A hesitação entre as formas faz e fazem é um dos obstáculos mais frequentes para quem deseja redigir e-mails e documentos com precisão técnica em 2026. Compreender a lógica da concordância verbal não é apenas uma questão de seguir regras, mas de garantir que sua mensagem projete segurança e domínio da norma culta. Pequenos ajustes na estrutura da frase podem transformar a percepção de sua autoridade intelectual no ambiente corporativo brasileiro.
Por que a concordância do verbo fazer gera tanta dúvida no dia a dia?
A confusão ocorre principalmente porque o verbo fazer assume funções diferentes dependendo do que se pretende comunicar na oração. Na maioria das vezes, o cérebro busca concordar o verbo com o número que vem logo em seguida, o que nos leva ao erro instintivo de pluralizar o termo de forma desnecessária. De acordo com a Academia Brasileira de Letras, a regra de impessoalidade é o ponto onde a maioria dos profissionais acaba tropeçando.
Em um cenário de comunicação acelerada, o erro de concordância torna-se um ruído que desvia a atenção do conteúdo para a forma. Entender quando o verbo “manda” no sujeito e quando ele é um “solitário” na frase é o segredo para uma escrita limpa e profissional. A clareza gramatical blinda a sua imagem contra interpretações de descuido ou falta de preparo técnico nas relações de trabalho atuais.

Quando o verbo “fazer” é impessoal e deve permanecer no singular?
O erro mais comum acontece quando o verbo fazer é utilizado para indicar tempo decorrido ou fenômenos da natureza. Nesses casos, ele é classificado como um verbo impessoal, o que significa que ele não possui um sujeito para realizar a ação. Como não há ninguém “fazendo” o tempo passar, o verbo deve obrigatoriamente permanecer na terceira pessoa do singular, independentemente de estarmos falando de dias, meses ou anos.
Esta lista apresenta os contextos onde o plural é proibido e o uso do singular é a única forma correta:
Como identificar situações em que o plural “fazem” é obrigatório?
A forma fazem deve ser utilizada apenas quando o verbo possui um sujeito determinado que está executando uma ação concreta. Se você consegue identificar “quem” está fazendo algo e esse sujeito está no plural, o verbo deve acompanhar essa flexão para manter a harmonia da frase. É a regra básica de concordância: o verbo concorda em número e pessoa com o seu sujeito executor.
Ao redigir relatórios ou descrições de tarefas, é vital observar se o verbo está descrevendo uma atividade realizada por uma equipe ou grupo de pessoas. Quando os indivíduos são os agentes da ação, o plural torna-se a marca da precisão gramatical. A concordância correta organiza a lógica da sua frase e permite que o leitor compreenda imediatamente quem são os responsáveis pela tarefa mencionada no texto.
Quais são os exemplos mais frequentes dessa confusão em textos digitais?
Observar os erros alheios e os padrões de escrita em redes sociais ajuda a treinar o olhar crítico para não repetir os mesmos deslizes em documentos oficiais. Muitas vezes, a pressão por respostas rápidas faz com que o autor ignore a revisão semântica necessária. Identificar os “gatilhos” do erro permite que você corrija a frase mentalmente antes mesmo de terminar de digitá-la no teclado do seu computador.
Confira as situações cotidianas que mais geram dúvidas e como resolvê-las com a grafia correta:
Qual o impacto de um erro de concordância na sua autoridade profissional?
A escrita é a representação visual da sua competência técnica em ambientes onde o contato presencial é limitado. Um e-mail que contém “fazem cinco anos” pode sugerir, para um gestor ou cliente atento, uma falta de cuidado com as normas básicas da língua portuguesa. Em 2026, a autoridade profissional é construída através da consistência e da precisão em todos os canais de comunicação digital e física.
Erros repetitivos de concordância verbal podem atuar como barreiras invisíveis para promoções ou novas oportunidades de liderança. O domínio da norma culta sinaliza que o profissional possui rigor intelectual e atenção aos detalhes, características essenciais para cargos de alta responsabilidade. Escrever corretamente é uma ferramenta estratégica que abre portas e consolida a sua reputação no mercado brasileiro altamente competitivo.
No vídeo abaixo da professora Flaviaplucas, que conta com mais de 553 mil seguidores, ela explica como utilizar corretamente em uma frase o “faz e “fazem”:
@flaviaplucas ✅🚀🫶🏽Vem comigo! #redacao #concurso #enem #professoraderedacao ♬ som original – Flávia Lucas
Leia também: “A princípio” ou “em princípio”? Essa é a forma correta, segundo a língua portuguesa
Como fixar a regra e evitar deslizes gramaticais em e-mails importantes?
Uma técnica infalível para validar a sua escrita é tentar substituir o verbo “fazer” pelo verbo “existir” ou “haver” quando se tratar de tempo. Se o sentido de tempo decorrido permanecer, você saberá que o verbo deve ficar no singular. Se o verbo indicar uma construção, fabricação ou execução por parte de alguém, a concordância com o sujeito (singular ou plural) torna-se o caminho correto a seguir.
A prática da revisão lenta é a melhor aliada do profissional que busca a perfeição textual. Antes de clicar em enviar, releia as frases que contenham números e verifique se o verbo está concordando com uma ação ou apenas indicando a passagem das horas. A educação continuada e o uso de guias de consulta rápida garantem que sua comunicação seja sempre impecável e respeitada. O domínio do idioma é um investimento permanente em sua própria carreira e valor social no Brasil.










