A Psoríase é uma condição inflamatória crônica da pele, associada a um desajuste no sistema imunológico que acelera a proliferação de células cutâneas. O tratamento moderno concentra-se em modular essa resposta imune, interrompendo os ciclos de inflamação e promovendo a remissão das lesões. Compreender as diferentes opções, de terapias tópicas a agentes imunobiológicos avançados, é essencial para aliviar os sintomas e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.
Quais as opções terapêuticas para psoríase leve a moderada?
Para casos de psoríase de leve a moderada, as terapias tópicas costumam ser a abordagem inicial. Corticosteroides de alta potência, em conjunto com análogos da vitamina D, como o calcipotriol, ajudam a reduzir a espessura das placas, o eritema e a normalizar a diferenciação celular.
O uso contínuo de emolientes é recomendado para manter a hidratação da pele, diminuir a descamação e favorecer a penetração dos medicamentos. Em algumas situações, podem ser associados queratolíticos suaves para remoção de escamas mais espessas.
Para compreender melhor os tratamentos para psoríase leve a moderada, assista ao vídeo a seguir, no qual a Lucas Portilho explica o assunto de forma clara e didática no Lucas Portilho.
Quais as opções de tratamento para casos severos de psoríase?
Em situações mais severas ou refratárias, a terapia sistêmica regula a resposta imunológica em todo o organismo. Medicamentos como metotrexato, que inibe a síntese de DNA em células de divisão rápida, e ciclosporina, que atua sobre linfócitos T, são utilizados conforme diretrizes de sociedades de dermatologia.
Essas opções exigem monitorização laboratorial frequente para avaliar possíveis efeitos adversos hepáticos, renais e hematológicos. Em alguns casos, retinoides sistêmicos também podem ser considerados, especialmente quando há contraindicação a outros imunossupressores.

Como os medicamentos biológicos atuam na psoríase?
Os medicamentos biológicos representam um grande avanço no tratamento da psoríase moderada a grave. Eles direcionam alvos específicos do sistema imunológico, como TNF-alfa e interleucinas IL-17 e IL-23, reduzindo a inflamação de forma mais seletiva e sustentada.
Esses tratamentos apresentam altas taxas de clareamento das lesões, com muitos pacientes alcançando PASI 90 ou 100. Entre os principais grupos de biológicos utilizados, destacam-se:
- Inibidores de TNF-alfa (como adalimumabe e infliximabe)
- Inibidores de IL-12/23 e de IL-23 pura
- Inibidores de IL-17A e do receptor de IL-17
- Moléculas mais recentes com ação seletiva em vias inflamatórias específicas
Qual a relação entre terapias complementares e bem-estar do paciente?
Além dos medicamentos, abordagens complementares podem trazer alívio adicional, especialmente em sintomas como prurido e ressecamento. A helioterapia controlada utiliza a exposição moderada à luz solar para reduzir a atividade de células T patogênicas e a inflamação.
Ingredientes naturais como aloe vera (ação calmante e anti-inflamatória), ômega 3 (modulação inflamatória sistêmica), aveia coloidal (cuidado com a barreira cutânea) e óleo de copaíba (potencial cicatrizante) podem ser usados como adjuvantes, sempre com orientação profissional para evitar irritações. Veja na tabela a seguir:
🌿 Abordagens Complementares no Cuidado Dermatológico
Estratégias adjuvantes que podem auxiliar no controle de inflamação, prurido e ressecamento.
| Abordagem | Descrição |
|---|---|
| Helioterapia controlada | A exposição moderada à luz solar pode ajudar a reduzir a atividade de células T patogênicas e a inflamação, contribuindo para alívio de sintomas como prurido. |
| Aloe vera | Ingrediente natural com ação calmante e potencial anti-inflamatório, auxiliando na redução da irritação cutânea. |
| Ômega 3 | Contribui para a modulação inflamatória sistêmica, podendo atuar como suporte adicional no manejo de condições inflamatórias. |
| Aveia coloidal | Auxilia na restauração da barreira cutânea e na redução do ressecamento, promovendo maior conforto à pele. |
| Óleo de copaíba | Apresenta potencial cicatrizante e pode atuar como coadjuvante no cuidado da pele, sempre com orientação profissional para evitar irritações. |
Por que a fototerapia é eficaz no controle da psoríase?
A fototerapia, especialmente com radiação UVB de banda estreita, é eficaz ao reduzir citocinas pró-inflamatórias e induzir apoptose de células imunes disfuncionais na pele. Esse método permite tratar lesões extensas sem a exposição descontrolada ao sol.
Quando bem indicada e monitorada, a fototerapia proporciona remissões prolongadas com perfil de segurança favorável. A combinação com cuidados tópicos adequados potencializa os resultados e pode reduzir a necessidade de doses mais altas de medicamentos sistêmicos.
A prevenção de novas crises de psoríase exige manejo abrangente de fatores desencadeantes, como estresse, obesidade e tabagismo. Medidas diárias, como evitar banhos muito quentes, preferir sabonetes de pH equilibrado e manter hidratação regular da pele, ajudam a preservar a barreira cutânea e podem reduzir a frequência e a intensidade das recaídas.
Entre em contato:
Dra. Anna Luísa Barbosa Fernandes
CRM-GO 33.271









