Alter do Chão, carinhosamente apelidada de “Caribe da Amazônia”, surpreende pela transparência de suas águas às margens do Rio Tapajós. Localizado a 37 km de Santarém, no Pará, o distrito encanta visitantes com bancos de areia branca que surgem na época da seca, criando um cenário paradisíaco único no norte do país.
Por que Alter do Chão é o Caribe da Amazônia?
Alter do Chão ganha esse apelido pela tonalidade azul-turquesa de suas águas e pelas extensas faixas de areia branca. Fundada em 1626 como a Missão de Nossa Senhora da Purificação, a vila preserva raízes indígenas profundas e foi oficialmente reconhecida como patrimônio cultural de natureza material e imaterial do Estado do Pará pela Lei Estadual n.º 9.543/2022.
O reconhecimento internacional veio quando o jornal britânico The Guardian elegeu o destino como a praia de água doce mais bonita do mundo. Diferente do litoral oceânico, aqui a “maré” é ditada pelo ciclo das chuvas amazônicas, fazendo com que a paisagem mude completamente a cada semestre, revelando ou escondendo verdadeiros tesouros naturais.

Quais as melhores praias do Rio Tapajós?
O roteiro na vila exige planejamento conforme a época do ano, mas a beleza do Tapajós impressiona em qualquer estação, seja nos igapós alagados ou nos bancos de areia expostos.
Confira as atrações indispensáveis para o seu passeio:
- Ilha do Amor: O cartão-postal da vila, uma ponta de areia acessível por catraias (pequenos barcos) com estrutura de barracas.
- Ponta do Cururu: Faixa de areia deserta, famosa por não ter infraestrutura e ser o melhor local para ver o pôr do sol com os botos.
- Ponta do Muretá: Praia tranquila voltada para o poente, ideal para quem busca silêncio longe do agito central.
- Floresta Nacional do Tapajós (FLONA): Passeio que combina praias com trilhas em mata primária e visita a árvores centenárias como a sumaúma.
- Lago Verde: Conhecido como Floresta Encantada, oferece passeios de canoa por entre as copas das árvores na época da cheia.
- Canal do Jari: Um braço do Rio Amazonas onde se observa a rica fauna local, incluindo preguiças e vitórias-régias.
Explore o paraíso amazônico de Alter do Chão, no Pará. O vídeo é do canal Rolê Família, que conta com mais de 70 mil inscritos, e apresenta a Ilha do Amor, a Floresta Nacional do Tapajós e o mágico pôr do sol na Ponta do Cururu:
Quais sabores definem a culinária tapajônica?
A gastronomia de Alter do Chão é uma imersão nos ingredientes da floresta. O Tacacá é a estrela dos finais de tarde, servido quente na cuia com tucupi, goma de mandioca, jambu (que adormece a língua) e camarão seco, honrando a tradição indígena.
Os peixes amazônicos dominam os pratos principais. O tucunaré na manteiga e o pirarucu fresco são servidos com acompanhamentos típicos como o arroz de jambu, farofa de piracuí (feita de peixe seco) e o molho de pimenta no tucupi. As frutas regionais, como o taperebá e o cupuaçu, transformam-se em sucos e sorvetes que refrescam o calor constante da região.
Quando o rio baixa em Alter do Chão?
O clima na região é equatorial quente e úmido. O calor é intenso o ano todo, mas a sensação térmica varia com a umidade. A temperatura mais alta registrada na região de Santarém já superou os 37 °C em anos de El Niño, exigindo hidratação constante. O fator decisivo para a viagem não é o frio, mas o nível do rio: cheio no primeiro semestre e seco no segundo.
Baseado em dados climáticos aproximados aos do Climatempo.
Como chegar nesse paraíso paraense?
O acesso a Alter do Chão é feito via Santarém, a segunda maior cidade do estado. O Aeroporto Internacional de Santarém (STM) recebe voos diretos de Belém, Manaus e Brasília. Do aeroporto até a vila, são cerca de 34 km percorridos em aproximadamente 45 minutos por estrada asfaltada.
Não há necessidade de barco para chegar à vila em si, apenas para cruzar para a Ilha do Amor ou visitar praias mais distantes. Táxis, transfers privados e uma linha de ônibus regular conectam o aeroporto e o centro de Santarém ao distrito, tornando a logística simples para o turista.
Alter do Chão merece sua visita
Alter do Chão oferece uma experiência amazônica acessível, segura e deslumbrante, provando que a floresta também tem praia.
- Natureza única com o encontro de águas cristalinas e a selva.
- Cultura vibrante com o ritmo do carimbó e a culinária autêntica.
- Praias de cinema que só aparecem em meses específicos do ano.
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