Sentir uma dor súbita na região abdominal pode gerar preocupação imediata, especialmente quando o incômodo começa próximo ao umbigo e se desloca para o lado inferior direito. A apendicite é uma das emergências médicas mais comuns e, embora o medo de uma cirurgia seja natural, aprender a identificar os sinais precoces e realizar pequenos testes de autoavaliação pode ser o diferencial para evitar complicações e garantir uma recuperação tranquila.
Como a dor da apendicite aparece e evolui?
O padrão de dor da apendicite costuma ser migratório. Inicialmente, o desconforto é vago ao redor do umbigo e, conforme a inflamação do apêndice progride, torna-se mais agudo e localizado no quadrante inferior direito do abdômen.
Diferente de uma cólica comum, a dor geralmente piora ao tossir, caminhar ou realizar movimentos bruscos. Em alguns casos, ocorre o endurecimento da parede abdominal, conhecido como “abdômen em tábua”, o que sugere possível comprometimento do peritônio.
Para compreender melhor quando a dor pode indicar apendicite, assista ao vídeo a seguir, no qual o Dr. Antônio Carlos Moraes explica o assunto de forma clara e didática no canal Tua Saúde.
Quais são os principais sintomas associados à apendicite?
Além da dor característica, a apendicite costuma provocar sintomas sistêmicos. A perda súbita de apetite é frequente, muitas vezes acompanhada de náuseas, com ou sem episódios de vômito, e sensação de fraqueza.
Outros sinais podem incluir febre baixa, mal-estar generalizado e alterações intestinais. Esses sintomas ajudam a diferenciar a apendicite de quadros simples de indisposição gastrointestinal.
- Febre baixa, geralmente entre 37,5°C e 38°C.
- Mal-estar generalizado e sensação de cansaço.
- Alterações intestinais, como constipação ou diarreia persistente.
- Inchaço abdominal e acúmulo de gases.
Quais testes caseiros podem sugerir apendicite?
Embora o diagnóstico definitivo deva ser feito por um profissional de saúde, algumas manobras físicas podem aumentar a suspeita de apendicite. São testes simples que avaliam a presença de dor e irritação na região abdominal.
O sinal de Blumberg consiste em pressionar suavemente o lado inferior direito do abdômen e soltar rapidamente, observando se há dor intensa na descompressão. Também é útil tentar saltar ou tossir com força; se houver dor aguda, pode haver irritação peritoneal, exigindo avaliação médica urgente.

Como é feito o diagnóstico médico da apendicite?
O diagnóstico de apendicite combina exame físico minucioso com exames complementares. O médico avalia o padrão da dor, a presença de sinais de irritação peritoneal e o estado geral do paciente.
Exames de sangue podem mostrar sinais de inflamação, e a ultrassonografia é geralmente o primeiro método de imagem, sobretudo em crianças e gestantes. Em adultos, a tomografia computadorizada costuma ser o padrão de referência, enquanto a ressonância magnética é útil em casos complexos.
O que fazer ao suspeitar de apendicite?
Diante da suspeita de apendicite, é fundamental manter jejum absoluto e evitar o uso de analgésicos ou laxantes por conta própria, pois esses medicamentos podem mascarar os sintomas e atrasar o diagnóstico correto.
Buscar atendimento médico imediato é a atitude mais segura para prevenir complicações graves, como a peritonite. Com avaliação rápida e tratamento adequado, a maioria dos casos evolui bem, permitindo uma recuperação controlada e retorno mais rápido à rotina.
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Dra. Anna Luísa Barbosa Fernandes
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