A desidratação em cães e gatos pode se desenvolver rapidamente nos dias quentes, especialmente quando os animais não bebem água suficiente ou perdem líquidos por vômitos e diarreia. Gengivas secas, fraqueza, falta de apetite e alterações na elasticidade da pele estão entre os sinais que merecem atenção dos tutores.
Por que cães e gatos correm maior risco de desidratação no calor?
Nos dias de temperatura elevada, o organismo precisa trabalhar para manter o equilíbrio térmico. Os cães regulam boa parte da temperatura corporal pela respiração ofegante, enquanto os gatos costumam reduzir suas atividades e procurar locais frescos. Quando a perda de água supera a quantidade ingerida, o animal pode desenvolver desidratação.
Segundo a Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade Cornell, a hidratação participa de funções como circulação sanguínea, digestão e controle da temperatura. Filhotes, idosos e animais com doenças preexistentes exigem atenção especial. Além disso, vômitos e diarreia podem acelerar a perda de líquidos, mesmo quando a temperatura ambiente não está extremamente alta.

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Quais sinais indicam que o cachorro ou gato pode estar desidratado?
Os primeiros sinais podem ser discretos, principalmente nos gatos, que frequentemente escondem alterações de comportamento. Observar a quantidade de água consumida, a disposição para brincar e a aparência das gengivas ajuda a identificar mudanças. A redução da atividade habitual merece atenção, especialmente quando aparece acompanhada de outros sintomas.
Entre os principais sinais de alerta estão:
- Gengivas secas ou pegajosas: a boca pode apresentar menos umidade do que o habitual.
- Fraqueza e apatia: o animal fica menos ativo, evita brincadeiras ou apresenta dificuldade para se movimentar.
- Perda de apetite: cães e gatos podem demonstrar menor interesse pela alimentação.
- Olhos encovados: podem aparecer em quadros mais avançados de desidratação.
- Pele com menor elasticidade: após ser suavemente levantada e solta, demora mais para retornar à posição normal.
- Alterações na urina: redução da quantidade urinada pode acompanhar a perda de líquidos, embora também tenha outras causas.
Como verificar as gengivas e a elasticidade da pele do animal?
Uma das observações possíveis é verificar se as gengivas estão úmidas, sem forçar a abertura da boca caso o animal demonstre desconforto. Também é possível levantar delicadamente uma pequena dobra de pele na região dos ombros e soltá-la. Em condições normais, ela tende a retornar rapidamente. Quando permanece elevada por mais tempo, pode existir redução da elasticidade cutânea.
Entretanto, esse teste não confirma nem exclui a desidratação sozinho. A Universidade Cornell explica que gatos idosos podem apresentar menor elasticidade da pele mesmo estando hidratados. A condição corporal e outros fatores também influenciam o resultado. Portanto, sinais suspeitos devem ser avaliados por um veterinário, especialmente quando surgem junto com fraqueza ou mudanças no comportamento. Separamos esse vídeo do canal do especialista SAÚDE ANIMAL Por Bruno Branco falando mais sobre esse tema:
Desidratação e insolação são a mesma coisa?
Não. A desidratação representa a redução da água disponível no organismo, enquanto a insolação ou golpe de calor envolve uma elevação perigosa da temperatura corporal. Os problemas podem ocorrer juntos, mas também possuem causas e consequências diferentes. Um animal pode desenvolver desidratação por doença gastrointestinal, por exemplo, sem necessariamente apresentar superaquecimento.
De acordo com a Universidade Cornell, respiração ofegante intensa, salivação excessiva, vômitos, fraqueza, desorientação e desmaios podem indicar golpe de calor em cães. Nos gatos, respiração de boca aberta e dificuldade respiratória também exigem atendimento imediato. Essas situações são emergências veterinárias e não devem ser tratadas apenas oferecendo água.
Como evitar que cães e gatos fiquem desidratados nos dias quentes?
A prevenção começa com água fresca e limpa sempre disponível. Distribuir potes em diferentes pontos da casa pode facilitar o acesso, especialmente para animais idosos ou que vivem com outros pets. Alguns gatos preferem fontes de água corrente, enquanto outros bebem melhor em recipientes largos. A alimentação úmida também pode contribuir para a ingestão diária de líquidos.
A Associação Americana de Medicina Veterinária recomenda garantir sombra, evitar exercícios nos horários mais quentes e nunca deixar animais dentro de carros estacionados. Passeios devem ocorrer preferencialmente em períodos de temperatura mais amena, com pausas e acesso à água. Também é necessário observar o calor do asfalto, que pode causar queimaduras nas patas.
O que fazer ao perceber sinais de desidratação no cachorro ou gato?
Se o animal apresentar sinais leves e estiver alerta, leve-o para um ambiente fresco e ofereça água limpa, sem obrigá-lo a beber. Entre em contato com um veterinário para receber orientação, pois desidratação pode exigir reposição de líquidos por vias específicas. Não utilize medicamentos humanos, soluções caseiras ou bebidas esportivas sem recomendação profissional.
Em casos de prostração intensa, desmaio, dificuldade respiratória ou suspeita de golpe de calor, procure atendimento veterinário de emergência. Enquanto organiza o transporte, leve o animal para um local ventilado e inicie o resfriamento com água fresca, não gelada, se houver suspeita de superaquecimento. A Universidade Cornell também orienta resfriamento cuidadoso em gatos com sinais de insolação. Reconhecer as alterações rapidamente e buscar assistência pode evitar complicações graves.




