A dúvida entre infarto e enfarte continua comum em 2025, especialmente porque as duas formas aparecem em notícias, conversas e documentos médicos. A boa notícia é que as duas palavras estão corretas, mas cada uma ganhou espaço diferente no Brasil e em Portugal. Entender como e quando usar cada uma ajuda a evitar confusões, principalmente em textos informativos e de saúde.
As duas formas são corretas, mas têm usos diferentes
Tanto infarto quanto enfarte são reconhecidos pelos dicionários e pela medicina para se referir ao mesmo processo: a morte de células de um tecido por falta de irrigação sanguínea. No Brasil, entretanto, a forma mais usada e mais aceita é infarto. Já em Portugal, a forma predominante é enfarte, inclusive em textos técnicos.
No contexto brasileiro, especialmente na cardiologia, “infarto” é a forma padrão para descrever o infarto agudo do miocárdio (IAM).

Por que existem duas formas diferentes
A diferença vem da evolução natural das línguas. O vocábulo tem origem no latim infarctus, que, ao longo dos séculos, deu origem às duas variantes. O português europeu manteve uma adaptação mais próxima ao som original, “enfarte”, enquanto o português brasileiro consolidou a forma “infarto”.
Apesar da diferença gráfica, ambas seguem a mesma regra semântica e significam exatamente a mesma condição médica.
Abaixo, um vídeo por prof.marciolazaro no TikTok:
O que é infarto e como ele acontece
O infarto ocorre quando uma artéria fica obstruída, impedindo que o sangue chegue ao tecido. No caso do infarto do miocárdio, o bloqueio interrompe o fluxo sanguíneo para o músculo cardíaco, causando danos celulares. É uma das principais emergências médicas em todo o mundo.
Os sintomas mais comuns incluem dor no peito, falta de ar, suor frio, náusea e dor irradiada para braço, mandíbula ou costas. Reconhecer os sinais precocemente pode salvar vidas.

Qual forma usar em textos brasileiros
Em publicações brasileiras, inclusive na imprensa, no meio médico e em materiais educativos, a recomendação é clara: usar a forma infarto. É a versão preferida pelos especialistas, pelas diretrizes cardiológicas e pelos manuais de redação no país.
A forma “enfarte” não é considerada errada, mas soa incomum no Brasil e é mais associada ao português europeu. Por isso, em 2025, a orientação para textos brasileiros é priorizar a variante mais padronizada e compreensível para o público.









