Um raio, um acelerador de partículas e um acidente científico mudaram a vida de Barry Allen nos quadrinhos. Parece ficção exagerada, mas o curioso é que os dois elementos centrais da origem do Flash realmente existem no Brasil. A diferença é que, fora da cultura pop, eles não criam meta-humanos — criam conhecimento, tecnologia e avanços científicos reais.
Quais são as duas coisas que deram poderes ao Flash?
As duas coisas que deram poderes ao Flash foram um raio e um acelerador de partículas, segundo a narrativa clássica da DC Comics. Na história, a combinação de energia extrema e ciência avançada provoca uma transformação impossível no corpo humano.
Na vida real, esses dois elementos existem separadamente e são amplamente estudados no Brasil. O que muda é o objetivo: enquanto os quadrinhos usam esses fenômenos como gatilhos narrativos, a ciência brasileira os utiliza de forma controlada, segura e altamente especializada.

O Brasil também tem acelerador de partículas de verdade?
Sim, o Brasil possui um acelerador de partículas real e de nível mundial, localizado em Campinas, no interior de São Paulo. Trata-se do Sirius, operado pelo Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS).
Diferente da ficção, o Sirius não cria mutações nem envolve pessoas em experimentos. Ele acelera elétrons para gerar luz síncrotron extremamente brilhante, usada para observar estruturas microscópicas com precisão inédita, revolucionando áreas como medicina, biologia e novos materiais.
Veja a tabela abaixo com informações essenciais sobre esse acelerador brasileiro:
| Item | Informação |
|---|---|
| Nome | Sirius |
| Localização | Campinas (SP) |
| Tipo | Acelerador de partículas (luz síncrotron) |
| Uso | Pesquisa científica avançada |
| Segurança | Totalmente controlado e sem testes humanos |
Conheça o Sirius, o maior e mais complexo acelerador de partículas do Brasil, localizado no Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), em Campinas. O vídeo apresenta uma visão prática de como essa tecnologia de ponta é utilizada para pesquisas científicas avançadas:
Raios existem no Brasil em escala extrema?
Sim, o Brasil é um dos países com maior incidência de raios no mundo, segundo estudos meteorológicos e científicos. Todos os anos, milhões de descargas elétricas atingem o território nacional, especialmente nas regiões Sudeste e Centro-Oeste,.
Essa energia impressionante inspira a cultura pop, mas na ciência real os raios são estudados para prevenir acidentes, melhorar sistemas elétricos e entender fenômenos atmosféricos. Eles não concedem habilidades especiais, mas ajudam a salvar vidas por meio de pesquisas em segurança e engenharia.
Por que a cultura pop liga aceleradores a superpoderes?
A cultura pop usa aceleradores de partículas porque eles simbolizam o limite máximo da ciência e da energia humana. Para roteiristas, essas máquinas representam o ponto onde algo extraordinário pode acontecer.
Na realidade, o que existe é controle absoluto, protocolos rígidos e foco em conhecimento. A ciência nunca tentou — nem tenta — criar humanos alterados. O imaginário do Flash nasce do fascínio coletivo por energia, velocidade e transformação, não de fatos científicos.
Antes de separar ficção de realidade, vale entender o contraste central:
- Na ficção, energia extrema gera poderes
- Na ciência, energia extrema gera dados
- Nos quadrinhos, o acidente cria heróis
A ciência brasileira está mais perto ou mais longe dos “meta-humanos”?
A ciência brasileira está longe de criar meta-humanos, mas muito perto de transformar a vida real. O impacto não é visível como um raio azul, mas acontece silenciosamente em hospitais, laboratórios e tecnologias do dia a dia.
O Sirius, por exemplo, contribui para medicamentos mais eficazes, diagnósticos mais precisos e materiais inovadores. Isso não cria supervelocidade, mas amplia algo ainda mais poderoso: a capacidade humana de compreender, curar e evoluir.
No fim das contas, as duas coisas que deram poderes ao Flash existem no Brasil, mas seguem caminhos opostos. Uma vive na ficção e acelera heróis imaginários. A outra vive na ciência e acelera o conhecimento humano — sem capas, sem raios e sem acidentes, mas com impactos reais que mudam o mundo.










