O uso correto de esse e este ainda causa dúvidas em muitas pessoas no dia a dia, principalmente em textos formais, mensagens profissionais e redações escolares. A diferença entre essas duas formas de pronome demonstrativo nem sempre é percebida de imediato, mas segue regras simples ligadas à ideia de distância, ao momento do discurso e à posição das informações no texto, o que torna necessário compreender bem cada caso de aplicação.
Qual é a palavra neste tema e por que “esse” e “este” geram confusão
A palavra central desse tema é pronome demonstrativo, classe gramatical usada para indicar posição, tempo ou referência no discurso. “Este” e “esse” pertencem a esse grupo e servem para apontar algo em relação a quem fala. O uso correto depende do contexto da frase. Essa distinção nem sempre é intuitiva.
A confusão ocorre porque, na fala cotidiana, essa diferença costuma ser ignorada. Em regra, “este” se refere ao que está próximo de quem fala ou ao que ainda será mencionado. Já “esse” aponta para algo próximo de quem ouve ou que já foi citado. Como essa lógica é pouco reforçada no uso diário, os dois acabam sendo trocados com frequência.
Para aprofundarmos no tema, trouxemos o vídeo da especialista Flavia Lucas, especialista em oratória e comunicação, publicado em seu perfil do TikTok que já passa dos 550 mil seguidores:
@flaviaplucas ♬ som original – Flávia Lucas
Quando usar “esse” na língua portuguesa de forma adequada
O pronome “esse” e suas variações costumam ser empregados para retomar algo já mencionado ou para indicar algo que está mais próximo da pessoa que ouve ou lê. Também aparecem com frequência em comentários sobre fatos passados em relação ao momento da fala, sendo muito recorrentes em textos argumentativos e explicativos.
- Retomada de algo já citado: “O problema foi apresentado. Esse ponto precisa ser analisado.”
- Referência ao que está com o interlocutor: “Esse documento que está na sua mesa já foi assinado.”
- Fatos passados: “Em 2020 houve uma mudança importante; nesse ano, muitas regras foram revistas.”
Como usar “este” de forma correta no dia a dia
O pronome “este” e suas variações costumam indicar algo que está mais perto de quem fala ou escreve, tanto no espaço quanto no tempo ou no próprio texto. A ideia é de proximidade imediata, aquilo que está “aqui”, seja literalmente ou de forma figurada, principalmente ao introduzir um assunto novo.
Entre as formas mais comuns estão: este, esta, estes, estas, deste, desta, destes, destas, neste, nesta, nestes, nestas, isto, disto, nisto. Em textos escritos, “este” aparece bastante para apresentar um tema que será desenvolvido logo em seguida ou para indicar o que está sendo apontado naquele exato momento na redação, em e-mails e em relatórios.
Como aplicar “esse” e “este” na prática em textos escritos
Em produções escritas, o uso de “esse” e “este” também se relaciona à posição das informações no parágrafo ou no texto como um todo. Uma orientação bastante adotada na gramática é a seguinte: “este” aponta para o que ainda será dito, enquanto “esse” retoma o que já foi mencionado, o que melhora a coesão textual.
- Para anunciar um assunto: “Este ponto será detalhado a seguir.”
- Para retomar algo já dito: “O ponto foi apresentado anteriormente; esse aspecto precisa de revisão.”
- Para evitar repetição: “Foi feita uma proposta. Essa ideia agradou ao grupo.”

Quais são os erros mais comuns ao usar “esse” e “este” nos textos
No cotidiano, alguns deslizes aparecem com mais frequência no uso de pronomes demonstrativos. Um deles é usar apenas uma das formas, geralmente “esse”, em todas as situações, o que apaga a diferença de sentido entre proximidade e distância. Outro equívoco comum é misturar as formas em um mesmo parágrafo sem critério, o que pode confundir a interpretação do leitor.
Para diminuir essas falhas, muitas pessoas adotam cuidados práticos, como revisar o texto com atenção aos pronomes demonstrativos e se perguntar se o termo aponta para algo que já foi dito ou para algo que ainda será mencionado. Esse tipo de verificação contribui para uma escrita mais precisa e alinhada à norma-padrão, especialmente em contextos formais, acadêmicos e profissionais.








