Para um falante nativo de português, o nível de dificuldade em aprender um novo idioma está diretamente ligado à distância linguística e ao sistema de escrita. Enquanto línguas românicas como o espanhol e o francês compartilham raízes latinas familiares, idiomas com estruturas gramaticais inversas e alfabetos logográficos exigem um esforço cognitivo significativamente superior.
Por que os idiomas asiáticos são considerados os mais complexos?
O mandarim e o japonês lideram o ranking de dificuldade devido ao uso de ideogramas e à natureza tonal ou silábica de suas pronúncias. No mandarim, uma única sílaba pode ter múltiplos significados dependendo da entonação aplicada, o que desafia a percepção auditiva de quem está habituado a línguas lineares. É uma reconstrução total da forma de comunicar.
O japonês, por sua vez, utiliza três sistemas de escrita simultâneos: Hiragana, Katakana e Kanji. Além da escrita, a estrutura frasal coloca o verbo sempre ao final da sentença, o que inverte a lógica de pensamento do brasileiro. Dominar esses idiomas requer anos de estudo dedicado para alcançar uma fluência básica em contextos profissionais ou sociais.

Quais são as maiores barreiras ao aprender a língua árabe?
O árabe apresenta um sistema de escrita da direita para a esquerda e um alfabeto cujas letras mudam de forma dependendo da posição na palavra. Para um brasileiro, a ausência de vogais curtas na escrita padrão e a existência de sons guturais inexistentes no português tornam a fala e a leitura tarefas extremamente desafiadoras no início.
Além da fonética, o árabe possui uma vasta gama de dialetos regionais que divergem significativamente do árabe moderno padrão usado em meios de comunicação. Isso significa que um estudante pode entender um noticiário, mas ter dificuldade em manter uma conversa informal em um mercado local. É um idioma que exige imersão cultural profunda.
Quais línguas europeias fogem do padrão de dificuldade comum?
Embora geograficamente próximos, idiomas como o húngaro e o finlandês não pertencem à família das línguas indoeuropeias, o que os torna verdadeiros enigmas para os lusófonos. O húngaro é uma língua aglutinante, onde prefixos e sufixos são anexados às palavras para criar frases inteiras em um único termo. Confira a lista abaixo:
- Húngaro: Possui trinta e cinco casos gramaticais que confundem qualquer iniciante.
- Finlandês: A gramática é baseada em variações de sufixos em vez de preposições.
- Islandês: Mantém uma estrutura arcaica preservada desde a era dos Vikings.
- Polonês: Apresenta sete casos gramaticais e uma fonética repleta de consoantes juntas.
Como a gramática do russo desafia o estudante brasileiro?
O russo utiliza o alfabeto cirílico, que embora possua algumas letras familiares, atribui sons completamente diferentes a elas em comparação ao alfabeto latino. A maior dificuldade, entretanto, reside no sistema de declinações, onde substantivos e adjetivos mudam de terminação conforme sua função sintática na frase. Confira a lista abaixo:
- Mudança radical nos finais das palavras de acordo com seis casos gramaticais.
- Verbos de movimento que exigem prefixos específicos para cada tipo de deslocamento.
- Pronúncia complexa com distinção rigorosa entre consoantes “palatalizadas” e “não palatalizadas”.
- Ausência de artigos definidos e indefinidos, mudando a estrutura lógica da sentença hoje.
Por que o coreano possui um sistema de escrita único?
O coreano é frequentemente citado como tendo o alfabeto mais lógico do mundo, o Hangul, criado para ser aprendido rapidamente por qualquer pessoa. No entanto, a dificuldade para o brasileiro reside na hierarquia social intrínseca à língua, onde as terminações verbais mudam completamente dependendo do status de quem fala.
Essa característica exige que o estudante aprenda não apenas o vocabulário, mas as normas de etiqueta e respeito da cultura coreana. As partículas gramaticais, que indicam o papel de cada palavra na frase, também representam um obstáculo constante para quem está acostumado com a ordem direta do português. É um idioma de nuances sociais e estruturais.
No vídeo abaixo do TikTok Evertonmirandamacedo, que conta com mais de 1 milhão de seguidores, ele cita os idiomas mais difíceis para um brasileiro aprender:
@evertonmirandamacedo Qual o idioma mais difícil para um brasileiro aprender? #idiomas #fyp #foryoupage ♬ som original – Everton Miranda
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Onde encontrar recursos oficiais para iniciar o estudo de línguas?
Para enfrentar o desafio de aprender um idioma complexo, é fundamental buscar instituições que ofereçam métodos validados e materiais de apoio autênticos. O suporte de centros culturais oficiais garante que o aprendizado ocorra de forma estruturada, respeitando as particularidades de cada sistema linguístico e promovendo uma evolução constante do aluno.
Para consultar o ranking global de proficiência e dicas de aprendizagem, acesse os dados da Education First sobre os índices de fluência em diferentes países. Ter acesso a métricas de desempenho ajuda a traçar metas realistas para o domínio de uma nova língua. O conhecimento de um idioma difícil é um dos maiores diferenciais competitivos que um indivíduo pode possuir hoje.










