A cevada vem ganhando espaço em dietas voltadas para saúde intestinal e equilíbrio do metabolismo. Trata-se de um cereal antigo, rico em fibras, vitaminas e minerais, consumido em grãos, farinha ou em forma de bebida. Nos últimos anos, estudos têm destacado principalmente a ação das fibras solúveis da cevada, em especial o betaglucano, sobre a digestão, o controle da glicose e o perfil de gorduras no sangue.
O que é a cevada e por que ela é considerada um cereal funcional?
A cevada é um grão pertencente à família das gramíneas, assim como o trigo e o centeio. É utilizada na alimentação humana, na produção de rações e também como base para bebidas. Na nutrição, a cevada em grão se destaca como um cereal funcional por oferecer fibras, compostos antioxidantes e micronutrientes que participam de vários processos do organismo. Entre esses elementos, o betaglucano merece atenção pela atuação sobre a digestão de carboidratos e gorduras.
Além das fibras, a cevada fornece vitaminas do complexo B, magnésio, fósforo, ferro e selênio, nutrientes associados ao metabolismo energético e à proteção celular. A combinação entre fibras e esses micronutrientes torna a cevada um alimento frequentemente recomendado em planos alimentares voltados ao equilíbrio metabólico, sempre considerando preferências individuais e orientações profissionais.

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Benefícios digestivos da cevada: como o intestino é favorecido?
No sistema digestivo, a principal contribuição da cevada para o intestino vem da mistura de fibras solúveis e insolúveis. As fibras insolúveis aumentam o volume do bolo fecal e estimulam o funcionamento intestinal, ajudando a reduzir episódios de constipação. Já as fibras solúveis formam um gel no trato gastrointestinal, retardando o esvaziamento do estômago e modulando a absorção de nutrientes.
Outro ponto relevante é a fermentação dessas fibras pela microbiota intestinal. Esse processo favorece a produção de ácidos graxos de cadeia curta, substâncias envolvidas na manutenção da integridade da mucosa intestinal e na regulação de processos inflamatórios locais. Dessa forma, o consumo regular de cevada, associado a outros alimentos ricos em fibras, tende a criar um ambiente mais propício ao equilíbrio da flora intestinal.
- Melhora do trânsito intestinal;
- Aumento da sensação de saciedade após as refeições;
- Apoio à diversidade da microbiota intestinal;
- Formação de substâncias benéficas no cólon.
Como a cevada ajuda no metabolismo e no controle da glicose?
Quando se fala em cevada e metabolismo, o betaglucano volta a ocupar posição central. Essa fibra solúvel forma um gel viscoso que diminui a velocidade de absorção da glicose no intestino delgado, atenuando picos glicêmicos após as refeições. Essa característica é especialmente interessante para pessoas que precisam manejar a glicemia, sempre dentro de um plano alimentar acompanhado por profissionais de saúde.
Se você quer ouvir opinião de profissionais, separamos esse vídeo da Nutricionista Patricia Leite mostrando os benefícios da cevada:
O metabolismo de gorduras também pode ser influenciado. A presença de fibras solúveis está ligada à redução da reabsorção de ácidos biliares, o que leva o organismo a utilizar mais colesterol para repor essas substâncias. Esse mecanismo está associado à melhora de marcadores como colesterol total e LDL, quando a cevada é incluída em um padrão alimentar equilibrado e combinada com outros hábitos saudáveis.
- Redução da velocidade de absorção de carboidratos;
- Melhor resposta glicêmica pós-prandial;
- Apoio ao manejo de colesterol e triglicerídeos;
- Contribuição para maior saciedade e possível auxílio no controle de peso.
Formas de consumo da cevada no dia a dia
A incorporação da cevada à rotina alimentar pode ocorrer de diferentes maneiras. Em grão, pode ser usada em sopas, saladas, ensopados e como substituta parcial do arroz em preparações quentes. Em farinha, entra em receitas de pães, bolos e massas, combinada com outros tipos de farinha. Há ainda bebidas à base de cevada, usadas em alguns contextos como alternativa não alcoólica e em versões solúveis.
O ponto central é observar o contexto geral da alimentação e eventuais restrições, como a necessidade de evitar glúten para pessoas com doença celíaca ou sensibilidade ao glúten. Nas demais situações, a cevada costuma ser incluída de forma gradual, permitindo adaptação do sistema digestivo a um maior teor de fibras.
Tabela de nutrientes da cevada (porção crua – 100 g)
Os valores abaixo são aproximados e podem variar conforme a variedade do grão e o processamento:
Nutriente / Quantidade aproximada por 100 g
Diante desse perfil nutricional, a cevada se apresenta como um cereal que contribui tanto para o conforto digestivo quanto para o equilíbrio de parâmetros metabólicos, desde que inserida em uma alimentação variada, aliada à prática de atividade física regular e ao acompanhamento profissional adequado.










