Muitas pessoas digitam nomes de cidades e países com pressa no dia a dia e não percebem que estão cometendo erros de ortografia. Um exemplo bastante comum envolve a capital do Japão, frequentemente escrita como “Tókio” em mensagens, redes sociais e até em documentos informais. A grafia correta em português, porém, segue uma regra clara: Tóquio, com “qu”, forma consagrada em dicionários, gramáticas e materiais oficiais.
Por que a forma Tókio está errada e Tóquio é a grafia correta
No português do Brasil, a capital japonesa recebeu uma adaptação própria, chamada de topônimo aportuguesado. Isso significa que o nome original, Tokyo, foi ajustado para se encaixar na ortografia e na pronúncia do português, resultando em Tóquio. O uso da combinação “qu” antes de “i” mantém o som aproximado ao original e respeita o padrão da língua, como ocorre em termos como “quíron” ou “quíntuplo”.
Já a forma “Tókio” mistura o modelo em inglês com a acentuação do português, criando uma grafia que não é reconhecida pelas normas oficiais. Em materiais oficiais brasileiros — como livros didáticos, mapas escolares, provas de vestibular e documentos governamentais — a forma registrada é sempre Tóquio, única escrita adequada em português e recomendada por dicionários e manuais de redação.

Como lembrar com facilidade que o certo é Tóquio
Para reduzir a chance de erro, alguns **truques de memória** costumam ajudar na fixação da grafia. Um deles é associar a palavra a outros termos com “quio” em português, como “saquiómetro” em linguagem coloquial, ou lembrar que o “qu” seguido de “i” aparece em várias palavras do cotidiano: “quíron”, “quiosque”, “quíntuplo”. Assim, ao pensar na capital japonesa, a forma Tóquio tende a parecer mais natural.
Outra estratégia é observar a diferença entre línguas e evitar a forma híbrida. Em inglês, a grafia é “Tokyo”, sem acento e com “k”; em português, a adaptação substitui o “k” por “qu” e acrescenta acento agudo no “ó”. Conhecer esses contrastes ajuda quem alterna entre idiomas a escolher sempre a forma Tóquio em contextos formais.
Quais outros nomes de cidades e países geram confusão na escrita
A grafia de Tóquio não é o único caso que causa tropeços entre falantes do português. Outros nomes estrangeiros também costumam aparecer com escrita diferente da recomendada, seja por influência do inglês, seja por descuido com acentos ou por desconhecimento das formas aportuguesadas consagradas.
Alguns exemplos recorrentes envolvem adaptações antigas, que se consolidaram, e grafias que se aproximam da forma original, mas ainda assim seguem o padrão da língua. Observe como a **norma culta** orienta o uso correto em português:
- Estados Unidos – A forma abreviada “EUA” é aceita, mas continua sendo sigla de “Estados Unidos da América”, sempre com iniciais maiúsculas.
- México – Muitas vezes aparece sem acento em textos digitais, porém a forma correta em português mantém o acento agudo no “é”.
- Egito – Em inglês, “Egypt”; algumas pessoas reproduzem a grafia estrangeira em contextos informais, mas em português se mantém “Egito”.
- Suíça – A retirada do acento em “Suica” é comum em teclados sem configuração de português, embora a norma padrão exija a acentuação.
Para amplairmos o tema, trouxemos o vídeo da Lara Canro, em que ela trouxe como curiosidade a pronúncia de diversos países:
@laracanro8 #foryou #fyp #foryoupage ♬ som original – Lara Canro
Por que a grafia correta de Tóquio é importante na prática
Erros em nomes de países e cidades, como escrever “Tókio” em vez de Tóquio, podem parecer pequenos, mas têm impacto em situações em que a linguagem passa por avaliação. Em redações avaliativas, provas de concurso, processos seletivos e comunicações institucionais, a **ortografia correta** é critério de análise e pode influenciar a impressão de cuidado e credibilidade do autor.
Além disso, a escrita correta contribui para a padronização da informação em mapas, materiais turísticos, reportagens e conteúdos educativos. Quando um mesmo lugar aparece com formas diferentes — “Tókio”, “Tokyo”, Tóquio — há risco de confusão ou de percepção de descuido com a língua. Ao adotar consistentemente a forma oficial em português, o leitor encontra um texto mais organizado, coeso e alinhado às normas atuais.









