O cajá, também conhecido em algumas regiões como taperebá, é uma fruta típica de clima tropical que vem ganhando espaço em pesquisas sobre alimentação e saúde digestiva. Consumida in natura, em sucos, polpas congeladas e sobremesas, essa fruta chama a atenção especialmente por sua atuação no aparelho digestivo e pela presença de compostos com potencial efeito anti-inflamatório, reforçando seu papel como aliada em rotinas alimentares voltadas à prevenção e ao equilíbrio intestinal.
Qual é a função digestiva do cajá e quais são seus principais nutrientes
A função digestiva do cajá está ligada, em grande parte, à presença de fibras alimentares, que melhoram o trânsito intestinal e favorecem a formação do bolo fecal. Essas fibras, associadas à boa quantidade de água da fruta, ajudam a prevenir quadros como prisão de ventre e desconfortos abdominais, contribuindo também para a sensação de saciedade.
Além das fibras, o cajá oferece vitaminas e minerais envolvidos na saúde do sistema digestivo e imunológico. A vitamina C protege as células contra danos oxidativos, inclusive as que revestem o trato gastrointestinal, enquanto minerais como o potássio colaboram com o equilíbrio de líquidos no organismo. O sabor ácido, associado a ácidos orgânicos, estimula a salivação e pode favorecer o início da digestão na boca.

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Como incluir o cajá na rotina para ajudar a digestão no dia a dia
Na rotina alimentar, o cajá pode ser incluído de diferentes formas, o que facilita o consumo e o aproveitamento de seus efeitos digestivos. A polpa congelada é um dos formatos mais comuns, utilizada no preparo de sucos, bebidas mistas ou molhos leves para saladas, e pode ser combinada a outras fontes de fibras, como cereais integrais e hortaliças.
Entre os pontos relacionados à função digestiva do cajá, destacam-se aspectos que envolvem tanto a textura quanto a composição nutricional da fruta:
- Estimulação do trânsito intestinal: as fibras solúveis e insolúveis presentes na fruta contribuem para o movimento do intestino.
- Equilíbrio da microbiota: parte das fibras pode atuar como substrato para bactérias benéficas do intestino, favorecendo o ambiente intestinal.
- Apoio à hidratação: o teor de água da fruta auxilia a manter o conteúdo intestinal menos ressecado.
- Consumo versátil: pode ser inserido em lanches, sobremesas menos açucaradas ou combinado com outras frutas.
É comum que profissionais de saúde orientem moderar o consumo em pessoas com sensibilidade a alimentos muito ácidos, como em casos de gastrite ativa ou refluxo. Nesses cenários, uma avaliação individual é importante para ajustar quantidade e frequência de ingestão, evitando desconfortos sem abrir mão dos benefícios. Se você gosta de ouvir profissionais, separamos esse vídeo do canal da Nutricionista Patricia Leite mostrando os benefícios do cajá:
O cajá realmente possui ação anti-inflamatória
A possível ação anti-inflamatória do cajá está associada à sua composição em antioxidantes, sobretudo compostos fenólicos, carotenoides e à própria vitamina C. Esses elementos ajudam a neutralizar radicais livres, moléculas que, em excesso, estão ligadas a processos inflamatórios crônicos, como os observados em doenças metabólicas e cardiovasculares.
No caso específico do cajá, análises laboratoriais indicam que extratos da fruta apresentam atividade antioxidante relevante. Embora ainda sejam necessários mais estudos clínicos em humanos para detalhar doses e efeitos diretos, o consumo de cajá como parte de uma dieta rica em frutas e hortaliças associa-se a menor risco de doenças inflamatórias de longo prazo e a um perfil global de alimentação protetora.
Quais são as melhores formas de consumo e cuidados ao incluir o cajá na alimentação
Para aproveitar melhor os benefícios digestivos e anti-inflamatórios do cajá, alguns cuidados simples podem ser considerados no preparo. A fruta costuma ser consumida com maior frequência na forma de sucos e polpas adoçadas, o que pode elevar o teor de açúcar da preparação, sendo mais interessante priorizar versões com pouco ou nenhum açúcar adicionado no dia a dia.
Algumas orientações práticas para o consumo cotidiano incluem combinações, horários e modos de preparo que otimizem nutrientes e minimizem desconfortos, especialmente em pessoas com condições específicas de saúde:
- Preferir polpa de cajá sem açúcar ou com adoçamento moderado.
- Combinar o cajá com outras frutas ricas em fibras, como mamão ou laranja com bagaço.
- Consumir a fruta ou o suco junto a refeições principais para evitar picos de glicemia em pessoas com restrições.
- Observar reações gastrintestinais em indivíduos com estômago sensível, ajustando a quantidade se necessário.
- Integrar o cajá a preparações salgadas, como molhos e marinadas leves, explorando seu sabor ácido.
A seguir, uma tabela-resumo com dados gerais sobre o cajá e seus principais pontos de destaque para a digestão e a inflamação, considerando valores médios por 100 g de polpa in natura (os números são aproximados e podem variar conforme a origem e maturação da fruta):
| Componente / Característica | Valor aproximado por 100 g | Relação com digestão e inflamação |
|---|---|---|
| Calorias | 40–55 kcal | Contribui com energia moderada, favorecendo inclusão em diferentes tipos de plano alimentar. |
| Carboidratos totais | 10–14 g | Fonte de energia rápida, útil em lanches leves. |
| Fibras alimentares | 1,5–3 g | Auxiliam o trânsito intestinal e podem favorecer o equilíbrio da microbiota. |
| Vitamina C | 20–40 mg | Atua como antioxidante, contribuindo para proteção celular e modulação de processos inflamatórios. |
| Potássio | 100–200 mg | Importante para o equilíbrio de líquidos e o funcionamento adequado das células. |
| Compostos fenólicos | Variável (mg de equivalentes fenólicos) | Relacionado à atividade antioxidante e ao potencial efeito anti-inflamatório. |
| Água | cerca de 80–85% | Colabora para a hidratação geral e para a consistência do conteúdo intestinal. |
Em síntese, o cajá se apresenta como uma fruta tropical de destaque por sua função digestiva e por seu potencial de ação anti-inflamatória, especialmente quando inserido em uma alimentação variada e equilibrada. A escolha por preparações menos açucaradas e o consumo regular, aliado à orientação profissional quando necessário, tende a favorecer o melhor aproveitamento dos benefícios associados a essa fruta típica do Brasil.










