A rúcula costuma aparecer em saladas e sanduíches, mas por trás do sabor amargo há um interesse crescente em seu possível papel para “limpar” o estômago e estimular a digestão. Em 2026, nutricionistas e pesquisadores seguem avaliando como essa folha verde, rica em compostos bioativos, pode contribuir para o bem-estar digestivo quando integrada a uma alimentação equilibrada, especialmente quando combinada com outros alimentos naturais e hábitos saudáveis.
O que torna a rúcula uma folha amarga e depurativa
A amargura da folha está associada a compostos como glicosinolatos, fibras e antioxidantes naturais, que participam de processos importantes no organismo e podem ajudar no equilíbrio da microbiota intestinal.
Esses elementos podem estimular a produção de saliva e de sucos gástricos, o que tende a facilitar a digestão de alimentos mais pesados. Ao mesmo tempo, a rúcula contém fibras que auxiliam no trânsito intestinal e na formação do bolo fecal, reforçando sua reputação como alimento com potencial depurativo.

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Rúcula para limpar o estômago realmente funciona
O uso da rúcula para apoiar o estômago se relaciona a diferentes mecanismos. A folha concentra substâncias com ação antioxidante, que participam da proteção das células contra danos de radicais livres, e pode atuar em conjunto com outros vegetais crucíferos na manutenção da saúde digestiva.
Além disso, o amargor pode contribuir para o estímulo de enzimas digestivas, algo valorizado em tradições culinárias que utilizam folhas amargas antes ou durante as refeições. Ainda assim, o efeito é gradual e depende da regularidade de consumo, não sendo um tratamento isolado para problemas gastrointestinais.
Como incluir rúcula na alimentação para melhorar a digestão
Para aproveitar o potencial da rúcula para estimular a digestão, a estratégia mais comum é inseri-la em preparações simples, de forma regular. Em pequenas porções diárias, a folha pode ajudar a compor refeições mais leves, ricas em fibras e com menor teor de ultraprocessados, colaborando com a sensação de bem-estar após as refeições.
Algumas formas práticas de consumo incluem opções versáteis no dia a dia, facilitando a combinação da rúcula com outros ingredientes nutritivos e tornando o prato mais saboroso:
- Saladas cruas combinadas com folhas mais suaves, como alface e agrião.
- Sanduíches naturais com rúcula, tomate, queijos leves e proteínas magras.
- Pizzas e focaccias, adicionando a rúcula fresca após o forno.
- Refogados rápidos, misturados a alho, azeite e outros legumes.
- Sucos verdes e vitaminas, sempre associando frutas e outras hortaliças.
Se você gosta de ouvir opinião de especialistas, separamos esse vídeo da Nutricionista Patricia Leite falando sobre os benefícios da rúcula:
Quais cuidados e limitações considerar no consumo de rúcula
A ideia de que a rúcula “limpa o estômago” precisa ser entendida dentro de um contexto mais amplo de saúde digestiva. A folha, isoladamente, não substitui tratamentos médicos, nem compensa uma alimentação baseada em frituras, excesso de álcool e baixa ingestão de água, sendo apenas um apoio dentro de um padrão alimentar equilibrado.
Alguns pontos de atenção incluem a forma de preparo, a quantidade consumida e condições específicas de saúde, que podem exigir adaptações individuais e orientação profissional para evitar desconfortos gastrointestinais.










