A cidade de Pirenópolis, fundada em 1727, fica a cerca de 150 quilômetros de Brasília e mantém a atmosfera do século XVIII com suas ruas de pedra e casarões coloniais. O destino combina o charme histórico do ciclo do ouro com dezenas de cachoeiras cristalinas ao redor da Serra dos Pireneus.
Por que Pirenópolis é patrimônio nacional?
O conjunto arquitetônico da cidade foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 1990. Essa proteção garante a preservação de edifícios icônicos e proíbe construções modernas que descaracterizem o centro histórico, mantendo viva a identidade dos primeiros anos de ocupação de Goiás.
As tradições culturais também justificam o reconhecimento, com destaque para as Cavalhadas. A festa, que ocorre após a celebração do Divino Espírito Santo, encena batalhas medievais entre mouros e cristãos e envolve toda a comunidade local em apresentações coloridas e históricas.

O que fazer em Pirenópolis?
O roteiro ideal mistura caminhadas pelo centro antigo com banhos de cachoeira nas reservas ecológicas próximas. A maioria dos atrativos naturais exige ingresso e possui boa estrutura para receber famílias e aventureiros.
As experiências mais procuradas pelos visitantes incluem:
- Igreja Matriz: reconstruída após um incêndio em 2002, é o principal cartão-postal e marco da fé local.
- Rua do Lazer: via exclusiva para pedestres repleta de bares, restaurantes e mesas ao ar livre.
- Cachoeira do Abade: queda imponente com trilhas pavimentadas e mirantes acessíveis.
- Cachoeira do Rosário: famosa pela piscina natural de águas transparentes e almoço regional.
- Santuário Vagafogo: reserva particular que oferece trilhas, arvorismo e um famoso brunch com produtos locais.
Veja como montar seu roteiro com dicas de quem conhece a região. O vídeo é do canal Destinos e Sabores, que conta com mais de 50 mil inscritos, e mostra pousadas e passeios na cidade.
Quais sabores marcam a região?
A gastronomia goiana é o ponto forte, com pratos que usam ingredientes do Cerrado como o pequi e a guariroba. O empadão goiano, recheado com frango, linguiça e queijo, é obrigatório em qualquer visita, assim como a pamonha servida nas casas especializadas.
A Rua do Lazer concentra a vida noturna e gastronômica, oferecendo desde comida de boteco até pratos internacionais. As cervejas artesanais produzidas na região ganharam espaço e acompanham bem os petiscos locais servidos nas mesas espalhadas pela calçada.
Leia também: Essa antiga vila a 100 km de Belo Horizonte emociona quem adora antiguidades e tesouros da arquitetura colonial.

Qual a melhor época para viajar?
O clima na região é bem definido, com uma estação seca e outra chuvosa. A escolha da data depende do objetivo: cachoeiras com volume máximo ou festas tradicionais e céu azul sem nuvens.
Planeje sua visita conforme o clima:
Clima e eventos
Baseado em dados climáticos aproximados aos do Climatempo.
Como chegar ao destino?
O acesso é feito principalmente por rodovia, saindo de Brasília (150 km) ou Goiânia (120 km). As estradas são asfaltadas e bem sinalizadas, permitindo a viagem com carros de passeio comuns até o centro da cidade.
Para visitar as cachoeiras mais distantes, um carro mais alto pode oferecer mais conforto nas estradas de terra, mas não é obrigatório para os atrativos principais. A cidade também conta com agências que realizam o transporte até os parques e reservas.
Pirenópolis espera por você
A cidade oferece uma pausa tranquila na rotina com a combinação perfeita entre natureza preservada e riqueza cultural. É um destino completo para recarregar as energias.
Os principais pontos incluem:
- Arquitetura colonial preservada e protegida pelo IPHAN
- Cachoeiras com excelente estrutura de acesso e banho
- Gastronomia típica goiana em ambientes acolhedores










