Imagine colher flores coloridas direto da varanda e levar para o prato, dando um toque diferente à salada do almoço. Assim é a capuchinha, também conhecida como chaguinha ou nastúrcio, uma planta comum em hortas domésticas e jardins urbanos. Reconhecida pelas flores vibrantes e pelo sabor levemente picante, ela chama a atenção não apenas pelo aspecto ornamental, mas também pelo potencial de apoio ao sistema digestivo. Em diferentes regiões do Brasil, partes da planta são usadas na alimentação diária, aproximando o cultivo da rotina de quem busca alternativas naturais para complementar os cuidados com a saúde.
Capuchinha tem benefícios digestivos e usos na alimentação
Quando se fala em capuchinha e digestão, o destaque fica para o uso culinário de folhas, flores e, em alguns casos, sementes jovens. Essas partes possuem sabor marcante, que lembra levemente a pungência da rúcula, o que traz um toque especial a pratos simples do dia a dia e pode estimular o apetite.
De forma geral, alimentos com esse perfil são incluídos em refeições com a ideia de favorecer a produção de saliva e sucos gástricos, contribuindo para uma digestão mais eficiente em algumas pessoas. Mesmo assim, a capuchinha é apenas um complemento alimentar e não substitui orientações médicas nem acompanhamento profissional para desconfortos digestivos persistentes.

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Como a capuchinha pode contribuir para o bem-estar digestivo
Na rotina alimentar, a capuchinha pode ser inserida de forma simples, principalmente em pratos frios, como saladas e entradas leves. Em muitas casas, as flores são usadas como “temperinho extra”, misturadas a folhas de alface, repolho roxo, cenoura ralada e outras hortaliças, deixando o prato mais colorido e convidativo.
Essa combinação ajuda a formar refeições mais volumosas e com diferentes texturas, exigindo mastigação mais cuidadosa, etapa importante para uma digestão organizada. Ainda assim, em casos de azia frequente, dores abdominais ou alterações intestinais, é fundamental procurar avaliação com um profissional de saúde para diagnóstico adequado.
Quais são as principais formas de consumo da capuchinha
Algumas pessoas acrescentam capuchinha em pequenas quantidades antes de refeições mais pesadas, com a intenção de estimular o paladar. Em saladas de entrada, por exemplo, a planta é frequentemente misturada com azeite, limão e ervas suaves, contribuindo para uma refeição mais equilibrada e rica em vegetais.
Para facilitar o uso no dia a dia, a capuchinha pode entrar em preparações muito simples, que combinam praticidade com um toque especial de cor e sabor. Veja alguns exemplos de uso que costumam agradar tanto iniciantes quanto quem já cultiva a planta há mais tempo:
- Flores de capuchinha em saladas mistas;
- Folhas jovens em sanduíches naturais;
- Adição das pétalas em molhos frios e patês;
- Uso moderado como enfeite comestível em pratos quentes já prontos.
Se você gosta de cultivo, separamos esse vídeo da Marcia Chiad – Horta Não Convencional ensinando a plantar capuchinha em casa:
Capuchinha exige alguns cuidados importantes no consumo
É importante lembrar que, mesmo sendo uma planta comestível, o consumo excessivo não é indicado, especialmente em pessoas sensíveis ou com histórico de alergias. Em situações de gestação, uso contínuo de medicamentos ou presença de doenças pré-existentes, o ideal é consultar profissionais de saúde antes de incluir a capuchinha com regularidade na alimentação.
Também é recomendável dar preferência a mudas sem agrotóxicos e garantir que as plantas não recebam produtos químicos de jardinagem, como defensivos ou adubos inadequados para consumo humano. Em caso de qualquer reação adversa após a ingestão, o uso deve ser interrompido e avaliado por um profissional.
Como plantar capuchinha em casa passo a passo
O cultivo da capuchinha costuma ser simples e adaptável a diferentes espaços, do jardim aberto a pequenos vasos em apartamento. Originária de regiões de clima ameno, a planta se desenvolve bem em locais com boa luminosidade, solo leve e regas regulares, sendo uma boa opção para quem está começando na jardinagem.
🌼 Cultivo da Capuchinha
| Etapa | Orientações |
|---|---|
| ☀️ Local e Recipiente | Prefere sol direto e locais iluminados. Pode ser plantada em canteiros, jardineiras ou vasos médios com furos; vasos pendentes são ideais para varandas. |
| 🌱 Preparo do Solo | O substrato deve ser bem drenado, misturando terra comum com matéria orgânica (húmus/composto) e areia, evitando solos encharcados. |
| 🌾 Plantio | Sementes podem ir direto ao local definitivo em covas rasas (1 a 2 cm). Mudas devem ser transplantadas com cuidado, mantendo espaçamento para a planta se espalhar. |
| 💧 Rega e Manutenção | Irrigar frequentemente sem encharcar, ajustando em dias quentes. Retirar folhas amarelas e flores secas estimula o vigor e novas florações. |
| ✂️ Colheita Responsável | Colher folhas e flores quando a planta estiver firme. A retirada moderada estimula brotos. Use tesoura limpa ou os dedos com cuidado. |
Capuchinha também atua como planta companheira na horta
Em hortas orgânicas, a capuchinha é frequentemente usada como planta companheira, ajudando a atrair insetos polinizadores, como abelhas e borboletas. Em alguns casos, funciona como “isca” para pragas que poderiam atacar outras espécies mais sensíveis, colaborando para um manejo mais equilibrado do ambiente.
Ao mesmo tempo, oferece um recurso culinário colorido e funcional para o dia a dia, unindo potencial ornamental e possíveis benefícios digestivos associados à alimentação. Assim, ela contribui tanto para a biodiversidade da horta quanto para a variedade do prato.
Conclusão e próximo passo para cultivar sua própria capuchinha
Ao incluir a capuchinha na rotina, você adiciona mais cor ao prato e um possível apoio gentil ao sistema digestivo, sem complicar o preparo das refeições. Com cuidados simples de cultivo e consumo moderado, a planta pode se tornar uma aliada tanto da horta quanto da mesa, aproximando você de uma alimentação mais variada e consciente.
Se a ideia de colher suas próprias flores e folhas chamou sua atenção, o próximo passo é experimentar: escolha um vaso, prepare o substrato e plante suas primeiras sementes de capuchinha. Comece com pequenas quantidades, observe como seu corpo reage e, em caso de dúvidas sobre saúde, converse sempre com um profissional antes de aumentar o consumo.










