa, tornando a comunicação mais envolvente.
Domine o uso do exagero intencional para dar mais expressividade à sua fala. O vídeo é do canal Professor Noslen, que conta com quase 5 milhões de inscritos, e detalha o conceito de hipérbole como uma figura de pensamento utilizada para enfatizar mensagens através de expressões exageradas:
Por que usamos hipérbole no dia a dia?
Usamos hipérbole para expressar sentimentos intensos de maneira rápida e compreensível. O exagero facilita a transmissão de emoções como cansaço, alegria, raiva ou surpresa.
A hipérbole é muito comum na oralidade porque aproxima a linguagem da experiência emocional. Em vez de explicar detalhadamente o que sente, a pessoa exagera e o interlocutor entende imediatamente a intensidade da situação.
Leia também: Por que sentimos raiva quando erramos algo bobo, segundo a psicologia

Qual é a diferença entre pleonasmo e hipérbole?
A principal diferença é que o pleonasmo repete uma ideia, enquanto a hipérbole exagera essa ideia. Ambos intensificam a mensagem, mas usam estratégias diferentes.
Veja a tabela abaixo para facilitar a comparação:
| Figura de linguagem | Característica principal | Exemplo comum |
|---|---|---|
| Pleonasmo | Repetição de sentido | “Subir para cima” |
| Hipérbole | Exagero intencional | “Estou morto de cansaço” |
Enquanto o pleonasmo reforça pelo reforço semântico, a hipérbole atua pelo excesso.
Essas figuras de linguagem são erros?
Não, pleonasmo e hipérbole não são erros quando usados de forma consciente e adequada ao contexto. Elas se tornam problemáticas apenas em textos formais ou técnicos, quando comprometem a objetividade.
Na comunicação cotidiana, literária e criativa, essas figuras enriquecem a linguagem, aproximam as pessoas e tornam a fala mais expressiva. Saber reconhecê-las ajuda não apenas a escrever melhor, mas também a interpretar mensagens com mais clareza e sensibilidade.










