Uma casa colocada à venda após um divórcio escondia uma situação que surpreendeu o corretor Rafael Martins durante uma visita ao imóvel. No quintal, dois cães viviam sozinhos, dependendo de um alimentador automático para receber ração, enquanto os antigos moradores tentavam encerrar os assuntos relacionados à separação.
Corretor encontra dois cães sozinhos durante visita à casa
Rafael Martins havia recebido a tarefa de avaliar uma residência que seria vendida após o fim do casamento de Marina e Eduardo. Ao chegar ao endereço, encontrou os cômodos vazios, alguns móveis cobertos e sinais de que ninguém morava ali regularmente. Mas, ao abrir a porta dos fundos, percebeu dois cães no quintal da propriedade, observando seus movimentos com atenção.
Os animais, chamados Bento e Luna, tinham um recipiente automático de ração próximo à parede e um reservatório de água. Embora o equipamento ainda estivesse funcionando, Rafael percebeu que a situação exigia atenção. Não havia ninguém acompanhando diariamente os cães naquele momento, e o corretor começou a questionar quem estava responsável pelos cuidados dos animais.

Separação do casal deixou indefinido o destino dos animais
Ao entrar em contato com Marina, Rafael descobriu que os dois cães haviam sido adotados durante o casamento. Depois do divórcio, cada ex-cônjuge passou a morar em outro endereço, enquanto a casa permaneceu fechada à espera de compradores. Na conversa, ficou evidente que não existia um acordo claro sobre quem ficaria definitivamente com Bento e Luna.
Eduardo acreditava que o sistema automático de alimentação ajudaria a manter os animais enquanto procuravam uma solução. Marina, por sua vez, imaginava que ele continuava visitando o imóvel para verificar as condições do quintal. O problema era que a falta de comunicação havia criado uma situação de risco, pois oferecer ração não substitui acompanhamento, higiene e cuidados veterinários.
Alimentador automático não substitui os cuidados necessários
Equipamentos automáticos podem ajudar tutores que precisam organizar os horários de alimentação, mas não garantem, sozinhos, o bem-estar de um animal. Um cachorro também precisa de água limpa, ambiente adequado, proteção contra condições climáticas extremas, exercícios, interação e observação frequente. Além disso, falhas elétricas, entupimentos ou problemas no equipamento podem interromper o fornecimento de alimento sem aviso.
No caso de Bento e Luna, Rafael decidiu não tratar o encontro como um detalhe da venda. Ele comunicou aos responsáveis que os animais precisavam de acompanhamento imediato e pediu uma solução antes de continuar as visitas de possíveis compradores. O corretor também explicou que manter cães isolados em um imóvel vazio poderia representar um risco à saúde, dependendo do tempo de permanência e das condições oferecidas.

O que a legislação brasileira determina sobre maus-tratos aos cães?
No Brasil, o artigo 32 da Lei nº 9.605/1998 prevê punição para quem pratica abuso, maus-tratos, ferimentos ou mutilações contra animais. O artigo 32, § 1º-A, da Lei de Crimes Ambientais, incluído pela Lei nº 14.064/2020, estabelece pena de reclusão de dois a cinco anos, multa e proibição da guarda quando os maus-tratos envolvem cães ou gatos.
A proteção também aparece no artigo 225, § 1º, inciso VII, da Constituição Federal, que determina a proteção da fauna e veda práticas que submetam animais à crueldade. O dispositivo pode ser consultado no texto oficial da Constituição. Entretanto, a existência de um alimentador automático ou a ausência temporária dos tutores não caracteriza, isoladamente, um crime. Uma eventual responsabilização depende das circunstâncias, das provas e da apuração das autoridades competentes.
Destino de Bento e Luna e o alerta deixado pela história fictícia
Depois da conversa com Rafael, Marina e Eduardo concordaram que os cães não deveriam permanecer sozinhos na residência. Na história, Marina decidiu acolher temporariamente Bento e Luna, enquanto os dois organizavam um acordo definitivo sobre os cuidados dos animais. Com isso, o corretor conseguiu retomar o processo de venda sem deixar a situação dos cães pendente. A decisão mostrou a necessidade de definir a responsabilidade pelos animais durante uma separação.
Esta é uma história fictícia. Rafael Martins, Marina, Eduardo, Bento e Luna são personagens criados para ilustrar uma situação hipotética, sem representar um caso real ou uma denúncia comprovada. O contexto serve apenas para explicar os cuidados necessários e a legislação brasileira de proteção animal. Quem encontrar cães aparentemente abandonados deve evitar entrar em propriedades sem autorização, registrar informações de maneira segura e procurar a polícia ou os órgãos municipais de proteção animal para avaliação da situação.




