Ao explorar o português falado em diferentes regiões do Brasil, surgem expressões que chamam a atenção de quem não está habituado ao vocabulário local. Em muitos casos, trata-se de palavras usadas no dia a dia, ligadas à alimentação, ao transporte ou ao modo de vida, como cacetinho, pão de sal, buzu e jerimum, termos que revelam como a língua acompanha a cultura de cada lugar e se conecta a histórias regionais específicas.
Quais são as palavras mais estranhas que você vai encontrar no português
Ao falar sobre “palavras mais estranhas que você vai encontrar no português”, muitas pessoas se lembram de termos que fogem ao vocabulário escolar e aparecem principalmente na conversa informal. No caso brasileiro, parte dessas palavras está ligada à culinária, ao transporte urbano e até a costumes locais, funcionando como marcas de identidade regional e de pertencimento.
Em determinados contextos, desconhecer esses termos pode dificultar até tarefas simples, como pedir um pão na padaria ou pegar um ônibus em outra cidade. Três grupos ganham destaque quando se fala em expressões regionais que soam diferentes para quem vem de fora e ilustram bem essa diversidade do português brasileiro.
- Formas regionais de nomear o pão francês, como “cacetinho” e “pão de sal”;
- Gírias para meios de transporte, como “buzu” para ônibus na Bahia;
- Nomes locais de alimentos, entre eles “jerimum”, comum no Nordeste.
Esses exemplos ajudam a entender como a palavra-chave “palavras mais estranhas que você vai encontrar no português” está diretamente ligada à diversidade de falares dentro do próprio Brasil. Em alguns casos, essas expressões chegam até à música, ao humor e às redes sociais, tornando-se símbolos de regiões inteiras.

Como o mesmo pão recebe muitos nomes no Brasil
Uma das situações mais comentadas entre viajantes é a surpresa ao entrar em uma padaria e perceber que o tradicional pão francês muda de nome de um estado para outro. Em algumas regiões do Sul, é comum encontrar o termo cacetinho; já em cidades de Minas Gerais, Goiás e parte do Nordeste, a designação mais conhecida é pão de sal, enquanto em outros lugares prevalece apenas “pãozinho”.
Trata-se do mesmo produto, com pequenas variações de receita, mas com identidades linguísticas distintas. Assim, a palavra “cacetinho” pode soar estranha ou engraçada para quem não é do Sul, enquanto “pão de sal” pode causar estranhamento em moradores de outras partes do país, ilustrando bem o fenômeno das palavras regionais em circulação pelo território nacional.
- Cacetinho: mais frequente no Rio Grande do Sul e em áreas próximas;
- Pão de sal: comum em Minas Gerais, Goiás e partes do Nordeste;
- Pão francês: forma mais difundida em diversas capitais e grandes centros urbanos.
Para exemplificarmos o tema e trazer essa curiosidades, trouxemos o vídeo do perfil especializado @resenhadosalimentos:
@resenhadosalimentos Pão francês, Cacetinho, Jacó, Bimba, Careca, Pão de sal… o mesmo pão, vários nomes! Já percebeu como um pão tem tantas nomenclaturas distintas pelo Brasil? Curioso né… e na sua cidade, como você o chama? Outra curiosidade legal, nas padarias há discórdias de como é servido este pão. Desse pão na chapa, com ou sem miolo, canoa, buraco… vários modos de servir este delicioso pãozinho. Aprenda neste vídeo de onde vem estes nomes e como é servido nas padarias. #resenhadosalimentos #pão #padaria #paofrances #brasil ♬ som original – Resenha dos Alimentos
O que significam “buzu” e “jerimum” no português do Brasil
No vocabulário do transporte urbano, uma das expressões que se destacam é buzu, usada principalmente na Bahia para se referir ao ônibus. Ao chegar a Salvador, por exemplo, é comum ouvir frases como “pegar o buzu” ou “esperar o buzu no ponto”, em que a palavra funciona como um código local prontamente reconhecido por quem vive na região.
Outra expressão bastante conhecida em estados nordestinos é jerimum, utilizada para nomear a abóbora em feiras livres, receitas tradicionais e conversas de família. Enquanto em boa parte do Brasil o termo mais comum é “abóbora”, em muitos municípios do Nordeste “jerimum” é a forma habitual, refletindo influências indígenas e o modo de falar de cada comunidade.
Como essas palavras revelam a diversidade do português brasileiro
Ao reunir casos como cacetinho, pão de sal, buzu e jerimum, percebe-se que o português brasileiro está longe de ser uniforme. Em vez de um único padrão de fala, existem inúmeros modos de nomear objetos idênticos, influenciados por fatores históricos, sociais e geográficos, o que torna o idioma mais dinâmico.
Em situações práticas, conhecer algumas dessas “palavras mais estranhas que você vai encontrar no português” pode facilitar deslocamentos, compras e interações em viagens dentro do próprio país. Além disso, esse repertório regional aparece em músicas, programas de TV, produções de internet e na literatura, funcionando como pequenos mapas linguísticos da diversidade brasileira em 2026.









