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Início Bem-Estar

O erro que cometemos com os edredons na hora de guardá-los e que aparece justamente quando o frio chega

Por João Victor
30/05/2026
Em Bem-Estar
Edredom branco e fofo dobrado e guardado em prateleira de armário arejado

Pequenos cuidados na hora de guardar o edredom evitam o cheiro de mofo e preservam o volume. Imagem gerada por IA.

Com o fim do outono e a chegada do inverno, milhares de famílias estão tirando os edredons e cobertores do armário para enfrentar as noites mais frias. E é nesse momento que muita gente percebe um problema: a peça que foi guardada meses atrás sai com cheiro de mofo, manchas ou aquele volume achatado, sem o mesmo poder de aquecer de antes.

Quase sempre, isso é resultado de um erro cometido lá atrás, na hora de guardar o edredom — um deslize simples, mas muito comum, que só dá as caras quando a peça volta a ser usada.

Sacos de tecido respirável são melhores que sacos plásticos lacrados para guardar o edredom. Imagem gerada por IA.

Umidade

Mesmo que um edredom pareça seco por fora, ele pode reter umidade por dentro, especialmente no enchimento e entre as camadas mais internas do tecido.

Quando é guardado nesse estado, em um armário fechado e abafado, essa umidade fica presa e cria o ambiente perfeito para o surgimento de fungos e bactérias — a origem daquele cheiro de guardado tão característico que você sente ao tirar a peça agora, no começo do frio.

Estamos forçando a barra demais

Para economizar espaço, muita gente comprime os edredons em sacos plásticos a vácuo ou os empurra, amassados, dentro de gavetas pequenas e apertadas. A solução é prática, mas cobra seu preço.

A pressão excessiva e prolongada afeta o enchimento, especialmente nos edredons de pluma ou de fibra siliconada, que perdem a capacidade de voltar ao volume original. É por isso que, ao desdobrar a peça agora, ela pode parecer murcha e achatada, com menos capacidade de aquecer.

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Locais onde não devem ser armazenados

Os edredons não gostam nem de umidade nem de calor excessivo. Alguns lugares comuns, mas que são uma péssima escolha, incluem: porões e áreas úmidas; armários fechados que nunca arejam; sótãos ou locais que esquentam demais; e áreas próximas a fontes de calor ou expostas ao sol direto.

Essas condições favorecem tanto o mofo quanto o ressecamento e o desgaste do tecido e do enchimento.

Guardar o edredom em local arejado e sem comprimir demais ajuda a preservar o volume e o poder de aquecer. Imagem gerada por IA.

O que fazer com o edredom que você está tirando do armário agora

Se a peça saiu com cheiro de guardado, a boa notícia é que dá para recuperar antes de usar. O primeiro passo é arejar o edredom, estendendo-o em local ventilado por algumas horas. Se o cheiro persistir, uma lavagem ou uma ida à lavanderia, seguida de secagem completa, costuma resolver. No caso dos edredons de pluma, secar com algumas bolinhas de secadora (ou bolinhas de tênis limpas) ajuda a “soltar” o enchimento e devolver a fofura.

A maneira correta de guardar na próxima vez

Quando o inverno passar e for hora de guardar o edredom de novo, vale anotar alguns cuidados que evitam o problema: lavar ou arejar bem a peça antes de guardar e garantir que esteja totalmente seca; preferir sacos de tecido respirável (como algodão) em vez de plástico lacrado, que abafa e retém umidade; dobrar sem comprimir demais; e escolher um local arejado, fresco e seco para o armazenamento.

Esse cuidado simples na hora de guardar é o que garante que, no próximo inverno, o edredom volte do armário do jeito que deveria: cheiroso, fofo e pronto para aquecer.

Tags: cuidados com a casaedredomorganização domésticaroupa de cama
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