O roncar frequente é uma queixa comum em muitos lares e, em 2026, continua a ser um dos motivos mais citados para noites mal dormidas. O som pode interromper o descanso de quem dorme ao lado e, em alguns casos, indicar problemas respiratórios que exigem atenção médica. Especialistas em medicina do sono destacam que, antes de qualquer tentativa de solução caseira, é fundamental entender o que está por trás do ronco e diferenciar um ronco simples de sinais de problemas mais sérios, como a apneia do sono.
Roncar o que é e por que merece atenção
A palavra-chave central neste tema é roncar, que define o som produzido durante o sono quando há dificuldade na passagem do ar pelas vias respiratórias. Em alguns indivíduos, o ruído é esporádico e ocorre, por exemplo, após o consumo de álcool ou em noites de maior exaustão, mas em outros pode estar associado a alterações anatômicas, como desvio de septo ou aumento das amígdalas.
Quando o ronco é diário, intenso e acompanhado de pausas na respiração, pode indicar apneia obstrutiva do sono, condição que merece investigação. Profissionais de saúde explicam que esse distúrbio é frequentemente subdiagnosticado, especialmente em mulheres e pessoas após a menopausa, o que reforça a importância de não encarar o ronco apenas como um incômodo sonoro.
Quais são os sinais de alerta relacionados ao roncar
Entre os sinais de alerta, destacam-se: sonolência excessiva durante o dia, dor de cabeça matinal, ronco alto e sensação de sufocamento durante a noite. Em muitos casos, o parceiro de cama nota episódios de pausas respiratórias ou engasgos, que podem passar despercebidos pela própria pessoa que ronca.
Diante desses indícios, a orientação é buscar avaliação com um especialista em medicina do sono ou otorrinolaringologista, que poderá solicitar exames como a polissonografia. Identificar precocemente a apneia do sono reduz o risco de complicações associadas, como hipertensão, arritmias cardíacas e alterações de humor persistentes.

Como parar de roncar estratégias indicadas por especialistas
Entre as recomendações mais citadas para reduzir o roncar, algumas medidas simples costumam aparecer com frequência e podem trazer alívio significativo. A mudança de posição ao dormir é uma das principais: deitar-se de lado, em vez de ficar de costas, tende a diminuir o colapso das vias aéreas pela ação da gravidade e facilita uma respiração mais livre.
Outra orientação comum é elevar a cabeceira da cama alguns centímetros, o que reduz a obstrução das vias respiratórias. Além disso, médicos ressaltam a importância de manter o nariz desobstruído e tratar condições como rinite, alergias respiratórias ou asma, já que o quarto pode concentrar poeira, ácaros e outros agentes irritantes que agravam o ronco.
- Dormir de lado para reduzir o colapso da via aérea.
- Levantar a cabeceira da cama para melhorar a respiração.
- Controlar alergias e rinite com orientação médica.
- Manter o ambiente limpo, com pouca poeira e boa ventilação.
Quais mudanças de hábito ajudam a reduzir o roncar
Especialistas em sono apontam que certos comportamentos diários influenciam diretamente o ato de roncar. O consumo de álcool à noite, por exemplo, relaxa em excesso a musculatura da garganta, favorecendo o bloqueio parcial das vias respiratórias, e o tabagismo pode irritar e inflamar os tecidos, aumentando o risco de ronco.
O peso corporal também desempenha um papel relevante, já que o acúmulo de gordura em torno do pescoço pode estreitar ainda mais a passagem do ar. Quando indicado pelo médico, a adoção de um plano de perda de peso, combinado com alimentação equilibrada, atividade física e evitar refeições muito pesadas no fim da noite, tende a colaborar para um sono mais silencioso e regular.
- Reduzir o álcool à noite, sobretudo perto da hora de dormir.
- Cuidar do peso, sob acompanhamento profissional quando necessário.
- Evitar refeições muito pesadas no fim da noite.
- Manter rotina de sono regular, com horários estáveis.
Para aprofundarmos no tema, trouxemos o vídeo do Dr. Paulo Coelho (@prof.drpaulocoelho):
@prof.drpaulocoelho Como parar de roncar mudando o estilo de vida? Neste vídeo, exploramos estratégias eficazes para reduzir e eliminar o ronco através de mudanças no estilo de vida. Descubra como ajustar sua dieta, aumentar a atividade física e otimizar seus hábitos noturnos para melhorar a respiração e a qualidade do sono. Tópicos abordados: Alimentação: Aprenda quais alimentos evitar antes de dormir para facilitar a digestão e melhorar a respiração. Sedentarismo: Descubra como atividades físicas leves e moderadas podem ativar o sistema circulatório e promover um sono melhor. Dispositivos Eletrônicos: Entenda como a luz azul dos dispositivos eletrônicos afeta a produção de melatonina e como usar filtros de luz azul para mitigar esses efeitos. Complicações do Ronco: Saiba como o ronco afeta a oxigenação cerebral e pode levar a cansaço, irritabilidade e outros problemas de saúde. Tratamentos Especializados: Informações sobre aparelhos anti-ronco e a importância de buscar um tratamento personalizado com um profissional especializado. Links: DrPauloCoelho.com.br Boradormir.com.br #comoparaderoncar #ronco #apneiadosono #estilodevida #saúde #sono #alimentação #exercício #eletrônicos #tratamento #dicasdesaúde ♬ som original – drpaulocoelho
Cuidados com vias nasais e ambiente de sono fazem diferença
Além da postura na cama e dos hábitos diários, a atenção às vias nasais é frequentemente destacada. Em casos de congestão, alguns produtos, como sprays nasais ou tiras adesivas colocadas na parte externa do nariz, podem auxiliar a melhorar o fluxo de ar, sempre com uso orientado por profissionais quando o tratamento for contínuo.
Uma sugestão recorrente é tomar banho ou duche quente antes de dormir, pois o vapor ajuda a fluidificar secreções e desobstruir o nariz. Manter o quarto bem ventilado, com roupas de cama limpas, controle de umidade e, quando necessário, purificadores de ar, contribui para reduzir irritações nas vias aéreas e, consequentemente, o roncar, especialmente em pessoas com alergias respiratórias.
Em situações em que o ronco é intenso, constante ou acompanhado de sinais como pausas respiratórias, engasgos noturnos, cansaço diurno acentuado ou alterações de humor, a recomendação dos especialistas é clara: procurar avaliação médica. A apneia do sono está associada a outras condições de saúde, como obesidade, hipertensão, ansiedade e depressão, e pode ser manejada com diferentes tipos de tratamento, desde ajustes de estilo de vida até terapias específicas, como aparelhos orais ou CPAP.
Assim, o roncar deixa de ser apenas um som incômodo e passa a ser enxergado como um sinal importante sobre a qualidade do sono e a saúde geral. Com acompanhamento adequado e pequenas mudanças no dia a dia, muitas pessoas conseguem ter noites mais tranquilas, reduzir riscos à saúde e permitir que quem está ao redor também descanse melhor.








