Erros de ortografia acontecem até com quem escreve bem, especialmente quando envolvem palavras muito usadas no dia a dia. No Brasil, algumas grafias incorretas se popularizaram tanto que parecem certas — mas não são. Conhecer a forma correta ajuda a melhorar a escrita, evita constrangimentos e transmite mais clareza e credibilidade em qualquer contexto.
“Agente” ou “a gente”?
O erro entre “agente” e “a gente” é um dos mais comuns da língua portuguesa no Brasil. “A gente” é uma expressão equivalente a “nós”, usada na linguagem informal, enquanto “agente” é um substantivo que indica alguém que age ou exerce uma função.
A confusão ocorre porque a pronúncia é praticamente a mesma na fala. No entanto, na escrita, a diferença muda completamente o sentido da frase, especialmente em textos profissionais e escolares.

“Mais” ou “mas”?
“Mais” e “mas” são palavras diferentes que costumam ser trocadas por descuido. “Mais” indica quantidade ou intensidade, enquanto “mas” é uma conjunção usada para indicar oposição.
Esse erro é frequente em mensagens rápidas e redes sociais. Apesar disso, em textos formais, a troca compromete o entendimento e pode passar a impressão de desatenção.
“Haver” ou “a ver”?
“Haver” e “a ver” têm significados distintos, mas são frequentemente confundidos por causa da sonoridade. “Haver” é um verbo que indica existência ou tempo decorrido, enquanto “a ver” é uma expressão que indica relação ou conexão.
Usar uma forma no lugar da outra altera o sentido da frase. Por isso, entender o contexto é essencial para escolher a grafia correta.
“Concerteza” ou “com certeza”?
A forma “concerteza” não existe na língua portuguesa. O correto é sempre escrever “com certeza”, separado, pois se trata da junção de uma preposição com um substantivo.
Esse erro é extremamente comum por causa da pronúncia contínua na fala. Mesmo assim, em qualquer tipo de texto escrito, a forma junta é considerada incorreta.
“Excessão” ou “exceção”?
O correto é “exceção”, com “ç”, e não “excessão”. A confusão ocorre porque a palavra vem do verbo “excluir”, e não de “excesso”, apesar da semelhança sonora.
Esse erro aparece com frequência em textos formais, contratos e redações, reforçando a importância de atenção especial a essa grafia.
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Qual é a forma correta de cada palavra?
Para facilitar a visualização, veja a tabela abaixo com os erros mais comuns e suas formas corretas:
| Forma incorreta | Forma correta | Uso correto |
|---|---|---|
| agente | a gente | Equivale a “nós” |
| mais | mas | Indica oposição |
| haver | a ver | Indica relação |
| concerteza | com certeza | Expressa certeza |
| excessão | exceção | Indica algo fora da regra |
Esses erros não definem o domínio da língua, mas corrigi-los faz diferença na clareza e na imagem de quem escreve.
Por que esses erros são tão comuns?
Esses erros são comuns porque a fala influencia diretamente a escrita. Quando a pronúncia é parecida ou contínua, o cérebro tende a reproduzir no papel o que é ouvido, não o que é gramaticalmente correto.
Prestar atenção a essas palavras e revisar o texto com calma já reduz grande parte dos deslizes. Pequenos ajustes na escrita fazem grande diferença na comunicação e ajudam a transmitir mais segurança, cuidado e profissionalismo no dia a dia.










