Espirrar é uma reação automática do organismo, tão comum que muitas pessoas raramente param para pensar no que realmente acontece no corpo nesse momento. Apesar de durar apenas alguns segundos, o espirro envolve uma sequência coordenada de movimentos musculares e reflexos nervosos. Sua principal função é proteger o sistema respiratório, expulsando partículas irritantes e ajudando a reduzir a entrada de microrganismos pelas vias aéreas.
O que acontece no corpo durante um espirro
O espirro começa com uma inspiração profunda, que enche os pulmões de ar. Em seguida, o diafragma se contrai e os músculos do tórax se preparam para gerar pressão interna, enquanto músculos da garganta e das cordas vocais se ajustam para controlar a passagem do ar.
Logo depois, o ar é expulso com força pela boca e pelo nariz, carregando as partículas que causaram irritação. Entram em ação músculos da face, do pescoço, do tórax, da parede abdominal e da região ao redor dos olhos, produzindo um jato de ar que pode alcançar altas velocidades e viajar por alguns metros de distância.
Para aprofundarmos no tema, trouxemos o vídeo do perfil @fatosdesconhecidos:
@fatosdesconhecidos Por que fechamos os olhos ao espirrar?
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Por que os olhos se fecham ao espirrar e qual o risco de mantê-los abertos
O fechamento dos olhos durante o espirro é um reflexo involuntário. O mesmo arco nervoso que dispara a sequência de movimentos respiratórios também ativa músculos ao redor das pálpebras, fazendo com que os olhos se fechem de forma automática, semelhante ao reflexo do joelho quando é estimulado em um ponto específico.
O mito de que os olhos poderiam “saltar” das órbitas se permanecessem abertos não encontra respaldo na anatomia. Os olhos são mantidos no lugar por músculos, ligamentos, nervos e pela própria cavidade óssea, o que impede esse deslocamento. Assim, mesmo que alguém consiga manter os olhos abertos ao espirrar, não há evidência de que isso, por si só, cause danos oculares significativos.
Prender o espirro pode fazer mal para a saúde
Quando o nariz e a boca são bloqueados propositalmente no momento do espirro, a pressão que seria liberada para fora acaba voltando para dentro das vias respiratórias e estruturas próximas. Essa pressão pode aumentar de forma significativa, atingindo níveis muitas vezes superiores aos de um espirro normal e se deslocando para a cavidade nasal, seios da face, garganta ou ouvido médio.
Entre os possíveis efeitos descritos por otorrinolaringologistas estão complicações que variam de leves a raramente graves, como aumento da pressão na orelha média, ruptura de pequenos vasos e desconforto torácico ou cefaleia. Em situações específicas, a repetição constante de segurar o espirro pode favorecer problemas cumulativos ao longo do tempo.
- Risco para o tímpano, devido ao aumento súbito de pressão na orelha média;
- Ruptura de pequenos vasos sanguíneos em olhos, nariz ou ouvido, o que pode causar pequenos sangramentos ou manchas avermelhadas;
- Desconforto no peito ou na cabeça, pela redistribuição forçada da pressão do ar.

Como lidar com o reflexo do espirro de forma mais segura
Diante desses aspectos, especialistas costumam orientar que o espirro seja liberado, mas com alguns cuidados para reduzir a disseminação de gotículas e proteger o entorno. Essas medidas também ajudam a prevenir a transmissão de vírus respiratórios, como os da gripe, resfriados e outras infecções comuns em épocas sazonais.
Entre as ações mais recomendadas estão formas simples de barreira física e higiene, que podem ser adotadas no dia a dia e em ambientes coletivos. A seguir estão algumas práticas consideradas mais seguras ao espirrar:
- Cobrir o nariz e a boca com um lenço descartável;
- Na ausência de lenço, usar a parte interna do cotovelo como barreira;
- Lavar as mãos com água e sabão após espirrar ou usar álcool em gel;
- Evitar apontar o espirro diretamente para outras pessoas ou superfícies próximas;
- Manter ambientes ventilados, principalmente em épocas de maior circulação de vírus respiratórios.
Quais fatores podem aumentar a frequência do espirro
Para quem sente que o espirro ocorre com frequência, especialmente em determinadas épocas do ano, é importante observar fatores ambientais que podem aumentar a irritação nasal. Poeira doméstica, fumaça, perfumes fortes, pelos de animais e ar muito seco são exemplos comuns de estímulos desencadeadores.
Em alguns casos, a avaliação médica pode identificar alergias respiratórias, rinites ou infecções que contribuam para o aumento dos episódios. Entender como o espirro funciona, por que os olhos tendem a se fechar e quais são os riscos de tentar impedir esse reflexo ajuda a adotar atitudes mais seguras no dia a dia, especialmente em períodos de maior circulação de doenças respiratórias.








