Monte Roraima ergue-se como uma fortaleza natural na tríplice fronteira entre Brasil, Venezuela e Guiana, atraindo exploradores para uma das formações geológicas mais antigas da Terra. Localizado no município de Pacaraima, o gigante de pedra oferece uma expedição que exige preparo físico e disposição para enfrentar isolamento total em meio à selva e savana.
Por que o Monte Roraima intriga cientistas e aventureiros?
O platô é um tepui — uma montanha em formato de mesa que remonta ao período Pré-Cambriano, isolando espécies de fauna e flora por milhões de anos. O Parque Nacional do Monte Roraima, criado no Brasil em 1989, protege a porção nacional deste monumento, garantindo a preservação de um ecossistema que inspirou obras como “O Mundo Perdido” de Arthur Conan Doyle e até mesmo o filme “Up: Altas Aventuras”.
A gestão ambiental é rigorosa e envolve o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). A complexidade geológica e o endemismo (espécies que só existem ali) tornam o local um laboratório vivo a céu aberto, onde cada passo revela plantas carnívoras e formações rochosas esculpidas pelo vento e pela chuva durante eras.

Quais as melhores experiências no topo do mundo?
A jornada ao topo não é apenas uma caminhada, mas uma imersão em um cenário alienígena. O roteiro clássico exige de sete a dez dias, atravessando rios e subindo paredões verticais até alcançar o cume, onde a realidade se transforma.
Prepare-se para uma jornada sublime por um dos lugares mais antigos e surreais do planeta. O vídeo é do canal Rolê Família, que conta com mais de 60 mil inscritos, e detalha a expedição completa de 110 km pelo Monte Roraima, apresentando paisagens que inspiraram filmes e lições profundas de conexão com a natureza e cultura local.
Como é a alimentação durante a expedição?
A gastronomia no Monte Roraima é rústica e planejada para repor as energias gastas nas longas caminhadas. Guias da etnia Pemon e carregadores preparam as refeições nos acampamentos, baseadas em carboidratos complexos, grãos e proteínas resistentes, garantindo sustento para o frio e o esforço físico.
Não há restaurantes ou infraestrutura turística convencional no topo. O viajante deve estar preparado para uma dieta de “sobrevivência confortável”, que pode incluir arepas (pão de milho típico da região venezuelana), massas e sopas quentes ao jantar, essenciais para aquecer o corpo nas noites gélidas da montanha.
Leia também: O alimento simples que dá energia, aumenta saciedade e cabe em qualquer refeição.

Qual a temporada ideal para o trekking?
O clima no topo é completamente diferente da base devido à altitude de 2.810 metros, que derruba as temperaturas drasticamente. A temperatura mais baixa pode chegar a 0°C durante a noite, exigindo sacos de dormir de alta performance e roupas térmicas, mesmo estando na linha do Equador.
Baseado em dados climáticos aproximados aos do Climatempo (referência regional).

Como chegar ao início da trilha?
O acesso logístico é complexo e geralmente inicia em Boa Vista, capital de Roraima. De lá, percorre-se cerca de 215 km pela BR-174 até Pacaraima, na fronteira com a Venezuela. A burocracia de imigração é necessária para seguir até a cidade de Santa Elena de Uairén.
De Santa Elena, apenas veículos 4×4 credenciados conseguem vencer a estrada de terra até a comunidade de Paraitepuy. É obrigatório a contratação de guias locais e agências especializadas para realizar a travessia com segurança e respeito às normas ambientais e indígenas.
Enfrente o Monte Roraima
Esta não é uma viagem de férias comum, mas uma jornada de superação pessoal em um dos lugares mais enigmáticos do planeta. O Monte Roraima exige respeito, mas devolve uma experiência transformadora.
- Caminhe sobre rochas que antecedem a existência dos dinossauros.
- Desconecte-se totalmente do mundo digital e conecte-se com a natureza bruta.
- Supere seus limites físicos alcançando o teto da Amazônia setentrional.
A montanha sagrada aguarda aqueles dispostos a ouvir o silêncio das alturas.









